Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Deixa eu te contar a última,
Quem se ama primeiro,
Não escolhe amores de segunda.

Eu te desejo a coragem absurda
de ir embora,
Com as pernas tremendo,
Mas com o coração decidido.

Aquele convite pra um café,
ainda está de pé.
Mas deixo claro,
Eu também aprendi devolver ausências.

Eu vi gente com a máscara torta,
Apontando e rindo dos meus defeitos.

Há pessoas preocupadas comigo,
E eu nem lembro delas.
A culpa disso,
não foi minha.

Eu vi quem prometeu segurar minha mão,
Soltar, e ir embora sem aceno.
Aprendi que nem toda chegada vira morada.

Reciprocidade é pouco,
O que eu quero é transbordo sem repressão.

Eu gosto de te ouvir gritar no ponto alto,
E de ver as caras dos vizinhos bocejando no elevador.

Comigo o que funciona são atitudes.
Palavras, por palavras,
eu ouço podcast.
Obrigado.

Se na minha rebeldia,
eu quebrei meu próprio molde,
Imagina os padrões.

⁠O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.

Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.

Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.

Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente

Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.

Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.

Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.

Eu sou o puro e o devasso, o lúcido e o louco, o gênio e o bobo. Eu sou a contradição.

Enquanto o som se propagar, eu sei que continuarás me ouvindo aonde estiveres.

Desculpem me os emergentes que buscam quadros coloridos para combinarem com a cor do sofá.Eu não realizo a intermediação de quadros e sim de importantes obras de arte. Também não busco intermediações de " estautuas" e sim de esculturas significativas para a historia da arte. O comum e o abundante das feirinhas de arte e de antiguidades, não são meu foco. Busco obras primas, para um grupo seleto com historia e qualidade que por si só são investimentos únicos, patrimônio diferenciados e cada vez mais raros, pelo mundo de hoje, todo.

Particularmente eu não gosto de aquários, nem de gaiolas e muito menos de prisões. Na minha exclusiva filosofia de vida creio que todo o ser vivo existe para viver em plena liberdade, desde que cumpra seu personalíssimo papel por formas consciente ou instintiva, sustentável e responsável no continuo ciclo da natureza.

Todo artista cria, produz na mesma proporção que vende e comercializa seus trabalhos. Eu particularmente, nunca conheci um artista que tenha um mercado, mesmo que pequeno ou regional, produzir e guardar um grande números de obras magnificas. Dificilmente o artista é um acumulador, ele produz e espalha para o mundo. Por que sabe fazer, ele não guarda a não ser o material, por que quando quer, faz. Já vi artistas guardarem, estudos, desenhos, esboços e obras não acabadas. Sendo assim, quando me deparo com uma super produção inédita e com um grande numero de obras magistrais, desconhecidas do mercado, fica em mim a suspeita se são verdadeiramente originais do artista ou um releitura ao modo de, realizadas por um hábil copista.

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.⁠

O ódio é um vínculo, e eu escolhi ser livre. Se a sombra da ⁠sua maldade não conseguiu apagar a minha luz, é porque a minha essência é governada pelo que carrego no peito, e não pelo que recebo de suas mãos.

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.