Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Uma hora, cada fragmento encontra o seu lugar e tudo o que parecia disperso revela o caminho que eu estava construindo.

O AMARGO DO CAFÉ

Combina com o amargo da minha sina
Combina com o gosto da minha vida
Se eu dou uma aquecida, pode até ser esquecida
Porém, rapidamente esfria…
Então, naturalmente, caio de novo…
Nesta mesma sina.
Que fica escondida…
Que disfarço com uma bela xícara.

Eu te amo tanto que até o meu coração chega a doer às vezes por te amar...
Não paro de pensar em ti, até tem vezes que minha cabeça chega a doer.

Eu era louco e não permiti que o médico entrasse para me curar, então o médico morreu e o bandido entrou em seu lugar, levando o meu dinheiro, que era da saúde, educação, obras...., agora estou ficando louco e me resta pouco tempo, é hora de escolher para um país doente ser tratado pelo o psiquiatra ou, se minha loucura já estiver avançada demais e eu escolher o bandido, o escritor escreverá sobre minha desgraça!

Ass: Brasil

"Quando eu era apenas crítico, via inimigos por toda parte.
Quando aprendi a refletir, comecei a enxergar seres humanos."


"A maturidade não me fez abandonar as perguntas.
Apenas me ensinou a desconfiar também das minhas próprias respostas."

"Eu não quero criar seguidores. Quero despertar seres humanos capazes de pensar por si mesmos. Uma mente livre não é aquela que concorda comigo; é aquela que possui coragem de questionar tudo, inclusive as minhas próprias palavras. Porque a verdadeira liberdade não nasce da obediência, mas da consciência."

"Eu troquei o conforto da mediocridade pela responsabilidade de liderar uma revolução financeira. Se o meu tamanho te assusta, é porque a sua zona de conforto está prestes a acabar."

“Não se trata apenas de onde eu cheguei, mas de quantas pessoas eu decido levar junto para o topo. A minha riqueza é o passaporte para a virada de jogo de cada um de vocês.”

“Trilhões não medem apenas dinheiro; medem o tamanho da audácia humana. E eu transformei essa audácia em um espelho onde todos podem enxergar o seu próprio potencial ilimitado.”

"Eu não estou apenas construindo um império de trilhões; estou desenhando o mapa de um futuro onde quem tem coragem nunca mais caminha sozinho."

"Não sigo tendências; eu crio a gravidade que atrai os olhos, as mentes e as grandes oportunidades de uma nova geração."

Eu não venci a vida; apenas me recusei a deixá-la vencer primeiro

Há pessoas que fogem da zona de perigo; eu aprendi a fumar um cigarro e permanecer nela

Talvez eu não esteja bem, talvez nunca tenha estado — mas ainda estou aqui, e por enquanto isso basta.

Eu aprendi a sorrir
na zona de perigo

A Mulher da Mão Grande

No segundo ano primário, em 1955, eu estava muito mal na escola. Tinha muitas dificuldades com letras e números. Só notas baixas.

Naquela época — não sei se ainda é assim hoje — os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais, recolher a assinatura e devolvê-lo para a professora. Era assim que os pais acompanhavam a vida escolar dos filhos.

No meu caso específico, quem cuidava dessa parte era minha irmã. Era ela quem assinava o boletim. Para piorar a situação, trabalhava no Grupo Escolar Carmela Dutra e me controlava no dia a dia também.

Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou de vez.

Aí tive uma ideia brilhante.

Transformei tudo que era três em oito. Bem fácil. E os quatro viraram nove. Fácil também. Só que as notas continuaram vermelhas, infelizmente.

Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e, no momento certo, pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.

No dia seguinte, cheguei à classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora.

Depois de um tempo, ela me olhou, pegou o boletim e saiu da sala. Voltou acompanhada da diretora e da minha irmã.

Fui guinchado, literalmente, pelas orelhas. A diretora de um lado e minha querida irmã do outro. Levaram-me até a sala da diretora.

Depois de confessado o crime, veio o veredito.

A diretora, uma mulher com a mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força que, mesmo passados todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.

As lágrimas molharam o piso da sala.

Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem.

Mas existe a lei do retorno. Ou pelo menos eu gosto de acreditar que existe.

Meu pai, um homem abrutalhado e pouco dado a conversas com os filhos, vez ou outra contava algumas histórias. A maioria delas era de fantasmas.

Naquele momento de sofrimento físico e psicológico, lembrei-me de uma delas.

Ele falava de uma "reza brava" que conhecia. Era tão perigosa que não podia ser rezada diante de um espelho. Podia dar um revertério e virar contra quem a rezasse.

Segundo ele, aquela oração espantava todos os tipos de assombração: mula-sem-cabeça, Saci-Pererê, Boitatá. Também matava cobra venenosa, curava cachorro louco, amansava cavalo xucro e mais um monte de coisas.

Naquele instante, tudo o que eu desejava era saber aquela reza.

Queria fulminar aquela mulher da mão grande e, de lambuja, a minha irmã também.

Mas o que fazer?

Eu não sabia a oração. Meu pai nunca a ensinou aos filhos.

Então tentei outras rezas domésticas, improvisadas mesmo, implorando às entidades que castigassem aquela mulher.

Nada.

Ela entrava e saía da sala, olhava para mim, ria da minha situação e comentava o caso com as outras professoras. E elas riam também.

Algumas até diziam que o castigo deveria ter sido maior.

O tempo passou.

Repeti de ano.

E eis que a lei do retorno resolveu trabalhar.

Aconteceu uma tragédia na cidade.

Os sinos da igreja ficaram mudos.

O padre desapareceu.

E eu nunca mais vi a mulher da mão grande.

A mulher da mão de pão caseiro.

"Refém do Invisível"

Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.

Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.

Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.

Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”

O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?

Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.

Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.

Ao reparar a chuva sobre meu rosto eu concebi a eternidade; denotei o infinito como pedaço de um instante.

Nunca sonhei em lavar privadas nos EUA. Se for para lavar privadas, eu lavo no meu país.

Eu não me importo se falam mal de mim. Me importo se não falam nada.