Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Como uma soma de todos os Afetos, Talvez teria sido melhor se eu tivesse me comportado (mesmo com uma dorzinha sempre no fundo da alma). Se eu tivesse feito da minha vida um roteiro óbvio a ser seguido (era só pegar o livro das grandes verdades), se eu tivesse confundido a mim mesmo com os rótulos disponíveis por aí. Mas, meus olhos sempre souberam que por mais que eu fingisse, meu caminho seria esse mesmo...

Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.

" Mais um ano. Permita que eu siga firme na busca da evolução, moral, intelectual e espiritual, no desbaste incessante para o aprimoramento da obra evolutiva, escutando no silêncio, peculiar e inquisidor,as respostas necessárias ao aprendizado ".


Márcos Frèitas

" Em silêncio eu aprendo, na humildade eu cresço, na disciplina eu me construo ".

Márcos Frèitas

Mais uma Noite

Eu poderia lhe dizer o que pensei hoje!
Mas, não direi! Deixarei o meu hoje
somente para mim!!

Entretanto, agora que tudo passou,
eu lhe direi somente o que a su
ausência me deixou, por não ter
vindo a mim.

Mais uma noite não pude me cobrir
de você. Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Já estando adormecido veio o frio
atormentar-me o corpo sem avisar-me.

Você de mim se ausentou por não querer
me amar. Sem você e o seu amor,
não pude aquecer-me.

E para não sofrer, ao meu coração pedi,
confessei e me acalmei, até que adormeci, ausentando-me de mim.

Era apenas mais uma noite!
O frio passou por mim e se foi, dissipou,
e eu sobrevivi.

Por não te-la junto a mim, sozinho fiquei.
Sem você e o seu amor, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Sem você, sem amor e sem cobertor,
resisti a mais uma noite, me refugiei,
me aquecendo do frio, no colchão nu!

Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022020

Como que vou andar
conforme a lei,se nem
o básicoda Constituição,
eu não sei.

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

⁠Sem a esperança de uma dor ainda maior, eu não poderia suportar esta de agora, mesmo que fosse infinita.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Eu odeio a classe média até o fim dos meus dias.

Marilena Chaui
Sou marxista pra valer, ainda odeio a classe média e não quero entrar no século 21, diz Marilena Chaui. Folha de S.Paulo, 27 set. 2025.
...Mais

Parafraseando o poeta Cesar Vallejo, um dos que mais admiro, há pessoas tão boas na vida, eu não sei!? São pessoas que colocam afetos acima de ideologias, confiança além de resultados, admiração em lugar de colunas Excel, a poesia acima da prosa cinza das segundas-feiras, a alegria dos encontros casuais muito acima dos compromissos agendados no celular.

Meus amigos são assim: desbocados e inconvenientes. Talvez seja por isso que eu goste tanto deles.

⁠Enquanto meus colegas brigavam com seus pais na saudável busca de identidade, à noite, eu colocava os chinelos do meu pai para andar no escuro da casa. Fisicamente não nos parecíamos, mas o som dos chinelos caminhando era igual. Matava um pouco da saudade.

⁠Suportaria eu um só dia sem esta caridade de minha loucura que, diariamente, me promete o Juízo Final para o dia seguinte?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

O Carnaval que me desculpe,
mas eu prefiro Deus.
A alegria pode até durar quatro dias,
mas a presença de Deus, permanece quando o som acaba, quando a fantasia cai, quando tudo volta ao normal.
Eu escolho o que continua.
Eu escolho Deus.

Senhor, se for preciso que eu me quebre de novo, que seja. Pois é nos estilhaços que descubro o homem que devo me tornar.

“Eu brigo, mas na verdade nem é briga de verdade.
Eu sinto ciúme, mas não a ponto de perder a confiança.
Eu falo… mas às vezes queria saber ficar em silêncio.
Eu observo e guardo cada detalhe —
os olhares, os gestos e os suspiros que você deixa escapar.”

“Queria poder descrever o tamanho do que sinto, mas nem eu sei a dimensão. Nem todas as estrelas do céu seriam capazes de definir esse sentimento prodígio que nasceu por você.”

“Eu gosto dela sem saber explicar o que eu sinto. Não é carência, é sentimento — e me assusta não saber como defini-lo.”

Anteontem, eu não tive um dia tão bom, porém, me levantei e segui adiante…

Ontem, o dia foi um pouco melhor, mas, indiferente a isso, apenas continuei…

Hoje, o dia segue ótimo, agradeço a Deus, mas, ciente que nem sempre será assim…

Com o tempo, percebi que não adiantava eu ficar ali a te esperar, pois nunca haverás de voltar.