Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
P'siu! Você... você mesmo que acabou de acordar…
"Enquanto você dormia, EU velei teu sono, enviei meus
anjos para cuidarem do seu lar, cuidei de cada detalhe
e tudo isso para que você tivesse uma noite tranquila
com bons sonhos. Ao nascer dos primeiros raios do sol,
EU preparei também seu amanhecer... Para aquecer seu
dia, eu convidei o SOL e pedi à ele os raios mais lindos
e mais quentes para abençoar seus caminhos, aquecer seu
coração e iluminar seus pensamentos. Ah… acordei os
passáros e encomendei um canto suave para inspirar
seu dia nas primeiras horas da manhã. Para alegrar
essa jornada, eu preparei os jardins, pois para um dia
agradavel é necessário o perfume das flores, a brisa
suave das árvores, o cheiro da terra... Com muito carinho
visitei seu coração enquanto você dormia, renovei sua fé,
sua esperança, reabasteci seu otimismo, e deixei algumas
gotas de amor… Vês? Preparei tudo com muito carinho
para que você tenha um dia agradável... Agora é
com você! Você deve estar se perguntando porque alguém
prepararia tudo isso? Simples EU SOU JESUS CRISTO, filho
de Deus e o meu amor por você é incondicional...
Desejo que tenhas um Bom Dia e uma feliz terça-feira!
E se deixar eu vou...
Ser ombro onde você pode chorar,
assim, vou cuidar de você, mesmo sem você notar,
e vou estar por perto sempre que precisar.
Nem precisa chamar!
Só quero dar o abraço que vai te confortar,
pra ser o pilar a te sustentar.
E te cuidar...
Pra te mostrar o valor da sinceridade,
da confiança e da verdade.
Ser a sua metade...
Isso se chama amar!
Eu perdi você naquela noite,perdi você dentro de mim,teus olhos,seu sorriso,sua voz,eu não conseguia lembrar de como era a sua voz eu chorei,chorei tanto que não existia mais nada dentro de mim e tudo que eu queria era te ligar e implorar que voltasse pra mim.
Eu poderia cuidar de você a vida toda...
Eu poderia viver ao seu lado para sempre, mesmo sabendo que a vida não é para sempre.
Carta para quem talvez nunca tenha imaginado o quanto
Eu não sei exatamente em que momento você começou a morar aqui. Talvez tenha sido antes de eu perceber. Talvez tenha sido naquele primeiro instante em que alguma coisa em você me chamou a atenção de um jeito que eu não soube explicar. Não foi necessariamente uma frase, um gesto, uma beleza específica. Foi qualquer coisa mais difícil de nomear. Uma espécie de reconhecimento sem memória. Como se meus olhos tivessem encontrado alguma coisa que meu coração já conhecia.
E isso é estranho. Porque eu sempre desconfiei dessas coisas que chegam sem pedir licença. Sempre achei um pouco perigoso aquilo que nos tira do lugar, aquilo que começa pequeno e, quando percebemos, já encontrou uma gaveta dentro de nós onde ninguém mais tinha entrado. Você fez isso. Entrou sem fazer barulho. E talvez seja por isso que demorou tanto para eu admitir. Eu poderia dizer que foi apenas curiosidade. Que gostei de conversar com você. Que achei interessante a maneira como você pensa, a maneira como olha, a maneira como existe no mundo. Poderia. Seria mais fácil. Mas há uma diferença enorme entre aquilo que é fácil de dizer e aquilo que é verdade.
E a verdade é que eu me interessei por você. Mais do que deveria, talvez. Mais do que eu pretendia. E, principalmente, mais do que eu deixei transparecer. Porque existem interesses que são leves. A gente conhece alguém, gosta da companhia, sente vontade de conversar outra vez. E existem aqueles que começam a ocupar um lugar diferente. Você ocupou esse lugar. Comecei a querer saber coisas que não eram necessárias. O que você pensa quando está sozinho. O que te faz sorrir de verdade. O que te entristece e você não conta. O que você procura quando ninguém está olhando. Que tipo de silêncio você prefere. Que música te encontra quando o dia pesa. Que lembrança ainda consegue tocar você.
E comecei a perceber que meu interesse já não era apenas por aquilo que você me mostrava. Eu queria conhecer aquilo que você escondia. Talvez seja aí que o sentimento comece. Quando a curiosidade deixa de ser sobre a superfície e passa a desejar profundidade. Eu quis conhecer você. Não a versão que aparece para o mundo. Você. E isso me assustou um pouco. Porque conhecer alguém é uma forma silenciosa de se colocar em risco. A gente começa querendo descobrir o outro e, quando percebe, está oferecendo partes de si também. Foi assim comigo. Enquanto eu tentava entender você, você foi encontrando caminhos para dentro de mim. E eu nem percebi quando aconteceu.
Há coisas que eu nunca te disse. Não porque não existissem. Justamente pelo contrário. Algumas coisas permaneceram caladas porque eram grandes demais para caber numa conversa qualquer. Eu pensei em você muitas vezes. Em momentos completamente inadequados. No meio de alguma tarefa. Enquanto ouvia uma música. Quando alguma coisa me lembrava uma conversa nossa. Quando eu via determinada paisagem. Quando acontecia alguma coisa que eu imediatamente pensei: isso faria sentido para ele. E talvez você nem imagine a quantidade de vezes em que esteve presente em pensamentos que nunca chegaram até você. É curioso como alguém pode estar tão ausente da nossa rotina e, ainda assim, tão presente dentro dela.
Você não estava aqui. Mas aparecia. E eu acho que esse é um dos mistérios mais bonitos e mais cruéis do afeto. A presença nem sempre precisa de presença. Às vezes, basta uma lembrança. Uma voz. Um jeito de olhar. Uma frase. Uma possibilidade. Sim, uma possibilidade. Talvez tenha sido isso que mais me prendeu. A possibilidade. O que poderia existir entre duas pessoas quando elas finalmente deixam de medir tanto os passos. O que poderia acontecer se ninguém tivesse medo. Se ninguém tentasse parecer menos interessado do que realmente está. Se ninguém esperasse o outro dar o primeiro sinal. Se não houvesse orgulho. Se não houvesse distância.
Se simplesmente pudéssemos dizer: eu gosto de você. Eu quero conhecer você. Eu tenho curiosidade sobre nós. Eu penso em você. Eu sinto sua falta. Eu gostaria que você estivesse aqui. Talvez seja muito. Talvez seja exatamente o necessário. Eu não sei se você percebeu algumas das minhas tentativas. Talvez tenha percebido. Talvez tenha interpretado como outra coisa. Talvez eu mesma tenha feito questão de esconder tão bem que até você acreditou que não havia nada ali. Mas havia. Havia interesse. Havia expectativa. Havia aquele pequeno movimento interno toda vez que seu nome aparecia. Havia a vontade de prolongar uma conversa que já poderia ter terminado. Havia a vontade de saber mais. Havia aquela espera disfarçada de indiferença.
E havia também medo. Medo de gostar mais do que deveria. Medo de demonstrar e descobrir que o sentimento não era correspondido na mesma medida. Medo de criar uma história inteira a partir de pequenos sinais. Porque quem sente também inventa. Às vezes, inventa futuros. Inventa encontros. Inventa conversas que nunca aconteceram. Imagina como seria ouvir determinadas palavras da boca de alguém. Imagina uma mão encontrando outra. Um abraço demorando um pouco mais. Um olhar que não precisa fugir. Um silêncio que não constrange. Eu também imaginei. Mais do que você poderia imaginar.
E talvez essa seja uma das minhas maiores confissões. Eu imaginei você perto. Não necessariamente de uma maneira grandiosa. Não precisei imaginar grandes acontecimentos. Às vezes eu só imaginava você chegando. Sentando perto. Falando qualquer coisa. Me olhando daquele jeito que talvez você nem saiba que tem. E eu descobria, dentro da minha própria imaginação, que algumas presenças não precisam fazer nada extraordinário. Elas simplesmente tornam o lugar diferente. Você tem esse efeito em mim.
Eu também pensei nas coisas que não aconteceram. E isso é estranho porque normalmente sentimos saudade do que vivemos. Eu sinto, às vezes, saudade de coisas que nem chegaram a existir. Saudade de uma intimidade que não tivemos. De conversas que não terminamos. De encontros que poderiam ter acontecido. De momentos que ficaram apenas na possibilidade. Talvez exista uma espécie de saudade do futuro. Uma saudade antecipada daquilo que poderia ter sido. E talvez seja isso que acontece quando alguém desperta em nós uma possibilidade bonita demais para ser ignorada. A gente começa a sentir falta antes mesmo de possuir.
E eu não quero possuir você. Essa talvez seja outra coisa que preciso dizer. Eu quero encontrar você. Há uma diferença enorme. Possuir é querer garantir. Encontrar é querer conhecer. Eu não quero colocar você dentro de nenhuma definição. Não quero transformar o que sinto em cobrança. Não quero transformar carinho em obrigação. Não quero que você fique porque percebeu que alguém gosta de você. Quero que fique se também houver em você essa vontade. Porque, para mim, reciprocidade sempre foi mais bonita do que insistência. Eu não quero convencer ninguém a me escolher. Quero ser escolhida.
Talvez por isso eu tenha ficado tantas vezes em silêncio. Não por falta de sentimento. Mas porque algumas coisas perdem a beleza quando precisam ser imploradas. Você sabe o que é mais curioso? Eu não queria gostar de você desse jeito. Não havia nenhum plano. Nenhuma decisão. Nenhuma intenção. Foi acontecendo. E talvez seja justamente isso que torna tudo tão verdadeiro. Eu não sentei diante da vida e disse: agora vou gostar dessa pessoa. Não. Aconteceu enquanto eu estava vivendo. No meio de outras coisas. Enquanto tentava entender meus próprios caminhos. Você simplesmente apareceu em algum lugar entre um pensamento e outro. E ficou.
Talvez tenha sido por isso que eu demorei tanto para chamar pelo nome. Porque nomear um sentimento é também reconhecer que ele existe. E eu não estava pronta. Ainda não sei se estou. Mas hoje consigo dizer. Eu gostei de você. Eu gosto de você. E existe alguma coisa em mim que ainda gostaria de descobrir até onde isso poderia chegar. Pronto. Está dito. E olha como o mundo não acabou. Talvez algumas verdades só pareçam assustadoras enquanto permanecem presas dentro da gente. Quando saem, respiram.
Também preciso confessar que houve momentos em que eu quis que você percebesse sem que eu precisasse dizer. É uma expectativa meio infantil, eu sei. Mas existe. Eu queria que você notasse uma mudança na minha voz. Um cuidado diferente. Um silêncio mais comprido. A maneira como eu olhava. Queria que você entendesse certas entrelinhas. Que percebesse quando uma pergunta era, na verdade, vontade de proximidade. Quando uma conversa aparentemente casual escondia a vontade de ficar mais um pouco. Quando um simples "como você está?" queria dizer: me conta tudo. Me deixa entrar. Me deixa conhecer esse lugar onde você se esconde.
Mas talvez eu tenha esperado demais dos seus olhos. Talvez ninguém seja obrigado a decifrar aquilo que não foi dito. Talvez eu tenha confundido delicadeza com comunicação. Porque amar ou gostar também exige coragem. E eu nem sempre tive. Algumas vezes eu fui covarde. Fingi não esperar. Fingi não me importar. Fingi que tanto fazia. Quando não fazia. E você talvez nunca tenha sabido.
Há uma parte de mim que gostaria de perguntar: Você também pensou em mim? Em algum momento, meu nome apareceu no seu pensamento sem motivo? Você já quis me procurar e desistiu? Já abriu uma conversa e ficou olhando para a tela? Já teve vontade de me dizer alguma coisa e decidiu guardar? Já imaginou como seria se a gente tivesse mais tempo? Já sentiu falta sem saber exatamente de quê? Eu gostaria de saber. Não por vaidade. Por humanidade. Porque existe uma solidão muito particular em sentir algo sozinho.
E talvez eu esteja escrevendo esta carta justamente para atravessar essa distância. Não para exigir respostas. Mas porque, às vezes, a verdade precisa existir fora da nossa cabeça. E a minha verdade é que você me despertou. Despertou curiosidade. Desejo. Ternura. Vontade. E uma espécie de esperança que eu não pedi. Você me fez olhar para algumas partes de mim que estavam quietas. E isso, por si só, já significa alguma coisa.
Eu não sei o que faremos com tudo isso. Talvez nada. Talvez esta carta seja apenas uma carta. Talvez amanhã a vida continue exatamente como estava. Talvez você leia, sorria, fique em silêncio e siga seu caminho. E eu seguirei o meu. Mas existe uma beleza estranha em saber que, pelo menos uma vez, eu não escondi. Eu não diminuí. Não disfarcei. Não fiz parecer menos importante para parecer mais segura. Eu simplesmente disse.
Eu gostei de você. Eu me interessei. Eu pensei. Eu imaginei. Eu quis. Eu esperei. Eu senti. E talvez tenha sido uma das coisas mais bonitas que me aconteceram. Porque nem todo sentimento precisa virar história para ter sido verdadeiro. Alguns sentimentos existem para nos lembrar que ainda somos capazes de ser tocados. Ainda somos capazes de desejar. Ainda somos capazes de esperar. Ainda somos capazes de olhar para alguém e sentir que existe alguma coisa ali que não sabemos explicar.
E talvez você tenha sido isso para mim. Uma coisa inexplicável. Uma dessas pequenas desordens bonitas que a vida provoca quando quer nos lembrar que ainda estamos vivos. Se um dia você me perguntar quando tudo começou, talvez eu não saiba responder. Talvez eu diga que foi aos poucos. Talvez tenha sido naquele primeiro olhar. Talvez numa conversa. Talvez em alguma coisa que você nem percebeu que fez. Ou talvez tenha começado antes, naquele lugar misterioso onde as pessoas se encontram antes mesmo de saberem que estão se encontrando.
Não sei. Mas sei quando percebi. Foi quando comecei a esperar. E esperar por alguém é uma das formas mais silenciosas de confessar interesse. Porque a gente pode dizer que não espera. Pode ocupar as mãos. Pode seguir a rotina. Pode conversar com outras pessoas. Pode fingir que não olha o telefone. Mas o coração sabe. Ele sabe exatamente quem espera. E eu esperei você algumas vezes. Talvez ainda espere. Só não sei mais se devo chamar isso de espera.
Talvez seja apenas uma porta que eu não fechei. Porque ainda existe em mim uma curiosidade bonita sobre nós. Não uma promessa. Não uma exigência. Uma possibilidade. E, se algum dia você quiser atravessá-la, talvez encontre alguém que não estava procurando por você, mas que ficou feliz quando você apareceu. Alguém que não precisa que você seja perfeito. Que só gostaria que você fosse verdadeiro. Alguém que não quer ser perseguido nem perseguir. Que gostaria apenas de sentir que existe vontade dos dois lados.
Alguém que não quer uma história inventada. Quer presença. Olho no olho. Conversa. Cuidado. Desejo. Riso. Silêncio. Abraço. Verdade. Talvez seja simples. Talvez seja tudo.
E agora que escrevi tudo isso, sinto vontade de apagar. Não porque não seja verdade. Mas porque algumas confissões ficam enormes depois que saem da gente. Enquanto estavam dentro, pareciam pequenas. Agora ocupam sete páginas. E talvez seja isso que o sentimento faça. Ele começa como uma palavra. Depois vira pensamento. Depois saudade. Depois vontade. Depois silêncio. E, quando finalmente encontra coragem para sair, percebemos que sempre foi muito maior do que imaginávamos.
Então não. Eu não vou apagar. Vou deixar que exista. Como existem todas as coisas que, de algum modo, tocaram a nossa vida. Você existiu em mim. Existe. E talvez amanhã exista de outra maneira. Mas hoje, pelo menos hoje, eu queria que você soubesse: eu não fui indiferente. Nunca fui. Só fui cuidadosa demais com aquilo que sentia.
E talvez, no fundo, eu estivesse esperando que você tivesse coragem de descobrir sozinho. Agora você sabe. O resto... o resto eu deixo para a vida. Porque algumas histórias não precisam ser empurradas. Se forem verdadeiras, encontram um jeito de continuar. E, se não continuarem, ainda terão sido verdadeiras enquanto existiram.
Quanto a mim, fico com a parte mais bonita: a de ter encontrado alguém que, sem sequer perceber, fez meu coração sair um pouco do lugar. E talvez você nunca saiba o tamanho disso. Mas agora, pelo menos, sabe que aconteceu. E isso já é uma forma de encontro.
Jorgeane Borges
Publicado em 8 de outubro de 2026
Olá, sou eu
Eu estava me perguntando se depois de todos esses anos
Você gostaria de encontrar, para falarmos sobre tudo
Eles dizem que o tempo deveria te curar
Mas eu não me curei nem um pouco
Eu não sou igual as outras mulheres que você conhece, então não me trate igual, como se eu fosse uma mercadoria. Eu não quero saber se você tem carro, desde que a falta dele não seja empecilho e desculpa para não me ver. Eu não me iludo com isso, se eu achar que nós dois podemos dar certo, eu ando de mãos dadas e a pé, junto com você. Carro só impressiona mulher fútil que se preocupa com as aparências. Eu to mais interessada em saber quem você é, e não o que você tem. Eu não quero saber se você tem dinheiro, se a sua conta bancária é recheada, desde que você seja um homem trabalhador e honesto. Eu não me iludo com presentes caros, eu não estou à venda. Dinheiro só impressiona mulher pobre de caráter, que quer subir na vida da maneira mais fácil. Eu tenho força, tenho garra e se você quiser, a gente constrói o que é nosso juntos. Eu não sou um corpo a procura de outro corpo qualquer, eu tenho sentimentos. O cara pra ficar comigo não precisa ter carro, grana, status. Pra ficar ao meu lado basta gostar de mim, me aceitar como eu sou, querer ficar ao meu lado sem pensar em ir embora um dia. Eu não sou igual as outras, não precisa ter medo, eu só vou me aproximar de você se eu realmente gostar de você, do que você é, sem máscaras, sem farsas, sem mentiras e sem nenhuma outra intenção. Meus olhos não brilham para a futilidade. Eu não quero carro se não tiver amor, eu não quero dinheiro se não tiver respeito. Eu to mais interessada no bem que você pode me fazer, do que em bens materiais. Eu não me importo e nem me iludo com isso, porque se um dia tudo acabar eu não vou ficar com carro e nem com dinheiro, mas eu vou ter pra sempre as lembranças dos momentos bons que podemos passar juntos.
‘Eu espero que você entenda, não estou mais disposta a me humilhar, sofrer apenas pra poder te amar. Eu não quero mais saber, eu quero viver, agora eu quero só pensar em mim. Você me decepcionou tanto, e para que? Pra depois voltar atrás e perceber que no fundo realmente gostava de mim. Mas e daí? Agora quem não quer você sou eu.’
Eu não costumava mentir sabe? Mas depois de você as coisas mudaram, e eu tenho utilizado palavras falsas com muita freqüência. Essas foram algumas delas, mas o pior é ter que mentir para as pessoas que sempre estiveram comigo, é ter que dizer “eu to bem, migux” e abrir um sorriso, lindo, fingido, falso e cortante para fazer as pessoas acreditarem. É frustrante, e você nem imagina o quanto machuca.
“Procurei em ti todos os defeitos do mundo para parar de gostar de você. Mas daí eu me lembro que sou apaixonada por todos eles também.”
Tem horas que você me deixa feliz e triste ao mesmo tempo, e eu nunca quis estar perto de alguém assim como sinto essa vontade louca de estar perto de você. Você me fez pensar de um jeito diferente em relação a essa distância. Eu gostaria de poder ficar do seu lado, aquela coisa bem clichê de que “Eu te amo meu amor”, correr até seus braços e acariciar seu rosto. Queria sentir seu beijo, queria ter o direito de tocar os lábios. Queria te abraçar, ser o seu mundo, queria ver um filme com você, queria sua voz no meu ouvido dizendo que me ama, Queria te ver, te sentir, te fazer sorrir e queria poder dormir em seus braços. Eu consigo imaginar perfeitamente nosso futuro juntos, dá até pra imaginar como vai ser nossa vida toda juntos, nossos dias, nossa casa, nosso quarto, nossos filhos, nosso cachorro, nossas viagens, nossos planos e sonhos virando verdade, nossas brincadeiras bobas, nossos medos e certezas, nosso simples, nossas tardes vendo o por do sol, nossas madrugas juntos, nossos netos correndo pela casa, nossas alegrias, felicidades, nossa festa de 60 anos de casados, nosso amor crescendo e se tornando cada vez mais incondicional um pelo outro. Eu vivo imaginando tudo isso para nós dois. Me ajuda a vencer essa distância que tira seus lábios dos meus...
Queria viver em um mundo onde você não existisse, onde eu não te conhecesse, e também não te amasse, assim eu viveria para mim, porque neste mundo eu só vivo por você. Queria viver em um mundo onde Gabriel fosse apenas nome de anjo.
De todos os loucos do mundo...
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Você esconde a mão, diz que é Napoleão
Boa parte de mim, acredita que sim
Se eu converso com ar, no meio do jantar
Você espera a vez dele de falar
Você fala chinês, pela primeira vez
Eu dou opinião, num perfeito alemão
Se eu emito um som que você acha bom
A gente faz um dueto fora do tom
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Você fala chinês, pela primeira vez
Eu dou opinião, num perfeito alemão
Se eu emito um som que você acha bom
A gente faz um dueto fora do tom
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo, eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha
Tudo que eu queria era quebrar suas paredes, mas tudo o que você fez foi me quebrar. Sim, você me destruiu.
E o que mais me deixa triste em tudo isso é que você sabia desde o início.
Hoje eu sofro, como alguém que sonha em poder sonhar.
Minto que não é por sua causa, mas as lágrimas que derramo, a maioria é por você.
Por sonhar e ver tudo indo mal.
Por saber que nosso relacionamento está fraco, pelo simples fato de não termos a chance de mostrar que nos amamos.
E dói, dói na alma, dói no coração saber que, como as coisas andam, eu vou te perder por não poder te ter!
Eu vou sofrer pela falta do que eu não tive.
Amar você foi um desafio do qual eu não saí campeã.
Porque, no meio da luta, me faltaram as tais forças, que eu achei que tinha um dia, ou melhor... eu as tinha, mas não sei pra onde foram.
O que sinto agora é apenas um vazio.
Que é o que vou sentir pra sempre se você não ligar.
Eu não sei o que você está esperando de mim, vivendo sob a pressão de seguir seus passos
Amor, você é tão importante quanto o ar que eu respiro, quanto a água que eu bebo. Pois se eu ficar sem algum desses três, eu não sei se sobrevivo.
Não sou mais o que eu era, independente do que fui, mas nunca serei quem você quer, independente do que queira.
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