Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 577952 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

⁠O fato de alguém superar as desigualdades sociais impostas pela sociedade brasileira não implica que todos poderão conseguir, nem invalida a omissão do estado brasileiro no combate a pobreza.

⁠Por que será que a preocupação com o risco de contágio do coronavírus só vem a tona quando não estamos incluso no evento, festa ou confraternização?

Recortes de conveniência até para o covid-19?

Brasil respira hipocrisia!

⁠Nesses tempos pós-modernos qualquer um de nós pode ser recortado, rotulado e cancelado.

⁠Para alegria dos donos do mundo:

Na burguesia aprende-se a odiar a periferia.

Na periferia aprende-se odiar a burguesia.

⁠O "Bom dia" nas redes sociais transformou-se num protocolo sem solidez.

⁠Se depender da elite brasileira em breve voltaremos aos tempos da escravidão.

⁠Somos cada vez mais individuais nas redes sociais.

⁠Infelizmente existem pessoas oportunistas que se aproveitam das leis que asseguram direitos às minorias para se dar bem.

⁠Tem gente achando que "Presidente do Brasil" é um tipo de aplicativo que irá solucionar os problemas do povo brasileiro em poucos minutos.

⁠Seria muita pretensão minha querer consertar um mundo que não criei.

⁠Uma crítica acaba com mil elogios.

⁠Criança precisa é de sábado divertido.

Sábado letivo é roubo de infância.

Alguns convites são feitos pela amizade, outros pela utilidade.

A segregação é inerente ao ser humano. Até entre os rotulados de "farofeiros" existe separação pela quantidade e qualidade da farinha.

Há quanto tempo não via a nuvem passar
Há quanto tempo não via o sol brilhar
Há quanto tempo não via o vento soprar
Há quanto tempo não via a brisa do mar
Há quanto tempo não via o pássaro cantar
Há quanto tempo não via a flor desabrochar
Há quanto tempo não via meus amigos no bar
Há quanto tempo não via meu time jogar
Há quanto tempo não via meus filhos brincar
Há quanto tempo não via meu amor acordar
Há quanto tempo não via minha mãe bordar
Há quanto tempo não via meu pai caminhar
Há quanto tempo não via minha família almoçar
Há quanto tempo não via a vida passar

Há quanto tempo?

O mundo ficou cheio de dedos, com a censura do politicamente correto.

Não podemos sair um pouco da linha que certamente estaremos magoando alguém.

Tá díficil encontrar, substantivos, adejetivos, verbos, palavras... que encaixem nesse mundo impregnado de mentiras, demagogias e hipocrisias.

De que adianta mudar a textura se a estrutura continuar podre?

Insônia

Em meio ao excesso de tarefas, demandas criam demandas desenfreadas, sem trégua causam insônias desesperadas.

Dopar para repousar é buscar alívio imediato de horas sem dormir, um dilema constante entre solucionar o sono e uma dependência causar.

Num mundo em confusão, onde o descanso é luxo mal visto, mentes sobrecarregadas deixam a alma em iminente desequilíbrio.

A tirania dos ponteiros simboliza o império do tempo, nas noites em claro, enquanto suplicamos encontrar nos braços do sossego o sono almejado.

⁠Vida plena

A cada momento, uma nova cena se move, e a vida, em sua complexidade, alegra, assombra, comove.

Por mais que busquemos a plenitude encontrar, o tempo nos leva a lugares que não podemos evitar.

Apesar das lágrimas e das dores sofridas, é nessa sina do tempo que encontramos nossas vidas vividas.

Mas ainda assim, inutilmente anseiamos encontrar a plenitude, nesse ciclo eterno da vida, em toda sua magnitude.

Uma pena, mais a vida nunca será plena.

⁠Pobre é quem deseja sempre mais, sem sequer usar o que tem, tornando-se rico de desejos e miserável de satisfações.

Rótulos

⁠Entre lençóis, murmúrios, queixas no ar, cônjuges se rotulam, sem receio de julgar.

Um de 'acomodado', contente com o pouco, outro 'obcecado', buscando sempre mais um pouco.

Nas entrelinhas do amor, as expectativas divergem, entrelaçadas na teia que o tempo tece e transfigura.

Um busca o simples, o outro anseia pelo demais, enquanto a vida, entre suspiros, se esvai.

Ah, as diferenças, emaranhadas na convivência, enlaçam sonhos, desejos, na sinfonia da existência.

Mas no palco do amor, onde os papéis se revezam, encontram-se almas unidas, onde o entendimento se faz.

Que o 'acomodado' aprenda a sonhar alto, e o 'obcecado' encontre na simplicidade seu encanto.

Nas diferenças, está a riqueza do viver e no amor verdadeiro, todo rótulo se dissolve, até desvanecer.