Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Vou ao quintal
ergo minhas mãos sereno e elétrico
Emano o que sou ao céu azul
e desejo:
Que reverbere a minha história ao universo
e além dele!
A minha história...
O meu canto;
o meu caminhar
e o meu sonho!
E mesmo que não tenha dado nada certo
eu segui em frente e pra cima
eu fiz o melhor de meu caminhar
e de meu cuidado ao mundo!
-Se dependesse de mim
este mundo estaria coberto de jardins!-
Eu levei a bandeira
d´Aquele que veio antes de mim
e que batizava com fogo
eu segui adiante
não envergonhei
a Confraria do Fogo
da qual pertenço!
A Verdade de Jesus é Paz, União, Liberdade, Igualdade, Compartilhar o Pão e o Não-julgamento!
Deixem de distorcer a Verdade dele!
Meu mundo interior é tão grande
que tenho dificuldade de ficar aqui fora
O mundo tido como real,
pra mim, quase não existe!
Luzerna
O verso que vem e ilumina
O momento pode ser tenebroso
- diante de todos os demônios do inferno
Uma lanterna surge
acesa
Luzerna
no meio da escuridão
Um Lampião
-do Cangaço
Vivo-Exú-Boiadeiro
de Couro!
A velha hiena diz exausta olhando para o céu:
- Não quero mais disputar esse osso pequeno e seco com aqueles que deveriam ser meus amigos e irmãos... - E todo o bando de hienas chove sobre o pedaço amarelado de cálcio e fósforo no exato momento em que ela o solta.
Logo que se afastou cabisbaixa e "farejante" tentando encontrar um ossinho menos disputado, a velha hiena escuta uma voz doce ao seu lado dizer o que lhe soou como uma provocação amistosa:
- Se levantares o focinho acima do que te ensinaram ser o essencial,
vais vislumbrar um mundo infinito de delícias ainda intocado... - E virando-se para ver quem era que falava deparou-se com a pequena borboleta.
Ela ficou pensativa e arriscou um breve olhar em um ângulo mais alto.
O que viu superou todas as suas mais insanas ideias de paraíso.
O problema real do brasileiro é a falta de leitura.
E hoje com o WhatsApp é mais fácil ler textos pequenos
inseridos em imagens atraentes.
Assim se propagaram as Fake News e tantos enganos.
A preguiça mata a alma!
Honra e dignidade é seguir no caminho do bem, da harmonia e da igualdade... Errando e pedindo desculpas, mas nunca excedendo no erro ou deixando de ter nobreza.
Defender a família nas redes sociais pra posar de bonito é fácil, Quero ver na prática conviver, cuidar, perdoar e esquecer o passado! Aí sim é conduta cristã!
Na verdade esse mundo é um grande sanatório feito por Deus. Tá todo mundo aqui fazendo terapia de choque, de espinhos um no outro...
Em um país miscigenado é inapropriado falar de "apropriação cultural", pois somos herdeiros de todos os povos que nos formaram!
E ademais o destino da humanidade é se miscigenar e mesclar culturas, hábitos saudáveis de cada povo, isto é parte do desenvolvimento e evolução da sociedade humana, a troca e a partilha de semelhanças, de ritos, mitos e histórias compartilhadas... A troca de histórias ritos e mitos...
Enfim, façam o que quiserem criando mais drama, mais preconceito e mais guerras, e especialmente sendo hipócritas. Mas um dia a verdade despertará e será inegável!
"Se vierem me procurar, me faz um favor?
Diz que fui ali viver... e já volto.
É isso mesmo.
Diz que fui perdendo o medo da vida. Cansei de complicar.
Os mistérios vou deixando de lado e aprendendo a aproveitar as coisas simples, aquelas que antes eu deixava passar despercebidas.
Passo a passo.
Um dia depois do outro. É assim que tenho vivido.
O que eu quero encontrar, eu procuro.
E, se não encontro, tudo bem.
Continuo vivendo.
Esperanças? Aprendi a viver sem elas. O hoje tem me ocupado demais para que eu passe a vida esperando pelo amanhã.
E, afinal, quem garante que ele vem?
Melhor deixar que chegue quando for a hora.
Desculpe, mas escolhi viver assim. E vou vivendo.
Sonhando com a minha realidade, em vez de passar a vida tentando realizar sonhos que me afastem dela.
Se continuarem me procurando, diz que só apareçam se quiserem viver da mesma forma.
Que não venham atrapalhar a minha paz.
Diz que fui tomar banho de chuva. Ou rolar morro abaixo na grama e morrer de rir.
Se insistirem em me procurar, diz que depois de tudo, prefiro prender a respiração no conforto de um abraço.
Quero viver cada estação do jeito que ela vier.
Hoje não consulto mais meu horóscopo nem a previsão do tempo.
Já deixei que eles interferissem demais nas minhas decisões.
Quando, na verdade... quem estava errado eram eles. Não eu.
Se mesmo assim, ainda vierem me procurar, me faz mais um favor?
Diz que estou ocupada demais vivendo a minha vida para continuar tentando decifrá-la e fazendo os momentos valerem a pena.
Quando a gente conhece todos os caminhos que levam ao fim do jogo, ele perde a graça.
Prefiro transformar a felicidade de agora em algo real.
Aos poucos compreendi que a vida não cabe num roteiro.
E que nem tudo precisa ser entendido para ser vivido.
Se vierem me procurar...
Diz que estou por aí. Vivendo.
E que não tentem me parar.
Nem me convencer a voltar antes da hora.
Diz que fui ali viver... e que volto, sim. Mas nunca volto igual. Volto sempre um pouco diferente. Mais leve em algumas partes, mais forte em outras.
Se não me acharem, não digam que sumi. Digam apenas que cansei de esperar a vida acontecer com hora marcada.
Se eu voltar, conto como foi. Se não voltar... é porque a vida do lado de fora era bonita demais para ser interrompida."
(S.H.M)
"Dormir tarde sonhando em não ter hora para acordar; acordar todas as noites sem saber quando vai conseguir dormir de novo. E, se der sorte, acordar só uma vez. Paciência testada e cansaço exacerbado, dia sim e outro também.
As refeições? Interrompidas. As festas? Perdidas. A vida a dois? Com hora marcada e se der.
Sem tempo ou energia para amigos, cursos, viagens ou qualquer plano que não envolvesse um bebê. De repente, meu mundo inteiro cabia dentro de uma criaturinha que dependia de mim para absolutamente tudo.
Antes de sermos mães, somos especialistas. Educamos os filhos dos outros com facilidade, criticamos, temos respostas para tudo. Até o dia em que o nosso nasce.
Olheiras profundas, dores nas costas e um cansaço que altera o corpo, a mente e o coração. Havia dias em que eu mal reconhecia a mulher diante do espelho. A barriga parecia ainda grávida, mas o bebê já corria pela casa. Galinha Pintadinha ocupava o lugar de Raul Seixas. O banho tinha plateia. Os objetos de decoração passaram a morar acima de um metro de altura.
Foi só depois de algumas vivências que percebi o que ninguém tinha me contado. A maternidade não seria apenas cansativa. O que ninguém avisa é que, no dia em que um filho chega, a mulher que somos precisa dar lugar à mulher que precisamos ser.
Quando saí do hospital com você nos braços, eu não fazia ideia de como seria a vida dali em diante. A única certeza era que tudo havia mudado. Você precisava aprender a viver fora do ventre. Eu precisava aprender a ser mãe.
Fomos descobrindo juntas, aos tropeços, com noites mal dormidas, medo, lágrimas e uma quantidade de amor que eu jamais imaginei ser capaz de sentir. Até então, eu acreditava conhecer o amor, mas existe um amor que só se revela quando um filho chega.
Durante um tempo, deixei muitas partes de mim em silêncio para ouvir apenas você: seus choros, suas necessidades, seus pequenos sinais. Minha vida passou a seguir o ritmo da sua.
Enquanto você crescia, eu também amadurecia. Você aprendia a reconhecer minha voz; eu aprendia a reconhecer uma força descomunal dentro de mim.
Nem sempre acertei. Houve dias em que o cansaço falou mais alto. Em outros, protegi demais. E não raro me perguntei se estava fazendo o suficiente. Nunca fui a mãe perfeita, mas isso deixou de importar quando entendi que você também não precisava de perfeição. Precisava de alguém que estivesse ali, aprendendo todos os dias, errando, pedindo desculpas quando fosse preciso e recomeçando no dia seguinte.
As revistas venderam uma maternidade impecável, com bebês limpos, casas organizadas e mães sorrindo o tempo inteiro. Na vida real, a casa fica bagunçada. A mãe chora escondido no banheiro e, quando menos se espera, nem escondido. Isso não faz de mim uma mãe pior, nem menos grata, nem menos feliz. Faz de mim uma mãe de verdade.
Você nasceu em um único dia, num estalo que mudou todo o meu mundo.
Mas eu não.
Eu continuo nascendo mãe todos os dias: nas manhãs calmas, nas tempestades da travessia, nas renúncias em silêncio e no orgulho de ver você criar as próprias asas.
Não sou mais a mulher de antes e nem pretendo voltar a ser.
Descobri que a maternidade não me anulou: ela apenas trouxe uma versão minha com um brilho que nunca mais vai se apagar."
(S.H.M.)
"A vida, em algum momento, recolhe o que veio emprestado.
Um foi embora entre o almoço e o jantar; outro, sem se despedir. Outro avisou, arrumou as coisas, esperou o dia certo.
Alguns partem em paz; outros atravessam dores que nunca compreenderemos.
Existem pessoas que partem levando um pedaço de nós.
O que fica não é apenas a saudade.
É um espaço estranho no peito. Uma ausência branca que, de vez em quando, ainda faz eco.
Existem partidas que rasgam. Outras apenas despertam lembranças.
Silêncios adormecidos.
E, por mais que tentemos, nunca sabemos exatamente como lidar com isso. Porque somos humanos.
E somos limite.
Não entendemos o porquê de certas ausências. Não compreendemos nem a nós mesmos, quem dirá a lógica do universo, do início e do fim da vida.
Nunca saímos ilesos. Choramos não apenas por quem partiu, mas por quem ficou tentando juntar os próprios cacos: pelas mães, pelos filhos, pelas promessas que ficaram pelo caminho, pelas conversas interrompidas, pelos dias que imaginávamos viver ao lado de quem se foi.
As histórias não terminam quando queremos; terminam quando a vida decide. E tudo o que podemos fazer é continuar vivendo.
Mesmo sem compreender algumas perdas e sem respostas para quase todas as perguntas.
A dor nem sempre traz clareza, mas todo sofrimento invariavelmente nos transforma.
Saber perder é um aprendizado silencioso: é deixar ir o que não volta, mesmo com o coração apertado.
É como um banho de chuva fria que limpa, mas também faz tremer. Um adeus engasgado que, um dia, precisa ser dito, porque adeus também foi feito para ser dito, e dizer essa palavra dói como poucas coisas nesta vida.
Talvez a eternidade nunca tenha sido viver para sempre.
Quem sabe, ela sobreviva nas mãos que ainda amassam o pão do mesmo jeito, no abraço que repete um antigo afeto, no sorriso que herdou um traço de quem partiu."
(S.H.M.)
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