Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Eu não quero ter medo
de morrer,
mas então me mostre
aquele truque de novo,
Aquele onde nós
Renascemos,
Em corpos que saibam como
Andar pelo fogo
Bom dia, meu amor
Acordei hoje com uma baita vontade de te chamar de meu amor.
Eu sei, eu estou cansada de saber que não devia. Está lá, escrito em negrito e letras capitais em todos os manuais de conquista femininos. Está logo no item um: Dificulte a vida dele fazendo-se de difícil, e nunca, sob nenhuma hipótese, demonstre o seu afeto. Mas eu estou jogando a toalha, e se você não está preparado pra isso agora, pule a página, ou melhor, o Post.
Porque acordei hoje com muita vontade de te chamar de meu amor.
Mas eu não posso, não é? Porque nesse nosso joguinho de “vamos ver quem se importa menos” uma declaração assim só ia te fazer fugir aflito, com medo de ter que me encarar pra dizer que pra você não é bem assim, que estou, como sempre, colocando o carro na frente dos bois. Que devemos manter as coisas leves entre a gente, com mais diversão e menos compromisso.
Eu sempre entendi e respeitei esse seu tempo, que é tão diferente do meu. Mas agora será diferente, porque o meu tempo é o das urgências apaixonadas, que quer ter você comigo aqui e agora.
E hoje eu acordei querendo muito de te contar o quanto eu amo essa sua barba cerrada quando roça o meu rosto. E de como é bom acaricia-la, começando pelo bigode, passando lentamente pela boca, alcançando o queixo e finalmente chegando ao pescoço. E depois fazer todo esse trajeto de volta, até regressar à sua boca, ficando ali, infinitamente, dando voltas e voltas em torno dela com a minha própria boca.
Nem tente me impedir de revelar que quando seus olhos param nos meus, assim, na penumbra do quarto, incendeiam meu corpo por dentro. E que eu amo quando você me beija, com esse seu jeito sempre tão agarrado em mim, aqueles beijos longos, molhados, recheados de mordidas e promessas. E decidi falar que adoro essa sua voz meio rouca falando baixinho aos meus ouvidos, soando como uma bela sinfonia, tão cheia de prelúdios antecipando meu prazer e me dizendo, entre os lençóis, que eu sou sua. Eu sou sua.
Desde sempre aprendi que devia aguentar muito em nome do amor, e a verdade é que eu adoro um desafio. Quanto mais difícil uma coisa parece ser, mais eu me envolvo na luta. Mas foram tantas as suas idas e vindas meu amor que muitas vezes pensei mesmo em desistir. E agora chegou o momento em que eu comecei a fazer conta pra saber se vale a pena continuar e descobri que prefiro correr o risco de te perder que manter em segredo tudo o que eu sinto.
Decidi que a partir de agora vou te chamar de meu amor e te dizer que a porta da minha vida está aberta pra que você entre e fique, desta vez de verdade, pra sempre.
Bom dia, meu amor.
#EuPrecisavaDizerIsto
Se eu morresse amanhã?
E se eu virasse lembrança?
Se meu olhar não encontrasse mais o teu?
Se meu bom dia não existisse mais?
Se minha poesia fosse morta, como eu?
Se eu não lhe esperasse mais, todos os dias?
Se eu não pudesse mais te fazer bem, quando tudo vai mal?
Se eu não vivesse para presenciar um sorriso teu? Ele existiria?
Se eu não estivesse ao teu lado, para segurar tua mão?
Se meu perfume fosse somente lembrança? Seria tortura?
Meu beijo te faria falta?
Quem te ouviria por horas, só para te ver desabafar?
Quem riria do seu riso?
Quem preencheria essa vaga ao seu lado?
Eu preenchi?
Que de nós, sentiria mais saudade?
Como seria, dormir sem meu boa noite?
Se no seu mundo, eu não habitasse mais?
Quem cantaria para você sentir-se melhor?
Quem lhe escreveria poesias e canções?
Quem dançaria sem motivo, só para te ver sorrir?
Quem ficaria feliz em apenas ouvir teu riso?
Quem te conheceria, como eu?
Eu lhe faria diferença?
Eu não a namoro por causa dos seus beijos; eu a namoro por causa dos seus pensamentos: os beijos são conseqüências dos seus belos pensamentos.
Ainda não sei ao certo se são as decepções que me perseguem ou sou eu que vivo atrás de ilusões. E é impossível não doer quando as melhores coisas da vida se mostram não tão boas. A gente cresce com uma visão de mundo que vai se modificando com o passar dos anos. Descobri tanta coisa que eu não queria, e tenho dúvidas que eu não suporto. Mas se me perguntam como eu tô, eu sempre digo que tô bem, porque é ainda mais difícil quando eu resolvo contar dos precipícios que a vida me joga. Tudo parece tão frágil agora, tão inconstante, e sempre tão passageiro. Não sei se sou eu ou o resto do mundo que é assim. Só sei que eu não tenho mais nada a perder, e não me consola pensar que não há mais erros a cometer porque não há mais ninguém pra me perdoar. É a condição da solidão absoluta. E mesmo que o acaso tenha me tirado muita coisa, no fundo eu sei que as mais importantes foi eu quem joguei fora. Ou não. Afinal, tudo é passageiro não é? Principalmente as ilusões. E se eu for pensar na verdade, no fim é só o que eu perdi, ilusões. Isso me faz acreditar que tudo vale a pena, por pior que seja o preço. Mas ás vezes eu não quero a verdade. Nem a ilusão. Eu só quero não doer inteira quando toda a verdade bonita que eu conservei durante longas estações se desfazem em tão pouco tempo. Talvez a verdade seja só uma teoria que eu entendi errado. Ou talvez não exista jeito certo de entender. Talvez eu nunca descubra e saia desse mundo com mais mil verdades doloridas e um alivío intenso de estar saindo dessa loucura que é tentar entender as outras pessoas. Porque no fim eu só vivo pra isso, pra tentar entender as coisas. E nem eu sei porque continuo quando sei que sempre vai acabar doendo.
É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também.
"Se ele arrancar meus braços, eu o chutarei até a morte. Se ele arrancar minhas pernas, eu o morderei até a morte. Se ele arrancar minha cabeça, eu o encararei até a morte. Se ele arrancar meus olhos, eu o amaldiçoarei até a morte."
Eu tenho sonhos, tenho arrependimentos. Eu tenho amores impossíveis e não suporto estar errada. Eu tenho vontade de crescer, e ao mesmo tempo, não deixar de ser criança. Tenho plena certeza de que as pessoas que falam dos outros para mim, vão falar de mim para os outros. Odeio estar sozinha. Sou teimosa. Acredito que o mundo pode mudar se todos fizerem a sua parte. Eu me perco nos meus pensamentos e conto meus segredos ao vento quando ninguém está olhando. Sou viciada em músicas, em textos, em histórias do cotidiano, daquelas que podem acontecer comigo ou com você. Eu tenho medo de certas responsabilidades, mas às busco como forma de amadurecimento. Eu amo tirar foto. Sou orgulhosa às vezes. Eu choro de dor, de solidão, de tristeza.. Mas tudo isso faz parte do ser humano. Confio demais nas pessoas erradas e involuntariamente não dou o valor que as certas merecem. Eu falo com o computador. Ele já foi meu parceiro em meio de algumas lágrimas. Eu sou imprevisível. Tenho o péssimo hábito de olhar para as coisas com olhos velhos. ' Você chega em sua casa; você olha pra ela sem olhar pra ela. Você a conhece – não há necessidade de olhar pra ela. Você tem entrado nela de novo e novamente por anos seguidos. Você vai até a porta, você abre a porta, você entra. Mas não há necessidade de olhar. Relembre qual foi a última vez que você olhou para sua mãe. Você apenas passa, dando uma olhada eventual, mas não um olhar. Vá novamente e olhe para sua mãe como se estivesse olhando pela primeira vez. Por quê? Porque também poderá ser a última [...] ' Eu escrevo para dizer o que eu penso, porque assim eu não obrigo ninguém a escutar. A pessoa lê se tiver vontade. Eu não estou aqui para agradar ninguém, é sério. Eu tenho um breve sentimento de vigança de vez em quando, mesmo sabendo que é errado. Mas o pior é que em certas situações, a gente só sabe que é errado, provando do próprio erro. Eu salvo uma amiga do que quer que seja, mesmo que seja de uma galinha. Eu sou muito valente. Eu sigo o meu coração não importa para onde ele vá. Cultivo os amigos e não as mágoas. E tento ser uma boa pessoa. Para os outros e para mim. Já sofri, já chorei, já achei que o mundo ia cair em cima de mim. Mas me dei conta que algumas dores só cicatrizam quando outras aparecem! Já liguei - e ligo - para escutar uma voz. Eu sou - tento ser - sincera, já provei do meu próprio veneno e sei o quanto ele é letal. Por isso procuro não lança-los em outras pessoas. Não é por bondade. Mas medo que ele respingue outra vez em mim. Insegurança, intensidade, imperfeição... Para alguns eu sou mais uma garota querendo ser ' a diferente', para outros eu sou a 'própria diferença.'
Basta olhar no fundo dos meus olhos, pra ver que não sou como era antes. Tudo que eu preciso é de uma chance, de alguns instantes...
Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável.
Às vezes eu me vejo, mas não me enxergo... Quando isso acontece respiro fundo e aguardo. Nesse ínterim as palavras assumem o comando e traduzem o meu silêncio dizendo a seu modo tudo aquilo que, antes, eu não conseguia enxergar. Mas sempre falta alguma coisa! Por outro lado, a falta de alguma coisa faz com que eu me movimente e vá ao encontro daquilo que eu não sei, mas sei que existe.
Necessidade
(30/09/2007)
Eu tenho uma necessidade intrínseca de entender tudo.
Preciso que tudo seja dito nos mínimos detalhes,
Para que eu entenda da forma real tal como ela é
E não da forma que eu quero que seja.
Porque, confesso, tenho uma tendência nata de entender tudo pelo meu próprio prisma.
A minha mente é fértil, muito fértil,
Então me bastam poucas palavras, gestos e atos
Para eu interpretar tudo à minha maneira,
Que nem sempre é a certa,
Que geralmente não é a certa.
Mas, provavelmente, é a que eu quero que seja...
Como já dizia Renato Russo:
“Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê...”.
Assim acontece também comigo.
Vejo coisas em frases, em atitudes, em olhares...
Faço a minha própria interpretação
E tomo quase como uma verdade absoluta.
Isso é terrível!
Mas é assim que frequentemente sou.
Por isso é que aqui em casa eu sou conhecida como a menina dos “porquês”
Pois não há uma conversa, pergunta ou situação em que eu não entoe um “por quê?”.
E toda vez que se irritam com isso,
Eu logo explico:
É melhor que você diga realmente o que é do que eu interprete do jeito que eu quiser.
Sou naturalmente fantasiosa e romântica
Então uma simples palavra pode ser fatal para a minha cabeça.
Pode elevar o meu encanto ou destruí-lo por completo.
É terrível viver assim,
Mas é assim que eu sou.
Tenho essa necessidade irritante de entender,
Que ninguém entende...
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