Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Sinto seus movimentos, conheço seus pensamentos, estou contigo desde o nascer e eu vou vê-lo ao apodrecer.
O que eu sou?
Uma reflexão.

Eu não ligo para nada do que os outros exaltam ou condenam. Eu simplesmente sigo meus próprios sentimentos.

Wolfgang Amadeus Mozart
Musician's Little Book of Wisdom‎, 1996, Scott E. Power

Leve como uma pena, mas ninguém pode segurar por muito tempo.
O que eu sou?
Seu fôlego.

Eu tenho um sonho em
que um dia cada pessoa
irá cuidar apenas da sua
própria vida.

Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.

João 8:12

Eu sou ateu! E a sua opinião sobre mim já deve ter mudado só por ter lido isso.
Só porque uma pessoa não acredita em deus, não quer dizer que seja uma pessoa ruim,
há assassinos, estupradores nas prisões, com tatuagens de cruz, e com uma bíblia
debaixo dos braços, há pessoas que vão à igreja rigorosamente, oram, e ao mesmo tempo
mentem, enganam, roubam. E quando não encontram um motivo lógico para explicar algo
justificam usando deus.
Eu não preciso acreditar em deus para saber que matar é errado, simplesmente tenho a capacidade
de julgar e saber que não devo fazer com os outros o que não quero que façam comigo, e não porque deus não quer isso.
E esse papo de que deus coloca anjos em nossa vida, não são anjos, são pessoas normais assim como eu,
que trabalham, estudam, sentem fome, medo, e se me foram gentis, não quer dizer que foi deus agindo
por elas, apenas quer dizer que é uma boa pessoa e que ajuda alguém que esta passando por uma dificuldade,
porque já passaram por essa dificuldade, ou por se imaginarem no seu lugar precisando de ajuda, assim
como já passei por dificuldades e fui ajudado e ajudo quando vejo alguém que precisa.
Quando algo da certo, ou errado, não uso deus como desculpa, simplesmente era para acontecer assim,
por algum motivo, porque a vida é assim, às vezes as coisas dão certo, e às vezes não.
Então quando não entender algo, não diga que foi deus, não diga nada!
Pois falar de deus é "apelar", porque ninguém questiona, e se sente na obrigação de achar bonito.
Falar de deus é tão fácil que até eu que sou ateu posso falar sem nenhuma dificuldade, é só dizer
que "deus quis assim" e pronto, arrumei uma explicação inquestionável para qualquer coisa.
Não sou uma pessoa ruim por não acreditar em deus, apenas acho que se eu mesmo não cuidar da minha vida
não tem ninguém e nenhuma força divina que vá cuidar, que vá me acordar cedo para ir trabalhar, que vá
me proteger se eu não dirigir com cuidado, então corro atrás do que preciso e não fico pedindo ajuda
para deus, faço as coisas que julgo ser certo, não porque acho que deus esta olhando, e sigo minha vida assim.
E se cada um fizesse a sua parte, independente do que acha que deus acha, viveríamos numa sociedade mais humana,
mais organizada, mais sensata. Viveríamos em um mundo melhor.

Salvar sua vida tinha sido a única coisa certa que eu fiz desde que a conheci. A única coisa de que não me envergonhava...
A única coisa que me deixava feliz em existir!

Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima ideia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.

Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei meu violão.

Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro.

Eu estou em uma banda. Eu não vou há igreja todos os domingos. Eu amo o punk rock. Às vezes, eu falo palavrões. Eu respeito e admiro homens e mulheres gays. Eu sou obcecada por filmes de horror. Eu sei o que é sentir vergonha. E adivinhe: JESUS CONTINUA SENDO MEU SALVADOR.

Eu não sei dançar, mas danço mesmo assim. Danço pra rir de mim e faço par comigo.

Dan: - Eu te amo!
Alice: - Onde?
Dan: - O quê?
Alice: - Me mostra! Cadê esse amor? Eu não o vejo. Não posso tocar nele. Eu não sinto. Eu te ouço, escuto umas palavras... mas não posso fazer nada com suas palavras vazias.

Eu adoro quando me chamam de metido, marrento, convencido, insuportável, chato ou encrenqueiro!!! O mais curioso disso tudo é mesmo com todos esses defeitos tem gente a minha volta q me ama...

Eu sou alguém muito diferente do alguém que ontem eu era, eu mudei e continuo...Eu gosto do diferente, o que aos outros não atrai, me fascina profundamente, eu tenho sonhos muitos grandes e eu acho que vou realizar todos eles, talvez seja ilusão demais pensar assim, mas quer saber? To nem aí, eu gosto de como a minha mente idealiza eles, detalhes por detalhe quando fecho os olhos. Eu amo pessoas, sou encantada com a humanidade, não por fora, por aparência, por cor de cabelo, olhos, por boca, pernas, abdômen, mas por sentimentos, dúvidas, sensações, reações, por isso eu quero ser psiquiatra, eu vou entender, estudar, pesquisar, cuidar de cada um deles, porque pra mim é uma paixão. Eu gosto de números, eu não tenho paciência, só quando eu quero, eu gosto de mandar.
Eu me irrito com injustiças, gente aproveitadora e mesquinha, gente que acha por que motivo for pode ser melhor que alguém, eu tenho raiva e preocupação coma fome, com a pobreza e é ruim pra mim quando eu penso nisso, e percebo que a minha ajuda seja qual for é pequena demais.
Eu gosto de rir, gosto de dormir, gosto de problemas e por isso to sempre criando um, eles me fazem me sentir fortes, mas não problemas muito grandes e perigosos, problemas do tamanho que me satisfaçam.
Eu sou de lua, eu tenho muitas fases, muitos dias meus dentro dos dias criado pelo homem, esse tal dia ai que dizem ter 24horas, os meus tem o tempo que eu quiser.
Eu sou feliz, não pelas coisas, mas pelas reações do meu interior diante delas.

E de semana em semana posso me apaixonar e desapaixonar; viver e morrer por alguém; mas eu creeio que não tenho a capacidade de escolher por quem o meu coração deve bater. E eu odeio saber disso!

Às vezes eu fico ressentido. Eu não o conheço do jeito que eu gostaria de conhecer. Minha mãe é maravilhosa. Para mim ela é perfeição. Eu só gostaria de poder entender meu pai.

Na verdade, sou uma mulher de fases. Eu diria que sofre metamorfoses constantes. Me desapego fácil enquanto me apego. Eu diria melhor ainda: Preciso sempre renovar meus pensamentos, mesmo que tenha que comparar com os antigos, e por fim, abandonar os que já não me servem mais. Acho que só assim consigo viver o meu presente de verdade, e sempre fui assim. Claro que o passado foi importante, me ajudou muito, ou até não ajudou. Mas a verdade é que sofremos menos quando vivemos o hoje. Aliás, creio que só vivemos bem se aproveitarmos o hoje com a maturidade que não tivemos ontem.

Não há nenhuma maneira de eu agradar a todos.

E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.

Eu cansei de não me satisfazer comigo, não me guardar pra mim. De estar sempre escorrendo, vazando pelas beiradas. De precisar de opinião alheia por ser tudo ao mesmo tempo e esperar reconhecimento por isso. É tanta coisa aqui dentro, tanta coisa que eu tento melhorar e aprender todos os dias, que eu conto toda minha vida pra quem eu acabo de conhecer e fico chateada quando não me dão o valor que eu penso merecer.

Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "Eu gosto de você". Gosto de mim.