Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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É que só sei ser impossível, não sei mais nada. Que é que eu faço para conseguir ser possível?

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não importa quantos golpes eu leve, sempre encontro um jeito de me levantar. Porque a única coisa que impede que esta cidade caia no esquecimento sou eu.

Se tiver que se decidir, então que se decida logo,porque aí eu te espero ou te esqueço. Esperar dói e esquecer também.Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.
(Livro Nas Margens do Rio Pietra eu Sentei e Chorei)

Talvez um dia eu vá rastejar de volta para casa, exausta, derrotada. Mas não enquanto eu puder criar histórias a partir do meu desgosto, beleza a partir da tristeza.

Eu quero alguém

Quero alguém que tire minha concentração
Que fale coisas interessantes e que as vezes até fale coisas sem nexo...
Que me deixe sem direção...
Que me provoque e me acalme...me deixe sem ação.

Quero alguém que me inspire os sentimentos mais loucos
Que me faça rir...e chorar...
Que me faça ficar acordada a noite toda, e dormir por um dia inteiro...
Que me faça ter vontade de correr, de falar, e cantar sem parar...que me faça gritar

Quero alguém que me queira de manhã ao acordar...e de noite ao deitar...
Que me queira no banho ...(hummmm) na mesa...
Que me queira das formas mais variadas,
Nos momentos mais inesperados...

Que com o olhar me domine,
Com o sorriso me cative...
Que com o seu corpo me faça tremer.
Derreta-se...

Quero o improvável,
O imprescindível.
Quero tudo o que não pode...
Quero que seja inesquecível

Eu quero....(ahammmm)
Quero alguém que me queira incondicionalmente...
Eu quero....eu quero...eu quero....

Não foi o amor que me deixou
Eu o perdi
Para que o futuro nos presenteie
Mais uma vez como novo amor

Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir.

O que eu falar de mim vai fazer alguma diferença?
O ser humano sempre julga pela aparência mesmo!

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

(Do livro O Guardador de Rebanhos Heterônimo de Fernando Pessoa)

Se eu leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum poderia esquentá-lo, sei que isso é poesia.

– Eu sou inevitável.
– E eu sou o Homem de Ferro.
(Diálogo entre Thanos e Homem de Ferro)

Eu sei que por algum tempo vou seguir oscilante entre a razão e o desejo. Algumas decisões são tomadas com o coração inquieto e o pensamento tomado por muitas coisas que aconteceram e que acontecem, tudo misturado. Sei também que o tempo vai ser meu amigo para essas coisas da vida. Com coragem eu sigo, nessa velocidade que eu não temo, nem mesmo de ousar ser feliz.

Uma mulher sem mistérios é uma mulher sem magia. Por isso eu sou um Universo impossível de se desvendar! Eu sou mesmo assim...

Eu não tenho imaginação, eu copio. Tenho simpatia por mentiroso e doido. Como sou do ramo, identifico mentiroso logo.

Se eu ficar imaginando como sera o meu fim, provavelmente não consiga mais lutar

Eu parecia uma lua perdida - meu planeta destruído em algum cenário desolado de cinema-catástrofe - que continuava, apesar de tudo, a rodar numa órbita muito estreita pelo espaço vazio que ficou, ignorando as leis da gravidade.

Eu sou fisicamente incapaz de ser gentil.

Eu não sei mais o que é real, sinto que estou pirando.

Cansei dessa gente que me olha de canto de olho. Como se eu fosse louca por gostar assim da vida.

Eu preciso de algumas horas de solidão por dia senão “me muero”.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.