Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Não me preocupo com o que pode acontecer daqui a cem anos. Aquele que governava o mundo antes de eu nascer cuidará disso igualmente, quando eu estiver morto. A minha parte é melhorar o momento presente.

Não sou chamado para reuniões, eu as marco. E meu respeito não é demandado, é merecido.

Enquanto o tempo acelera
e pede pressa,
eu me recuso, faço hora,
vou na valsa...
a Vida é tão Rara

E daí se eu passar o dia dos namorados sem namorado? Eu não passo o dia do índio com um índio nem o dia da árvore com uma árvore, muito menos o dos finados com um defunto.

Talvez eu não chore, mas doí. Talvez eu não diga, mas eu sinto. Talvez eu não mostre, mas eu me importo...

Eu sei que ódio é uma palavra forte, mas tudo bem: somos adolescentes. Temos de odiar as pessoas às vezes, especialmente aquelas que nem são nossos parentes e que não pedimos para conhecer.

Forte eu nunca fui. Pra falar a verdade, meu coração continua sendo bobo, frágil. Mas hoje disfarço melhor.

Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria.

Eu trocaria todos os meus amanhãs por um único ontem.

Às vezes eu tenho a impressão de que alguns sorrisos são ondas que começam no coração, brincam de sol nos olhos e, instantaneamente, levam clarão para a boca, para o rosto todo, para a vida inteirinha.

Com os olhos eu te vejo
Com a boca eu te chamo
Com os lábios eu te beijo
Com o coração EU TE AMO.

Eu achava que o pior sentimento era perder alguém que se ama, mas estava errada. O pior é quando você percebe que perdeu a si mesma.

Se alguém dizer eu te amo. Vingue-se dela. Ame-a também.

A saudade é o preço que eu estou pagando por ter vivido momentos inesquecíveis ao seu lado!

Nunca mais faço castelos em cima das pessoas. Apartir de agora eu só construo pontes até elas. Que é pra quando elas forem embora, eu ter pra onde voltar.

E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.

"Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do que passar a eternidade sem isso."

Presente especial para namorada

Hoje é dia do teu aniversário.
E como eu queria te dar um presente especial, maravilhoso, único, que expressasse quanto tu és importante para mim.
Mas não sei o que dar! Flores?
Para vê-las murcharem diante de tua beleza?

Pedras preciosas?
Elas seriam totalmente ofuscadas pelo brilho claro do teu olhar e pela luz de teu sorriso.

Uma pérola?
A perfeição dela não se compara à maciez da pele de teu rosto.

Um carro importado?
Não precisamos disso para viajar enquanto sonhamos estarmos para sempre juntos.

Um pedaço do mar?
Nem a mais linda praia é mais linda do que uma lágrima de felicidade rolando por teu rosto.

Ah, meu amor, quão difícil é te dar um presente.

A culpa é só tua:
tua perfeição,
teu sorriso,
tuas mãos,
o amor que me tens,
tudo isso torna tão pequeno qualquer coisa que se possa comprar.

Mas, como eu gostaria de poder dizer, de alguma forma, quanto te amo...

Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco meu barquinho no mar. Eu coloco e vou seguindo, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com meu barquinho pelas tempestades e sei que encontrarei um porto sereno com seu sorriso na praia a me esperar.

Arrependimento

Existem coisas na vida das quais eu realmente me arrependo...
Da palavra que eu não disse quando deveria ter dito.
Do problema que deixei de resolver por achar que seria difícil.
Da oportunidade que deixei passar por achar que seria impossível.
Da luta que deixei de travar por imaginar que não valia a pena.
Do sonho que deixei de sonhar para viver a dura realidade.
Das coisas que deixei de aprender por acreditar que não tinha mais a saber.
Das lagrimas que não derramei por vergonha de demonstrar o que sentia.
Do grito que não dei quando estava com aquele nó na garganta.
Do amor que julguei perdido e deixei ir sem lutar.
De ter sido tão superficial quando o que eu queria era ter-me aprofundado.
Do caminho que deixei de seguir por não saber se seria seguro.
Arrependo-me de ter sido tão covarde em não arriscar conhecer o desconhecido.