Eu Desejei mais do que Voce
UM AMOR NATURAL DE SÃO PAULO
Ah, amor doído, me maltrata
Saber que fui apenas recreio
Que inda arde no peito, creio
Que a dor me teimará ingrata
Com o engano, verídica errata
Ardo na agrura e no devaneio
Mas com o tempo, tu, receio
Irá se calar na súplice serenata
Os teus olhos deixarão de ser:
A força e planos no meu olhar
Tudo gira, no eterno aprender
Nego-te o meu sofrer e pesar
Se lamento é para te esquecer
Nesses versos de amor e amar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, 31 – Triângulo Mineiro
Vai um café aí?
[...]então pega está ideia
uma porção de amor
pão de queijo, geleia
e uma xícara de café... por favor!
Nas Gerais é uma “odisseia”
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, Triângulo Mineiro
AFORA
Passaste como a flor do ipê fugaz
que se desprende na sua aurora
do desvelo só tiveste àquela hora
em que do afeto o emotivo traz
Ter-te e perder-te! sensação voraz
que inunda o peito, e a dor piora
sem ver-te, o poetar por ti chora
em tristes versos, saudade tenaz
Demorou essa presença em mim
minha alma ainda adora, e flora
emoção num sentimento marfim
Neste querer, o querer é outrora
se sonhei contigo, calou o clarim
dessa estória, o amor vai afora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro de 2020, 02 – Triângulo Mineiro
Morrer...
Termina a vida, morrer, com ela o viver
Vão-se as dores, homenagens com flores
Rezas, choros e suplicas pros pecadores
Depois, uma furtiva lembrança a prover
Aos amores e aos meus admiradores...
... para as lágrimas fingidas
Meu até mais...
Cheio de saudações garridas
E minhas retribuições iguais!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/09/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro
“Ignoramus et Ignorabimus”
Quanta ilusão! O amor ver-se objetivo
e alheio ao brado do coração fagueiro
duma paixão, e do anseio prisioneiro
compondo, que assim, será definitivo
Dizem que amor é amor, se for vivo
a quem o chama de valor verdadeiro
livre, solto das amarras dum cativeiro
se esquecendo que dele se é cativo
Se o amor é sempre amor: - amado!
tê-lo é também agridoce no enredo
sem tirania, amar, deve ser desejado
Se é sempre o mesmo falso segredo
no início, perfeito, e tão imaculado
porque então não o haver no medo?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2020, setembro, 03 – Triângulo Mineiro
SUFICIÊNCIA
Dita, ao pé do amor primeiro
Estreante desta variegada vida
Estou e estarei nessa acolhida
Ao coração, fiel companheiro
Da paixão o afeto cavalheiro
Pulsa-lhe a poesia em torcida
Faz a boa diversão apetecida
Salivando o gosto por inteiro
Trago-te flores, zelo certeiro
Trovando a doce existência
E que assim seja verdadeiro
Se não, não serve a aparência
E, tão pouco algo corriqueiro
Intensidade que é suficiência!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/09/2020, 10’18” – Triângulo Mineiro
PÁLIDA À LUZ DA SOLIDÃO SOMBRIA
Pálida à luz da solidão sombria
como a dor na alma dilacerada
sobre o leito de ilusão reclinada
a amargura e uma paixão fria
A satisfação que na perca jazia
e pela melancolia era embalada
a ruína e alegria embalsamada
no desprezo e, na beira dormia
Prantos, e as noites palpitando
gosto amargo no peito abrindo
os olhos esverdeados chorando
Não rias de mim, sentir infindo:
por ti – o amor busquei amando
por ti – na teimosia eu vou indo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 2020 – Triângulo Mineiro
SÚPLICA (soneto)
Se tudo muda e tudo perece
Se tudo cai aos pés da negaça
Se veloz a vida por nós passa
Pondo de lado o teor da prece
Se, se a inspiração desfalece
Se dói a dor que a dor enlaça
Se perde o encanto, a graça
O lhano, e aí a gente cresce
Se o amor tem a alma pura
E este amor também tortura
Nos gerando tolos e loucos
Se tudo tem no tempo valeria
Tudo vai, Pai! Por que não alivia
O sentir que me traga aos poucos?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 05/2020 – Triângulo Mineiro
paráfrase Auta de Souza
CERTIFICADO
A velhice é um treco, dor e cansaço
O dia é um balanço, no vai e vem
o que resta, o mínimo que se tem
Se faço, com a dificuldade abraço
Devagar e no compasso, tudo bem
Se vou além? ... pergunte ao passo
Pois, da vagarosidade sou refém
No próprio eu não tenho espaço
Tudo me cansa, comove, maça
Se rio, o choro faz igualmente
E o tempo parece uma ameaça
Já, a própria inércia é ausente
Quase sempre sou sem graça
O reflexo não reconhece a gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/09/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro
Fui pesquisar frases para colocar no meu status e o tema que escolhi foi amor, pois o amor é lindo, mas o amor mais lindo que existe é o amor de Deus por nós.
ETERNA CANÇÃO (soneto)
Tens, sempre, o fogo da emoção
Do fascínio: - que arde na viveza
Em ginga e encantos da pureza
Todo a magia do pecado da paixão
E, sobre esse senso, a doce beleza
Da atração, que brota no coração
Mansa poracé, inigualável razão
E então, alimento e escava reza
És suspiros e mimo, tinos, tal qual
Os beijos são desejos tão ardentes
E que vorazmente atinge o ideal...
Afinal, memoração e gozo aqui são
Permanentes, em olhares reluzentes
De este amor, uma eterna canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2020, 08'18" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...
DOIS AMORES
Dois amores carentes de amor
Em seu mais puro sentimento
Entoam-se num dueto regedor
De carinhos, prazer e momento
Dois olhares repletos de ardor
Um ao outro o tratado atento
Dois seres ao agrado com valor
Juntos, num ímpar pensamento
Donde vem tanto afeto, cortesia
Álacre canto de canto incomum
Que enche o peito de tal poesia?
Do querer, do haver dois em um
Onde o tornar alcança a alegria
E a sensação um pulsar comum!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG
Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG
Ultimar
E quando chegar a hora da partida, o choro deve ser de despedida. De um até breve. Num ato de fé, leve.
Pois entre a vida é a morte tem que existir a convivência com o amor, e a sorte de poder dizer nas lembranças que este foi o maior valor...
E que está levando na bagagem a honestidade e a solidariedade.
Só assim ficará a saudade.
Pois Jesus Cristo veio e nos transformou. Nos resta seguir seu ensinamento, para que possamos suplantar o sofrimento...
A única verdade o único caminho.
O bem maior... Nossas vestes de linho.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2015, Cerrado goiano
Finados
Dia de Finados
Hoje é dia de finados
Dia de visita ao cemitério
Dia de suspiros alados
De pensamento etéreo...
Nas mãos flores e oração
No coração saudade choro
Nas lembranças emoção
No olhar o vazio em coro...
Nas lápides o diálogo
De almas com os vivos
Num acústico análogo
De lágrimas e risos...
Neste festejo de recordação
Aos que foram nossa gratidão
Peçamos por nós, então
Também, temos a nossa precisão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2010 – laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
poema de finados
hoje é dia de finados
de estar no cemitério
de pesares anexados
e de um olhar etéreo
hoje é dia de finados
de tributo, de oração
de prantos sufocados
apertura no coração
hoje é dia de finados
da tristura que brade
dos viveres passados
hoje é dia de saudade...
... é dia de finados!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2020, Araguari, MG
Finados
O TREM DA PAIXÃO
Lá vai o trem agitando o coração
Num baticum, cheio de surpresa
Pelo chão incomum duma paixão
Sustentando a luz da ilusão acesa
Lá vai o trem da sede e emoção
Pelo planalto da acre incerteza
Beijo e sensação, mão na mão
Olhar e razão: - total gentileza!
Lá vai o trem nos trilhos da avidez
Entre os suspiros, o suspiro meu
Em movimento de nunca o talvez
Magno trem e no bem o apogeu
Comboio de ardor, numa validez
Carreando amor, que o amor creu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/11/2020, 10’20” - Araguari, MG
PARIÇÃO DUM SONETO
Como um vaso de cristal, vazio e de aporte
Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama
Se arranja, desarranja num sublime porte
Inspirando formas, que da alma derrama
É uma sensação num sentimento forte
Enredando entre os dedos, e ali clama
Poética obra, cheias de encantada sorte
Dum verso em rima que a estima chama
E entre clarões dispersos, assim, venha
O que vibre, que enlouqueça o secreto
Em um rebento da imaginação prenha
E, no somo apogeu do destinto alfabeto
Da quimera, passa a ter ideada ordenha
Dos devaneios, para se parir um soneto
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/11/2020, 18’42” - Araguari, MG
Oração do amor
Amor vem do verbo amar
Só com o coração se pode conjugar
Dele o beijo é associação
Entre dois lábios, a expressão
Eu amei é passado
Eu amo é presente
O futuro é do agrado
Negativo fica ausente
Quem ama é indicativo
De amor na vida da gente
Amar, verbo intransitivo.
Tente! Não deixe pendente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 de abril, 2016 - Cerrado goiano
25/04 - dia do AMOR
HORAS DE SAUDADE
Vou de avivo no repouso, descontente
E travas lágrimas nos olhos a prantear
Ah! quanta avarenta emoção a suspirar
Ah! quanto silêncio no sertão poente
A hora no horizonte é vagar cadente
Um adeus, sem acabar e a se quebrar
Um vazio apertando a alma no pesar
E uma solidão que fala com a gente
A escuridão, e um nó na garganta
Um feitiço que no amargor canta
Cravando a sensação pela metade
Tristura, e uma trova sem medida
Querendo versar, e na dor sentida
Redigem as horas duma saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas que falam quem eu sou
- Frases de motivação: palavras para encontrar o incentivo que você precisa
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
