Eu Desejei mais do que Voce
(...) Nosso prisioneiro, como todo homem preso, se encontra sem rumo, sem ninho, não pertence a lugar nenhum, apenas existe na memória. Contudo pertencer é habitar, fazer parte. Mas pertencer é mais que estar presente como ornato. Pertencer é compor, no sentido pleno, ser coautor de uma obra em movimento. Primeiro eu me pertenço, habito este universo chamado eu. Sou dono de mim, obra em construção, sendo autor único, posso alterar o curso do projeto de vida. Mas um homem preso não pertence a nada nem se pertence.(...)
FUNDO DO POÇO
Estamos vivendo
No fundo do poço
A vida está dura
Pro velho e pro moço.
A guerra e a fome
O mundo consomem
Será culpa de Deus
Ou é obra do homem?"
A doença se espalha
Fere como navalha
Corpo e alma do povo.
Mas o homem não teme
Sua sorte no mal
Cresce sua altivez
Quando a culpa é só dele
Não daquele que o fez.
Poço de arrogância
Tanto velho e criança
Sábios na intolerância
Sucumbindo ao caos.
Mas a morte é distinta
Fica a obra que pinta
Para os bons,
Para os maus.
"No Brasil atual não se sabe quem tem bom senso. Há um vírus que contaminou a todos, artistas e não artistas perderam a noção do que é bom senso, estão sempre imbuídos de ideologias que os cegam, e acabam se misturando com a multidão."
"A coisa que tem efeito
sobre meu humor
que é capaz de dissolver minha estrutura emocional
como gelo derretendoao sol,
é o ciume sem propósito ou razão."
"Escrever para mim, é como tocar piano, sem nenhuma analogia digital.
A nota certa só é alcançada depois de muito ensaio-assim escrevo poemas e aforismas, com os quais consigo deixar escapar minha verdade,
sobre o modo de como vejo mundo."
A vida termina sempre em hora incerta, todos sabem disso, mas vivem como se ela fosse eterna. São inveterados nos seus hábitos, não abrem mão do seu direito de resposta, sempre esperando que os outros lhes concedam a honra de terem razão."
Essa Vida É Tão Passageira, Ela Passa Tão Derrepente, Não Perca Tempo Falando Besteira Assume O Controle Da Mente.
Silêncio
Quero o silêncio
onde se cria o impossível
quero o silêncio
onde se esconde o medo.
Quero o silêncio,
onde tudo é calma
onde tudo é alma,
e sem Deus e sem culpa.
Quero o silêncio
onde o vinho é doce
e o sangue esfria
e o trabalho é livre
sem suor nem lágrimas.
Quero silêncio
pois estou cansado
de ouvir mentiras
de um oráculo errado.
Quero o silêncio
do desassossego
do amor perdido
do perdão negado.
O tolo do Nietzsche diz que as máximas,
que ele usou exaustivamente,
são uma forma decadente de ensinar.
Segundo ele, toda máxima deve ser invertida,
para se achar o sentido, se é que
há algum sentido nos provérbios.
Concordo com ele:
"O Medo é o pai da moralidade."
Esta deve ser lida assim:
"O Medo não é o pai de moralidade,
a moral é uma invenção do medo."
Evan do Carmo
Todo os castelos construídos nos sonhos são frágeis.
Sempre desmoronam com um toque de realidade,
como castelos de areia em frente ao mar,
não raro construídos por crianças distraídas.
ENQUANTO DORMEM OS HOMENS
Enquanto o mundo desmorona
o poeta ainda continua
construindo castelos
em frente ao mar do absurdo
das gueras.
Em sua solidão insone
ainda encontra motivo para criar.
Como barco à deriva
conta com a sorte
espera que o vento do caos
traga uma tempestade benfazeja
que desperte do sono os animais.
Como migalhas de pão à beira da estrada
deixa rastro de compaixão e lucidez
na ilusão sublime de UM demiurgo
que seu canto rouco atonal
possa recriar outra vez
um ser melhor que nós
uma invenção melhor que o racional.
Evan do Carmo 17/08/22
Sobre as futilidades dos homens.
Arthur Schopenhauer conta,
que sempre que sentava num bar,
ele pegava um moeda de 20 francos
e colocava sobre mesa.
E dizia pra si:" Se a conversa destes homens
que sentam ao meu lado não girar em torno de cavalos,
mulheres e política, então eu darei esta moeda para o garçom.
Fez isso por 20 anos, e nunca ficou sem sua moeda.
Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve.
Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..
Não me chame de gênio
nem classifique-me por gênero
sou humano-divino
sem classificação.
A obra que faço
é como disfarço
minha inquietação.
Não sou fêmea
nem macho
não sou luz
nem facho
sou constelação.
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