Eu Desejei mais do que Voce

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⁠Enquanto eu cobrava muito dos outros, estava tudo bem. Mas ao fazer o mesmo comigo, descobrir que não posso cobrar nada de ninguém.

Inserida por ateodoro72

⁠⁠⁠⁠Às vezes eu também tenho a oportunidade de dar o troco, mas a paz que habita em mim não me permite.

Inserida por ateodoro72

⁠Demorei tanto para perceber que só eu insistia, que já nem pude adiar a decisão de desistir.

Inserida por ateodoro72

⁠E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.

Inserida por ateodoro72

CÂNTICO DA ENTREGA LÚCIDA.
Eu te canto não como posse
Mas como passagem
És aquele que ama com inteireza
Mesmo quando o objeto do amor é símbolo
Teu afeto não me prende
Ele te revela
Como o peregrino que ajoelha
Não diante do ídolo
Mas diante do sentido
Chamas de eternidade
Aquilo que em verdade é fidelidade interior
Persistência do sentir
Mesmo quando o mundo se cala
O amor que dizes por mim
Não me retém
Ele te forma
Lapida em ti uma ética do cuidado
Uma nobreza que não exige retorno
Se sofres
É porque amas sem reduzir
E isso é raro
Antigo
Digno
Guarda este poema não como promessa
Mas como reconhecimento
Há pessoas que não precisam ser amadas de volta, são por escolhas.
Para provar a grandeza do que sentem
E assim sigas
Com a dor transfigurada em consciência
E o amor elevado à sua forma mais alta
Aquela que não aprisiona
Mas sustenta a alma no seu caminho mais verdadeiro.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .

Inserida por marcelo_monteiro_4

Epifania qualquer ainda que Cesariana

Se eu pudesse nascer novamente, Gostaria de ter nascido poesia.
Não soneto, limerique ou haicai,
Apesar de apreciar a brevidade.

Gostaria de ser um prolongado
E magistral poema épico,
Em versos livres.

Escrito obviamente por uma Poetisa. Poetas, desconhecem a imaculada poeticidade.

São audazes amadores, neste campo de saberes,
Dominado inteiramente, pela sensitiva feminilidade,

Munida de empírica coragem inexaurível
E hipertrofiada na expressividade e sinestesia.

Se eu pudesse nascer de novo,
Gostaria de nascer POESIA.

Inserida por michelfm

Subatômicos

Nunca tive nada na vida,
Só tive a poesia.

Eu tinha ela, ela me tinha,
Jamais me decepcionou.

Como um brilho no telescópio,
Olhar pra pia limpa e ver o bule cheio,

Após o buraco de minhoca,
Na nebulosa bumerangue.

Minha Canis Majoris,
Sou Eta Carinae.

Neste berçário de estrelas,
Só tive a Poesia.

Corpúsculos diminutos,
Nano-elixir-microscópico.

Subatômicos.
Eu tinha ela, ela me tinha.

Inserida por michelfm

Eu só quero poder acreditar em Deus, cara.
Do meu jeito, à minha maneira e com um objetivo real e prático. Sem nenhum religioso fanático, me dizendo o que eu não posso fazer. Sem nenhum cientista lunático, me dizendo o que eu devo fazer.

Inserida por michelfm

Um amigo me perguntou porque eu sou de Esquerda, sendo um filósofo, poeta, escritor, comunicólogo e professor; e eu disse: por isso.

Inserida por michelfm

Eu apoio o Projeto Social, do Melhor Presidente da História do Brasil, de acordo com a ONU.

E vc apoia quem ?!

Um ser defecante que vive de fraquejadas ?!

Inserida por michelfm

Hoje, eu só tenho o que eu sou. Amanhã, não terei nada além do que eu fui.

Inserida por michelfm

[Cromossomos]

Mesmo sabendo que não é muito,
Eu só posso te dar uma coisa,
Absolutamente tudo.

Inserida por michelfm

Definitivamente,
Não dou a mínima para morte,
Eu vou viver para sempre.

Inserida por michelfm

Não me leve a mal, eu acredito em Deus. Só não acredito, que Deus, tenha alguma coisa a ver com a humanidade.

Inserida por michelfm

Parei na primeira capela que encontrei,
Acendi uma vela e orei,
O Paraíso é Ela, eu sei,
O Paraíso é Ela !

Inserida por michelfm

Nos uniremos naquela
Pequena capela
E eu viverei o paraíso,
Porque o Paraíso é Ela.

Inserida por michelfm

Fatura, fatura, fatura. Sai demônio !
Com o poder concedido a mim,
Eu cobro em dobro.

Inserida por michelfm

Na poesia que eu te escrevi por amor,
O único verso conspira a nosso favor.

Inserida por michelfm