Eu Desejei mais do que Voce
o que posso dizer se,
hoje eu nada sei...
e, até gostaria de dize-lo
esse nada saber
sobre nada falar
que me faz tanto sentir...
MEU EX-AMOR,me ensina a te esquecer, POIS essa parte da lição eu perdi ou acho que faltou essa página no meu livro da vida
AUTO SONETO
Rima soneto, o meu eu sem detrimento
Diz ao verso a perfeita e a real melodia
Se de sintonia, alegria ou de nostalgia
Traz à flor da pele o capricho do talento
Revela que sou sensações em categoria
Da alma, da emoção e do pensamento
Na dor, amor, que eu sou toada e alento
Anatomize o meu eu poético com eufonia
Vai soneto, me revelando a cada tento
Em loas de aprazimento duma parceria
De que na prosa eu vivo de sentimento
E neste último terceto, desta biografia
Deixo a minha paixão pelo letramento
No meu encruzar, imortal, só a poesia!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22, agosto, 2016 - cerrado goiano
O fardo de te amar
"Sangue, suor e lágrimas".sob as horas que passam
tu és o que eu nunca tive
tu és o que me falta?
tempo , certeza e destino .
atravessastes meu caminho , todo TEMPO penso nisso , sou tolo de achar que és minhas CERTEZA?
se você quisesse , faria desse meu DESTINO.
lembrança , desejo e medo.
Me assusta saber que estava em meu sonhoou será que era um pesadelo?, pois mais tardar eu acordara e contigo me desencontrava.
O AMIGO ...
Amigo, eu só percebo esse que nasce
Sem a gente infligir, os com gratidão
Os que se nota na expressão da face
Que adentra e amplifica no coração
Amigo, eu só percebo em um enlace
De alma com alma, turvo de emoção
Onde o afeto com outro afeto passe
A viver em regular e amigável união
Amigo, eu só tenho os de oferta cheia
Dando flor e frutos no que se semeia
Nos passos dados na mesma estrada
Amigo que é certo, mantém presença
Crença no vínculo, afinal, recompensa
Está no arrimo, laço, aba, mais nada! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Março, 04 de 2021, 09’27” – Araguari, MG
PECULIAR ...
Se eu suportasse, ah! se eu pudesse
Banir-te totalmente do pensamento
Deixar-te na exortação de uma prece
Na tranquilidade dum esquecimento
Talvez, assim, então, a paz eu tivesse
Suspirando fora deste meu tormento
Mas, nenhum amor assim se esquece
E se desbota do audaz encantamento
E, se ainda no peito arde e tem prosa
O amor, que um dia, te deu uma rosa
Nada diga, pois, dele tudo faz lembrar
E eu, que vivo com este amor visceral
Na sensação, afinal, sempre é especial
Cada qual. E este me foi mais peculiar! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2021, 14’44” – Araguari, MG
Aqui da a pé,
e apesar de eu ter Certeza Absoluta
que Aqui da a pé, que Aqui é seguro;
Eu tenho Medo,
tenho Medo de acabar Caindo,
Medo de acabar me machucando,
Medo de acabar percebendo,
no meio do Caminho,
que apesar de dar a pé,
pode não ser tão Raso como parece.
o caminho de areia está mais Extenso,
e a água vai só até a metade,
claramente será seguro se eu caminhar
até onde eu vejo que posso.
Eu não gosto das partes Rasas pois sinto como se todos estivessem me olhando, me julgando e eu não consigo
me Esconder por que está raso demais;
me sinto Amostra,
totalmente Amostra, me sentindo
Vulnerável,
e eu Odeio estar Vulnerável.
mas pelo outro lado, eu também não gosto da parte funda, por que me sinto
sufocada, sinto que
A Qualquer Momento,
a água vai simplesmente pular
em cima de mim, me arrastar para o fundo, prender meus pés com lama, assim
fazendo com que eu me sufoque
e Morra Lentamente.
as coisas são assim,
a Vida é assim,
Eu sou assim,
Eu Detesto sentir uma Profundidade
que não seja a minha,
Eu Não Sei Lidar com a Profundidade Alheia,
se estou em Minha Própria
Profundidade,
o fundo onde estou Acorrentada
Me Acolhe,
Me Aconchega,
mas quando estou envolvida
com os Sentimentos
extremamente Escuros
de outras pessoas
ou os Sentimentos Claros Demais,
me sinto Afogada.
envolvida com suas Cobranças,
seus Traumas,
seu Amor,
me sinto Sufocada,
sinto que posso Me Afogar a qualquer momento.
Não Sei Lidar Comigo Mesma, como poderei Lidar com outras pessoas?
parece que a Única Solução é desaparecer nesse mar de profundidades,
nesse mar de Solidão.
Eu vivi tempo demais. Vi nações brilharem, prosperarem e caírem. Vi grandes artes sucumbirem à crueldade do tempo. Conheci o amor e provei suas lágrimas amargas muitas vezes. Depois de um tempo, você esquece como é sentir êxtase.
ATO DE CARIDADE (soneto)
Que eu tenha o Bem, e Paz. Assim eu faça!
Que a mão posta ouça as preces, alce voo
Maria, Mãe, volva tua face para essa graça
Que eu seja caridoso sem louvar que sou
Se muito ou pouco, que tudo me satisfaça
Não importe ou doa o quanto me custou
Não deixe que o orgulho seja uma ameaça
E a minha fé seja o troco que me sobrou
Que o riso e abraço, seja pra quem vier
De onde vier, onde estiver, assim seja!
Ó Deus Pai! Me abençoe nesse prover
E, no viver, sempre tenha amor e laços
E no pão de cada dia, bênçãos, eu veja
Partindo com o irmão em dois pedaços
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
22/07/2020, 09’52” - Triângulo Mineiro
paráfrase Djalma Andrade
CONFIDÊNCIAS (soneto)
Eu fui falar, vexado, da minha solidão
Ao cerrado; e aos arbustos torcidos
Querendo pacificar a minha emoção
Dessas pequenas queixas e alaridos
Incomovido permaneceu sem alusão
Não quis a lamentação dar ouvidos
Nem cessar as cantilenas na imensidão
Pôs-se indiferente aos meus sentidos
Mas, devagar passou a prestar atenção
Aquietou-se mais, e mais ainda contido
Arregalou-se para a carrancuda aflição
E, em um ato inesperado, assim, dizia:
- Caro poeta acabrunhado e, aturdido
Da melancolia me converto em poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/07/2020, 07’30” – Triângulo Mineiro
CONTA E AMOR (soneto)
Amor roga terna conta do meu afeto
E eu, servil, ao amor dar-lhe-ei conta
Mas, sem a ponta, como dar-lhe fronta
De tanta conta, se no amor fui inquieto
Para dar desponta neste tal decreto
O amor me foi dado com boa monta
E eu, de incúria tonta, não fiz conta
Do tempo, que hoje me é incompleto
Ah! tu que tens o amor que desponta
No peito, me conta, para eu ter tempo
Se ainda tenho em conta, nessa conta
O tal que, na remonta, gorou o atempo
Quando lhe chegar à conta, na esponta
Do amor, chorará, como eu, sem tempo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/07/2020, 08’43” – Triângulo Mineiro
paráfrase Frei Antônio das Chagas
ALHEIO
Quando eu apaixonava, ó dissona poesia
Tu que a perturbação a atirava ao vento
Que ainda agora me vem ao pensamento
Em ousadia, trazendo, suspiro e fantasia
Frenético e excedente se faz o momento
Numa sensação de desconforto e agonia
Ah! Emoção! Minha conviva, agora tão fria
A tua prosa poética toda sem sentimento
Parceira devota das calmas noites infindas
Confidente fiel da solidão e do meu anseio
Ó poesia! emudeceste as divagações lindas
E, com o tal silêncio, numa carência vagueio
Enleio, coração na berlinda, sem boas-vindas
Sem os abraços, os beijos, os olhares, alheio!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/08/2023, 21’29” – Araguari, MG
Estado do poeta
Ó poética, estás onde? Imaginação
Eu cá já embriagado no sentimento
Trazido pelo tempo em suspensão
A saudade, o amor, o tal momento
Do poetar, ó pura, serena sensação
O quanto me faz feliz o sacramento
Que vem d’alma de singular emoção
Que me sacia e desta magia sedento
Arrio as palavras em oração, e crio
Vai-se o vazio, e me vem o estado
Fantasia e a ventura, na ilusão fio
Desfio a cada verso embaralhado
E o poema – do infinito, um arrepio
Pondo o feitio inteiramente afiado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2023, 18 de agosto – Araguari, MG
Eu senti o gosto… Então o que eu não quero é perder o amor da minha vida por erros que eu mesmo cometi.
Sonatina
É mau que eu viva areado, e sem prumo
Posto numa solidão daquele que não crê
Que já está acostumado, ao léu, à mercê
Prosando lembranças, poesia sem rumo
Mas, lá no fundo, a esperança, presumo
Tenha a compaixão deste pobre crupiê
Do amor, sem sorte, e cheio de porque
Pois, a boa sonatina a paixão é insumo
E, se insistir com a poética nesta saga
Deixando a poesia com a emoção vaga
Não serão somente versos de soledade
Será também a alma cheia de lamento
Porque no vazio há sempre sofrimento
E a dor o verso imerso numa saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 agosto, 2023, 15’56” – Araguari, MG
TRAZER À MEMÓRIA
Ao recordar o amor, eu me esteio
Nas lembranças. Sonoro frescor
Dando ao verso som encantador
Que enche o soneto dum gorjeio
A suspirar. Então contento, cheio
De emoção. Ó prezar encantador
Que traz à alma um grato frescor
Tecendo o sentimento num veio
A evocar e pensar. Ah! sensação
Que do coração vive sussurrando
E do terno olhar derrama sorrindo
O botão de rosa. Aquela paixão
Que, então, assim, vai delirando
Com amor... e do amor provindo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01 fevereiro, 2024, 11’45” – Araguari, MG
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