Eu Desejei mais do que Voce

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O tempo dirá o quanto eu te amo!

Inserida por claudiotorress

⁠INFORTUNO

Falas de solidão, eu ouço tudo e calo
Ó saudade! Rude e regateira caipira
É. E é por isto que o vazio me imbuíra
A alma, no silêncio, infortuno vassalo

Viver! Quando virei por ter intervalo
Entre a dor e o sofrer que não espira
No tempo, e me põe nesta mentira
Da esperança dum amor para amá-lo

Pois é agridoce sentimento sagrado
Que leva a noite insone no cerrado
Messalina sensação, refutado fulcro

Falas de amor, e eu me desalento
Paixão na minha sorte é tormento
Intento para eu levar pro sepulcro

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/09/2020, 13’43” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMBIÇÃO

Eu quis versejar, pelo prazer pleno
de ser bardo, sonhador, arrojado
duma prosa um entusiasta sereno
ter minha trova daqui do cerrado

Quis dar a imaginação um aceno
bálsamo ao sentimento apaixonado
ao riso, ao choro, um efeito ameno
disfarçando a emoção num brado

E vi que a sensação apenas é, na vida
o dado entre a tragédia e a comedia
- a chegada, o centro e a despedida...

E, piegas que sou, em um castigo
fujo aos sonhos, e de alma tédia
taciturno, me assisto só, comigo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/09/2020, 15’00” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DESEJO

Eu quis paixão, pelo amar pleno
sem ambição dum fatal amado
onde apenas valeria ser ameno
ou talvez aquele algo desejado

Quis me doar, sem ser pequeno
e desse amor não fosse deserdado
mas, senti na alma o acre veneno
do amor na futilidade ser banhado

E vejo que o amado é, na vida
aparte, ao que é o escolhido...
a este, tem, uma boa acolhida!

É. Se castigo ou sina, eu digo:
- que nunca quis ter perdido
Se perdi, é por não ter comigo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2020, 19’28” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RESETAR

Na minha paixão otimista e inocente
eu nunca soube pra onde foi... um dia
a sorte que me preferiu tão prudente
ao sonho perguntei, e ninguém sabia

E numa fúria, manou-se, de repente
duma quimera expansiva e correntia
para uma áspera ilusão sem cortesia
e a vida suspirou lerda e descontente

E o andejar se foi... e vai distante
mas o silêncio, um outro instante
chora, mas vai em frente, teimoso

E eu sinto, a emoção, sem tê-la
De um algo especial e desejoso
É. E nunca é tarde para havê-la!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/10/2020, 10’10” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠GORJETA

Eu sou aquele que no amor é perdido
eu sou o que no fado me falta aporte
sou esse da desdita, e nesta tal sorte
sou a contramão, a solidão desmedida

A sombra no meio fio da cara vida
e que no devaneio perdeu o norte
que fica no vagar num choro forte
rascunhando a chaga tão dolorida

Sou aquele que no silêncio habita
Sou pôr do sol sumido, desprovido
Sou aquele que na ilusão orbita

Sou talvez o ideal de alguma dita
Quiçá a que o rumo me é devido
Quem sabe uma gorjeta merecida

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/10/2020, 16’19” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RIMAR DUMA SAUDADE

Teve um tempo que mandava
Nas poesias que eu escrevia
Cada versar uma companhia
E em cada linha festa bordava

Com emoção, assim, andava
Nas mãos a imaginação ia
E em toda a obra que fazia
A ventura, ao lado, ajudava

Pobre a poesia, sem aquarela
Sem fantasia, um dia tão bela
E hoje, pedinte de qualidade

E, no amor, sem substância
Sobre o vazio da distância...
Só o rimar duma saudade!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18/10/2020, 09’29” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ATANAZAR

Viste-me abatido um dia no caminho
em devaneios de que, nem eu o sei
ó aperto no peito, assim, eu lhe falei:
Cara poesia. Na jornada indo sozinho

Trovei, e rimei, foi por entre espinho
E em nenhuma postagem descansei
Em cada uma loa que por ela passei
Saudei! Umas até degustando vinho

E neste poetar pedregoso, solitário
Os pés deplorando em um calvário
Imolado. Eu num canto, no entanto

Ao chorar o prazer em um dejejum
Tu e eu poesia. Em drama comum
Versejamos com o mesmo pranto

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18/10/2020, 14’13” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠como ventania desajeitada
rama brotada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
é diverso...
assim vou, vibrante
[…]disperso
eterno poeta errante...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ontem a na noite eu conheci uma guria, já era tarde era quase dia, era o princípio de um precipício, era o meu corpo que caia...
Ontem a noite a noite estava fria, tudo queimava, nada aquecia, ela apareceu e parecia tão sozinha, parecia que era minha aquela solidão.🎶

Inserida por Marianaroch4

⁠AO PÉ DO OUVIDO

Eu fui confidenciar, lôbrego, o meu pesar
À velha lua, branca e nua, no céu viçosa
Na noite acordada, supondo que ao falar
Teria o trovar solto duma queixa amorosa

Não quis sequer atenção, então, prestar
No celeste ali estava e, ali ficava gloriosa
Mas, pouco a pouco, num súbito quedar
Vendo um ciciar, pôs a me ouvir cautelosa:

Entre soluços e suspiros eu narrava tudo
Ela comovida, pois, poética e apaixonada
Tal como é, romanceou o duro conteúdo

Com os olhos cheios d’água, sonhadora
Compadecida desta sofrida derrocada
Então, chorou comigo pela noite afora

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de agosto de 2020- Triângulo Mineiro
paráfrase Pe. Antônio Tomás

Inserida por LucianoSpagnol

⁠OUTRA RUA

Onde estou? Está rua me é lembrança
E das calçadas o olhar eu desconheço
Tudo outro modo em outra mudança
Senti-la, saudoso, no igualar esmoreço

Uma casa aqui houve, não me esqueço
Outra lá, acolá, recordação sem herança
Está tudo mudado do tempo de criança
Passa, é passado, estou velho, confesso

Estória de vizinhança aqui vi florescente
Pique, bola: - a meninada no entardecer
Hoje decadente, e conheço pouca gente

Engano? essa não era, pouco posso crer
Ela que estranho! Se é ela ainda presente
Nos rascunhos, e na poesia do meu viver...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, 31 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DOR INFINDA

Já no sumido aquele afeto profundo
Só eu, ó pieguice, só eu me lembro
Das noites e dias secos de setembro
Maçadas, e o meu amor moribundo

Desde esse dia, eu ermo no mundo
Atado a solidão e sem deslembro
De ti, e do falto um azedo membro
Não houve fôlego por um segundo

Quando, ainda cria... - hoje perdido
E lastimando no leito a desventura
Tenho a sensação de já ter morrido

Ah! saudade, que a vasca mistura
No peito, e ao aperto tão sofrido...
Dor infinda... e cheia de amargura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 06/2020, 05’46” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ALMA NUA

Ainda que silencioso, a trilhar, eu sigo
Despido de uma sensação que conforta
Tenho emoção, essa sorte que bendigo
Mesmo sabendo que a carência corta

A doce ilusão, como é bom e importa
Tudo é confiança, e nada eu maldigo
Bem sei que no tender se tem porta
E na simplicidade do querer o abrigo

Então, desconfortado, assim vou, eu
Tal qual um poeta sem devoção sua
A procurar o amor que já se perdeu

E nesta de ser feliz na infelicidade
Me vejo no espelho de alma nua
Matutando o mantra da saudade!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/10/2020, 05’34” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ADIANTE

No amor todo feito de grandeza
De afeto, de atenção e verdade
É que eu vi haver com vontade
E (mais que vontade) gentileza

Não era o vulgar ar de incerteza
Nem o olhar cheio de banalidade
Era outro sentimento, suavidade
Que nem sei expressar a beleza

Um vário sentir, certa candura
Feito de abrigo, certa ternura
Que abraça a alma por inteira

Ô emoção, tão forte e carinhosa
Que deixa a fraqueza corajosa
E nos faz sonhar sem fronteira

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/11/2020, 20’20” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VALER

Eu poetizarei um momento de riqueza
por uns termos tão poéticos e ditosos
que assinalem aos infelizes invejosos
a satisfação, esse bem que da certeza

Escreverei alacridades sem dureza
suspirando mimos tão carinhosos
que jamais serão atos caprichosos
pois, são vindos da doce gentileza

Pra quem servir, não tenho segredo
no agrado, é belo como o horizonte
do cerrado, com estupendo enredo

Nessa corrente, se sente, é fonte
de amor, paz, onde não há medo
inutilmente, e nem desmonte! ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/11/2020, 08’40” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A UMA SAUDADE

Entre as custosas saudades, pobrezinha
Que eu velo, no sentimento, uma existi
Que dói, corrói, inquieta, deveras triste
Que suspira quando a solidão avizinha

E nesta sorte da sensação tão sozinha
Uma carência na poética ainda insiste
Que no trovejar um desalento persiste
De tu, paixão, que não mais convinha

Sabe a lembrança velha abandonada
Que espanca, que não mais acontece
E ainda atucana na emoção acordada

E assim para, a olhar com nostalgia
Faminta de saudade, tal se quisesse
Tê-la vivente na ruminada poesia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/12/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

FELIZ NATAL! Canto de um Sertanejo

Também eu, do cerrado, se o consentes
Quero louvardes em corpo e alma, ao chão
Vergar os joelhos em exaltação, clementes!
Ante o presépio do Menino Jesus, em oração...
Quero cantar, humilde canto ao infante menino
E também a ti, ó Virgem Maria, mãe da salvação
Na noite de Natal, de tão grande e celeste brilho
Encenando o amor, a fé, doadas ao coração...
Então, neste ato de confraternização, eu filho
De pecadores lábios, perdão, e assim cantarão
Tua glória a todo o sempre, que a nós provém
De Ti. Fonte primeira de todo o amor, gratidão:
Feliz Natal! União... Paz e Bem!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Dezembro, 2019 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Eu quero ser a sua estrela guia, quero sempre dizer que te amo e ver nosso amor aumentar cada vez mais, hoje amanha e sempre... pra sempre (L'

Inserida por YuriYan

Existem vários motivos para se crer em Deus.Eu tive apenas um para não crer.Não vi razão em nenhum dos motivos para se crer nele.

Inserida por MarceloXaxa