Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio

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Te conto uma coisa que às vezes me pega no meio do dia, quando estou fazendo algo banal como mexer numa xícara ou olhando a janela sem motivo nenhum. Eu paro e penso que já não reconheço mais aquela pessoa indecisa que eu era. Parece até estranho falar assim, como se eu estivesse descrevendo uma conhecida distante, alguém que já dividiu a mesma casa comigo dentro da cabeça, mas que hoje mora em outro endereço emocional. E não foi uma mudança organizada, dessas que a gente planeja numa agenda bonita. Foi no meio do caos mesmo, naquele período meio insano da existência em que tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, como se o universo tivesse resolvido testar a resistência da minha alma numa maratona que eu nem sabia que estava inscrita.

Houve dores que eu não tinha vocabulário para explicar. Aquelas que não cabem em frases simples, que fazem o corpo cansar antes mesmo do dia começar. E houve acontecimentos imprevisíveis, daqueles que chegam sem pedir licença, quase arrancando o fôlego da vida, como se o ar ficasse curto por dentro. Eu lembro de pensar, em alguns momentos, que talvez eu estivesse atravessando uma daquelas fases em que o mundo fica meio opaco, meio silencioso demais, e a gente começa a sentir a fragilidade dos dias como quem segura um copo de vidro muito fino. Qualquer movimento parece arriscado.

E tem algo que pouca gente fala com calma. Quando a doença passa perto da gente, ou quando o corpo decide lembrar que é limitado, os dias ficam diferentes. Existe uma melancolia leve pairando no ar, uma espécie de reflexão constante que chega sem ser convidada. O relógio parece ter outra lógica. O tempo ganha peso. Eu comecei a observar coisas que antes passavam despercebidas, como o valor de simplesmente respirar fundo e perceber que ainda estou aqui, ainda existindo nesse caos organizado que chamamos de vida.

Só que, curiosamente, foi exatamente ali, naquele cenário meio turbulento, que eu comecei a me encontrar. É quase paradoxal. Enquanto tudo parecia instável, alguma coisa dentro de mim começou a ficar mais firme. Como se a vida estivesse dizendo, com aquele tom filosófico que às vezes ela usa sem avisar, que viver não é um caminho reto e confortável. Viver é esse conjunto de provas inesperadas, dessas experiências que nos desmontam um pouco para depois nos reorganizar de um jeito mais verdadeiro.

Hoje, quando penso naquela versão indecisa de mim, eu não sinto vergonha nem vontade de negar que ela existiu. Eu olho com certa ternura, na verdade. Aquela pessoa estava tentando sobreviver com as ferramentas que tinha na época. E agora eu percebo que tudo aquilo, até as dores e os momentos em que eu quase perdi o fôlego emocional, foram parte do processo de me tornar mais humana. Mais consciente, talvez. Mais real.

Porque ser humana não é ser forte o tempo todo. É atravessar fases frágeis, sentir a melancolia de alguns dias, aprender com o próprio corpo e com as surpresas da vida. E mesmo assim continuar caminhando. Não perfeita, não invencível, mas mais inteira do que antes. Às vezes eu até sorrio sozinha pensando nisso, como quem descobre que a própria história, apesar de bagunçada, faz um sentido bonito no final das contas.


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Reconhecer nossa pobreza espiritual diante de Cristo é como achar as chaves das algemas que nos libertam

Falta-me o ar nos pulmões ao ver seu rosto, sua pele, seus olhos, seus cabelos. É como se, caso passássemos na rua, nem sequer fôssemos nos olhar por nossas diferenças; mas, por alguma razão, um dia nos amamos como jovens, como apaixonados. E hoje olho e acho estranho: pude eu ser quem fui contigo, mesmo sempre te olhando com esse brilho no olhar?

Conheci alguém que era como uma estrela, me iluminava, encatava meus olhos e aquecida meu peito.


Agora que ela se foi sou um planeta perdido vagando pelo espaço, frio, escuro e sem rumo.

O Ego geralmente nos faz, não enfrentamos os fatos como realmente são, e sim como desejássemos que fossem.

Estação Espacial Internacional.














Uma grande estrutura como um observatório futurista com vários cômodos,corredores,
painéis dourados e muitas janelas foi imaginada no ano de 1998.
Mas antes de completar a sua forma,rascunhos foram feitos em centenas de papéis ainda tentando encontrar um desenho ideal.
Com bastante cálculos e linhas com números e letras.
Lápis e canetas eram necessários em cada pensar.
Um imenso projeto teve o seu início em uma manhã.
O primeiro módulo foi levado na direção da atmosfera terrestre no dia 20 de Novembro de 1998.
Em um voo histórico e importante para a astronomia.
No dia 6 de Dezembro daquele ano a montagem de uma grande estrutura começava.
Com muitos voos e o esforço que estava em cada instante desde aqueles papéis,letras e números.
Em lugares definidos ônibus espaciais esperavam mais módulos.
Para que pudessem levá-los acima do céu,onde o Planeta Terra e a Lua seriam vistos de um jeito diferente.
Com pouca gravidade cada módulo era fixado de um jeito calmo,tendo a face da Lua como novas inspirações.
Sendo observados pelo Sol e o Planeta Terra cada ônibus espacial era tocado pela luz do Sol enquanto via sob as suas asas um lindo lugar azul e verde que estava presente nas suas formas especiais ao longe.
Enquanto o Planeta Terra seguia em rotação e translação mais módulos chegavam e calmamente era deixados com outros.
E dias bonitos nasciam com o Sol.
Enquanto outros voos levavam acima do céu pedaços de dedicação,concentração e satisfação.
Distante em uma unidade astronômica o Sol iluminava cada módulo e cada ônibus espacial.
Do outro lado a Lua mostrava uma outra fase.
Uma grande estrutura com painéis dourados energizados pela luz do Sol.
Luz solar como um poderoso impulso que brilhava sobre a quase terminada estação.
Com mais outros voos espaciais um bonito projeto foi terminado em 8 de julho de 2011.
Alguns anos entre voos e mais do que um amanhecer e anoitecer.
Uma grande estrutura para poder observar e estudar o Sol e a sua luz,o Planeta Terra e os seus movimentos e a Lua.
Sobre as muitas distinções dos exoplanetas.
As galáxias e as suas belezas.
E viagens para um outro planeta no Sistema Solar.
Um outro satélite natural,nebulosas,
constelações e outras milhares de estrelas.
Para a Estação Espacial Internacional cada nova descoberta seria algo único.
Em anotações e em fotografias para mais um entendimento da astronomia.
E até nos mais lindos sons vindos do universo a sua forma sentiria coisas puras atravessando os seus voos dourados.
Seria mais um motivo para continuar nessa maravilhosa jornada.
Flutuando sobre o Planeta Terra em uma grande velocidade.
Com os seus painéis impulsionandos pela luz solar.
E mais coisas sobre ciência e astronomia serão compreendidas.
Nos lados da Estação Espacial Internacional levitam memórias de coisas que estão no Planeta Terra.
De uma preciosa natureza e dos dias sobre ela.
Uma grande estrutura montada acima do Planeta Terra após tantos voos dos ônibus espaciais.
Com uma Lua feliz e um Sol radiante sobre ela.
Orbitando em alta velocidade como faz um planeta há milhares de anos.
Estação Espacial Internacional que contempla as manhãs virarem noites.
Muitas vezes foi assim e ainda será por muito tempo.
Sendo possível observar as coloridas auroras enquanto orbita um pequeno planeta.
Entre as auroras e as suas cores a luz do Sol se reencontra com movimentos que o Planeta Terra faz vindos de sua vida.
Acima do céu e contemplando as maravilhas do universo,uma estrutura voa entre o Planeta Terra e a Lua.
Vendo por anos-luz em suas janelas e algo dentro de si as estrelas que brilham na imensidão do universo.
Repleta de esperanças e sonhos uma estação voa sobre os seus sentimentos.
Em cada órbita que a Estação Espacial Internacional completa ao redor do Planeta Terra é como se estivesse contornando a sua forma imaginada.
Entre as manhãs e as noites que voltam sobre si os seus sentimentos estarão alinhados com um planeta que reflete em rotação e translação coisas sobre a sua natureza.
A sua outra vida.
Sobre os seus sonhos com o Sol e a Lua.
Que na Estação Espacial Internacional foram deixados para os outros voos sentimentais que ela ainda fará ao redor de um querido planeta.

Noruega: Como Um Floco De Neve,Até O Seu Inseparável Inverno.
















Existe uma vida que brotou entre montanhas cobertas de neve.
Nas grandes montanhas de gelo uma vida com os ventos frios foi se transformando nos dias que mudavam.
E que começou na estação de algum inverno há muito tempo atrás.
Como um lindo floco de neve com pontas frias e recortadas de uma forma natural.
Um grande floco de algum inverno que esteve naquelas montanhas caiu dos ventos frios.
Era uma gota de um lindo começo.
Em um inverno montanhoso e sentido.
Em muitos invernos atrás essas grandes montanhas tiveram as suas forças tocadas por nuvens brancas como cada inverno que passava sobre elas.
Como os ventos frios também faziam.
Após tantos invernos uma vida brotou daquele floco de neve.
Sobre o chão coberto pela cor do inverno essa vida foi crescendo nos dias frios que a acalentavam.
E do céu azul com nuvens brancas o Sol brilhava verdadeiramente como antes.
Aquecendo tantos invernos com a sua luz sobre aquelas montanhas e aquele floco que já havia desabrochado.
A sua luz de ternura fazia com que cada inverno se sentisse mais brilhante e grato.
Nas grandes montanhas de gelo mais ventos chegavam.
E aquele floco de neve,crescia.
Ao seu redor além do Sol e das montanhas havia o inverno.
Que era predominante no seu cair do céu,na sua cor e nos seus ventos conhecidos.
Nos ventos de cada inverno estava o tempo.
Que havia visto aquele floco de neve de outros invernos atrás.
Em cada inverno e em cada Sol o tempo passava.
Em cada montanha coberta por uma cor macia e fria o tempo também contava os ventos.
Em um frio que estava naquele lugar.
No céu,nas suas montanhas e nas suas águas.
Em cada inverno as suas águas desciam sob um gelo transparente e fino,ou branco e macio.
Águas que caíam do céu por cada montanha fria.
Ou de uma outra nascente repleta de ventos brancos.
Em cada inverno que recomeçava por aquele lugar.
Como um grande floco de neve de um passado frio no tempo até o seu florescer em um lugar escolhido para ser seu.
Com grandes montanhas e o céu azul com muitas nuvens.
Foi crescendo em cada montanha que via.
Foi se fortalecendo em cada vento que voltava.
A cada inverno que recomeçava quis parecer com eles.
Pois eram uma parte significativa da sua vida.
Era a outra beleza que vestia os seus jeitos.
Desde muitos invernos atrás.
De outros ventos gelados que haviam passado por lá.
E que deixaram as suas lembranças em cada montanha.
Assim como cada inverno que não se desfaz.
Do céu o Sol iluminava cada pedaço de neve.
Onde quer que eles estivessem.
E sentindo o Sol de um outro jeito cada inverno ficava compadecido com aquela cor amarela que queria ficar sobre cada um.
E sobre aquele já crescido floco de neve.
Do lugar que ele havia sido plantado por algum inverno passado e um pouco longe das montanhas que o rodeavam,vastas águas azuis e frias seguiam entre outras grandes montanhas.
Águas frias vindas distantes traziam mais gelo.
Traziam mais serenidade.
Por outros lugares cobertos de neve essas águas distantes e azuis seguiam o inverno.
Enquanto tantas montanhas a cercavam.
Vendo as suas águas frias e azuis seguirem os seus percusos.
Águas frias e com mais ventos vinham de outros lugares.
De algum mar e de outros dias.
Para aquele lugar coberto pela luz do Sol e ainda mais por tantos invernos.
E por um frio predominante e harmonioso.
Desde outros ventos frios de um passado no tempo.
De um inverno que esteve entre aquelas montanhas e deixou um floco um pouco diferente.
Um floco maior com outros ventos para que com mais invernos pudesse ficar.
Desabrochando em invernos de Sol.
Com o céu azul de nuvens e frio sobre a sua vida.
Como cada inverno é.
Até nas águas frias que vêm distante do seu lugar.
E descem entre montanhas cobertas de um inverno demorado que cobre a sua vida.
Desabrochada em invernos passados.
Uma linda vida agraciada por um inverno,por montanhas e por águas vindas distantes.
Do céu azul e do Sol a sua vida é iluminada em cada outro inverno.
Desde que era apenas um floco de neve e que em tantos ventos se transformou em uma vida bonita e branda.
Como cada inverno que recomeça na sua vida.

⁠⁠⁠⁠Soneto de Amar-te!

Amo-te, não como o céu ama as estrelas ou como o sol ama a lua. Mas, amo-te, como um eterno apaixonado que ama a sua amada;

Amo-te, não como um rio que sumiu no oceano. Mas, amo-te, como um rio que se adentrou nas profundezas do amor;

Amo-te, não como um viajante. Mas, como um passarinho que de tanto amar, jurou amor;

Amo-te dentro de uma imensidão de infinitas cores que se misturou e produziram o teu aroma e sabor.⁠

⁠“⁠Suas curvas são como as curvas de um rio composto de águas serenas, mas que ao ser tocada provoca calafrios e arrepios...
Seu olhar é um olhar de menina e ao mesmo tempo de uma mulher. Olhar doce, sereno e macio, misturado a um olhar firme e forte de quem sabe o que quer. Olhares que se misturam e formam uma menina-mulher, que quer ser amada e tocada. Tocada na alma e não apenas em seu corpo...
Seu aroma é como o aroma de um café saindo na manhã de um domingo chuvoso, aroma que penetra os poros e que arranca suspiros...
Como és linda. Dona das mais lindas curvas e do olhar mais firme e doce que os meus olhos já viram, como não te amar e não te enamorar?
Ah se tu soubesses o quanto eu te enamoro, me deixaria beija-lá até despir a tua alma.”

Bom dia! Que nosso dia seja protegido de tudo aquilo que não enxergamos, mas que sentimos como energias densas. Amém!

Deus teria deixado um manual. A Bíblia. Não como um livro de frases motivacionais ou promessas fáceis, mas como um mapa de funcionamento da condição humana. Um texto que expõe padrões, consequências, limites. Um manual que muita gente carrega sem ler e muita gente lê sem aplicar. E, segundo essa lógica, Deus ainda teria feito algo mais radical. Entrou no próprio jogo. Vestiu um corpo humano. Experimentou fome, cansaço, rejeição, medo. E jogou diante de todos. Esse humano foi Jesus.


Isso muda a leitura da existência. Porque se o próprio criador entrou no jogo e também teve um fim, então o fim não é falha do sistema. É parte dele. O problema não é morrer. O problema é viver como se não fosse morrer. O problema é adiar decisões essenciais achando que haverá tempo. O problema é gastar energia tentando construir uma imagem eterna dentro de um corpo provisório.


Você, homem ou mulher, não escapa dessa matemática. Não importa o quanto produza, o quanto acumule, o quanto seja amado ou odiado. O seu tempo aqui é finito. E isso não deveria gerar desespero, mas foco. A clareza de que cada dia é uma página que não volta a ficar em branco. Você escreve com ação ou com ausência. Ambos contam.


Quando você entende que ninguém além de um círculo muito restrito lembrará de você, algo interessante acontece. A necessidade de provar valor para o mundo começa a perder força. A pergunta muda. Deixa de ser como serei lembrado e passa a ser como estou vivendo agora. Não para aplauso futuro, mas para coerência presente.


Jesus não construiu legado no sentido comum. Ele não trabalhou para ser lembrado. Ele viveu aquilo que acreditava ser verdadeiro, mesmo sabendo que isso o levaria ao fim. E talvez seja aí que esteja o ponto mais desconfortável da história. A ideia de que o sentido não está em durar, mas em alinhar. Não está em permanecer, mas em atravessar com integridade.


Você vive em uma época obcecada por visibilidade. Likes, registros, arquivos, perfis. Tudo precisa ser documentado, compartilhado, validado. Como se o esquecimento fosse a maior tragédia possível. Mas o esquecimento é o destino padrão. O esforço para ser lembrado muitas vezes serve apenas para evitar a pergunta mais incômoda. Estou vivendo de acordo com aquilo que digo acreditar?


O fim chega para todos. Para o anônimo e para o reverenciado. Para o justo e para o injusto. Para quem construiu impérios e para quem mal conseguiu sobreviver. A diferença não está no fim, mas no percurso. E não no percurso externo, mas no interno. No modo como você lida com o tempo que recebeu.


Se Deus criou o jogo, o manual não promete vitória fácil. Promete sentido. Promete direção. Promete que viver com consciência custa, mas viver sem ela custa mais. Jesus não escapou do fim. Ele atravessou o fim. E isso redefine o valor da sua própria travessia.


Você não controla quanto tempo tem. Controla apenas como ocupa o tempo que passa. E isso não exige heroísmo histórico. Exige lucidez cotidiana. Exige parar de viver como se tudo fosse ensaio. Não é. É ato único. Sem replay.


Quando você entende que até o perfeito teve um final, você para de exigir eternidade de si mesmo. Para de adiar vida em nome de uma promessa futura que talvez nunca chegue. Começa a viver com mais presença, menos ilusão, menos teatro.


O fim chega para todos. E justamente por isso, cada escolha importa mais do que parece.

Quem dá asas aos sonhos, fica leve como borboleta e voa para onde quiser.

como não se sentir culpado se a culpa parece ter criado raízes dentro de você, como se cada pensamento carregasse um peso, como se existir já fosse, por si só, um erro difícil de justificar… como não erguer muralhas se toda vez que você tentou abrir o peito, algo te atravessou, algo ficou, algo que te ensinou que sentir demais custa caro demais, e então você levanta paredes, não porque quer se afastar, mas porque já não sabe mais como não se proteger… e como conviver com esse vazio, esse espaço oco que não importa o que você faça, não preenche, um silêncio interno que grita, que ecoa, que te lembra o tempo todo que falta algo, ou pior, que talvez falte você mesmo dentro de você… esse sentimento de ser um peso, de ocupar espaço demais e ao mesmo tempo não significar o suficiente, de olhar ao redor e achar que tudo funcionaria melhor se você fosse menos, falasse menos, sentisse menos… existisse menos… de não ser o suficiente, nunca, como se você estivesse sempre devendo algo que nem sabe o que é, como se todo esforço chegasse atrasado, incompleto, falho… de mais atrapalhar do que ajudar, como se sua presença fosse um erro em andamento, como se, por mais que tente, tudo que você toca carregasse um pouco do seu caos junto… de querer amar profundamente, mas nunca conseguir se sentir amado de volta, como se existisse um bloqueio invisível, como se o amor até chegasse perto, mas nunca conseguisse entrar, ou pior, como se você não soubesse mais reconhecer quando ele está ali… e então fica essa contradição sufocante: um coração que ainda quer dar tudo, preso dentro de alguém que já não acredita que merece receber… como viver com um coração quebrado, quando cada batida parece irregular, cansada, sem direção, quando amar virou dor, lembrar virou dor, existir virou dor… e uma mente perdida, que não descansa, que não silencia, que te leva sempre pro mesmo lugar escuro, um labirinto onde cada saída parece falsa, onde cada esperança dura pouco demais… e no meio disso tudo você ainda está aqui, e isso não parece vitória, não parece força, não parece nada além de cansaço…

⁠A velocidade é decorrente da pressa, assim como a chegada é o ponto inicial para a partida.

''Na essência somos energia
E como tal nos eternizaremos,
Se teremos tristeza ou alegria
Isso definimos todo dia
Dependendo da forma que vivemos''.

Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.

UM CONTO ITALIANO🇮🇹



As colinas da Toscana ondulavam sob a luz prateada da lua, como um mar silencioso de vinhedos. O ar tinha cheiro de alecrim e uvas maduras quando Giulia, filha de viticultores, atravessou o campo carregando um pequeno caderno de couro preso ao peito.


O caderno não era dela. Era do avô, morto há poucos meses — o homem que guardava segredos tão antigos quanto as oliveiras que cercavam a casa da família.


Giulia só o encontrara naquela tarde, escondido dentro de uma gaveta trancada.


Quando chegou ao topo da colina, avistou Marco, o restaurador de igrejas que trabalhava na vila vizinha. Ele estava sentado no muro de pedra, observando o brilho da lua sobre os vinhedos.


— Non riesci a dormire? — perguntou ele.


Giulia respirou fundo e mostrou o caderno.
— Encontrei isto… e acho que há algo aqui que meu avô queria que eu descobrisse.


Marco se aproximou, curioso. Giulia abriu o caderno e revelou um desenho: um mapa simples, feito a carvão, marcando um ponto entre duas fileiras de cipestres. Ao lado, havia apenas uma frase:
“A verdade floresce apenas à luz da lua.”


Intrigados, caminharam até o local indicado. Quando chegaram, perceberam que o chão estava mais solto ali, como se alguém tivesse cavado recentemente.


Marco ajoelhou-se e removeu a terra, descobrindo uma caixa de madeira antiga. Giulia abriu com as mãos trêmulas.


Dentro havia cartas — dezenas delas — escritas pela avó de Giulia para um homem cujo nome ela nunca ouvira antes: Alessandro.


Em cada carta, uma história de amor proibido.
Em cada frase, a dor de ter escolhido um casamento arranjado em vez do homem que realmente amava.


Giulia engoliu seco.
— Minha avó… ela nunca falou disso.


Marco colocou a mão no ombro dela.
— Talvez ela tenha querido que você soubesse agora. Para entender que a vida é curta demais para esconder sentimentos.


Giulia levantou o rosto na direção da lua. As colinas pareciam sussurrar histórias antigas.


Ela olhou para Marco, percebendo naquele instante algo que tentava ignorar há meses:
os sentimentos que cresciam entre eles, silenciosos como as noites toscanas.


Marco sorriu, suave.
— La luna custodisce segreti… ma rivela anche ciò che conta davvero.


E ali, sob o luar da Toscana, enquanto as cartas antigas balançavam ao vento, um novo segredo começou a nascer — não para ser escondido, mas para ser vivido.

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"A alegria e a felicidade parecem ser tipos de loucura, algo como insanidades salutares,no jardim das almas insanas, a Terra"

Mulher, é como uma flor. Cuide.