Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
O seu beijo
Faz mas estrago que o bater do compasso
Eu admiro o seu olhar por que me perco Nesses seus traços...
- enzo santos
O objetivo da vida é sempre ter um objetivo para viver sem desprezar Deus ou outrem. Se eu alcançar algum objetivo, procurarei imediatamente um outro objetivo para não ficar tediado e odiar a vida
Nesta estrada que eu chamo de vida, já esbocei alguns sorrisos, de mãos dadas estive com a felicidade e flertei com o amor.
Agora esta estrada me leva a outros lugares...
Caminhos tristes com dor e lagrimas...
Pessoas me ferindo sobre as mesmas feridas que me sangram e dói... Não Há Deus na dor..
Hoje carrego a minha cruz, e sozinho sinto as lanças que me ferem com prazer...
Dei meu carinho e desprezo ganhei...
Dei meu riso e me fizeram chorar...
Fui verdade e me retribuíram com a mentira...
E com fidelidade servi... mas o gosto da traição me fizeram sentir...
Eu amei e me odiaram...
Para aqueles que pensam que é só de batalhas que se vive a vida, eu discordo plenamente, pois a vida para mim é feita também de ilusões e de sonhos impossíveis de se realizar, pois é justamente devido a esses sonhos impossíveis e estas ilusões tão desejadas que a vida se torna tão prazerosa e explicitamente bem vivida.
PROBLEMA: escondo ou enfrento?
Há duas maneiras de tratar o problema, ou eu procuro conhecer ou esconder.
Problema é quando algo sai diferente do esperado.
Na vida, isso acontece a todo momento, pois não temos domínio das circunstâncias que nos envolvem.
Por isso é sempre melhor procurar conhecer, pois estaremos com possibilidade de melhorar e crescer; já escondendo, ficaremos no mesmo lugar.
Eu não sou vítima e você também não. A vida é dura, de dores físicas e psíquicas, mas é só uma questão de tempo pra tudo se ajeitar. Tenhamos fé, pois a felicidade chega pra quem acredita nela.
04/06/2018
A vida pode ser mais leve.
Mais lúdica.
Se eu não brincasse, enlouqueceria.
Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto.
Passo longe desse freezer.
Quero o calor da vida.
Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar.
Quero alguma inocência que não seja maculada.
Quero descobrir coisas que não suspeito existirem e,
que para minha surpresa, têm significado para o meu coração.
Adulta, quero caminhar de mãos dadas, vida afora,
com a criança que me habita: curiosa, arteira, espontânea.
( Ana Jácomo)
Confusão paralela.
Vontade de gritar ao vento, que está tudo errado.
Talvez eu seja diferente, talvez eu seja louco, talvez eu seja simplesmente nada.
O meu eu, briga constantemente comigo mesmo.
E não vejo nenhuma vantagem nisso.
Muitas perguntas sem respostas me cercam.
E muitas respostas sem perguntas.
Em que? No que? Em quem? Em qual? Porque?
Acreditar ou permanecer a dúvida?
Meu medo se torna o escudo da felicidade.
Observar em silêncio os atos, os fatos, pois assim, que faz o sábio, pois sabe o peso e o poder das palavras atoas jogadas ao vento.
(Jeffyn)
SOBREVIVENDO
E mais uma vez lá vem mudanças.. muda aqui muda ali.. e eu no meio da mudança feito um bibelô de enfeite da sala..um pinguim de geladeira.
Só quero saber onde isso tudo vai dar.. e se vai caber meus sonhos dentro da mochila.. um dia tudo isso acaba, e.. uma coisa tenho certeza, Deus está comigo.. e estando com Ele , não preciso ser nada, pois Ele é tudo que preciso antes de qualquer coisa, antes de qualquer plano, antes das minhas vontades e vaidades.
#FlaviaLeticia
"Enquanto eu vivia de forma automática, em função da vida automática, o tempo passava e eu não me dava conta do tempo do tempo.... E o tempo passou, e a vida aos poucos se desautomatizou. O que sobrou? Um pouco mais de mim".
Entremundos
Quando entro no seu mundo, eu gosto de prestar atenção. Ouvir cada detalhe e ver a sua expressão.
O que faz o seu olho brilhar? O que te faz baixar o olhar?
Eu não quero a síntese. Eu quero todo o enredo: qual o reflexo de cada momento?
Me mostre, eu quero ver. Melhor, eu quero ouvir. Me deixe descobrir qual é a SUA palavra. Sim, aquela que você sempre usa quando está muito feliz. O que faz seu corpo fluir?
Percorra lugares, caminhe até o cais. Fale onde a maré nos afoga. No silêncio, prometo não perguntar mais. Divido a minha corda. Segure a minha mão, me levanta desse chão.
Sorrio onde a luz é plena. Contorne um a um os meus espinhos. Te juro não desistir na subida. Na descida, perdoe meus tropeços. Sim, estamos sozinhos no escuro. Eu tenho uma vela. Podemos acendê-la. Que tal uma fogueira?
Me leve pro seu melhor lugar. Me deixe participar.
Fale sobre o cheiro, o som e as cores. Viu? Te trago flores.
Entre aromas e sabores, agradeço a viagem entremundos.
Mesmo que, às vezes, mudo. Ainda que um pouco surdo. Talvez cego por segundos. Todos temos nossos vultos, sombras e sussuros.
Está bem. Explorar mundos pode ser inseguro. Prometo respeitar o tempo da visita. Me disponho a retribuir a visita. JEscolhe aí: um vinho ou uma pizza.
Me despeço em bom tempo. Enaltecermos a saída. Lembre, despedida é convite.
Saio de mansinho, te solto com carinho. Um dedo de cada vez. Até que nossas mãos se soltem de uma vez.
Pela primeira vez, eu olho para trás.
Até mais.
www.surrealizacion.com
É bem nítido meu desinteresse. e quer saber? Eu me sinto bem em não estar apaixonado ou feliz com o mundo, não é que eu queira muito, e sim que isso tudo não condiz com o que se passa aqui dentro.
Eu vim do surburbio
O motivo eu não sei
Mas foi lá que eu aprendi viver um dia de cada vez
Eu cresci com muito choro e lagrimas de dor
O dia se resumia em sofrimento ou pequenos goles de amor
Cada dia era um sonho, e cada sonho uma esperança
Dormia toda noite querendo esquecer essas lembranças.
Minha mãe não sabia o que eu ia ser quando crescer
Ela queria que fosse engenheiro, mas eu não queria escolher
Todo mundo pois fé em mim, eu pensei que eu ia falhar
Não ligava para nada porque não sabia como ia terminar
Quando descobri que ia ser dificil, foi muito tarde pra melhorar
Mesmo com pouco tempo eu lutei pra não parar
Eu não pude ser engenheiro mas conseguir ser escritor
E no bairro simples que vivi, o surburbio me formou
De todos os sonhos que eu tive, pelo menos um se realizou.
Eu entendo a plenitude, considero inclusive a linearidade das sensações de uma beleza irreparável, algo que de fato não se deve contestar, mas em mim isso segue oscilante demais. Momentos de uma felicidade inegável, de uma luminosidade tocante, como a observação de gente amada reunida, por exemplo, em contrapartida fases de incessante falta de sensações, sem cor, com a palidez desaforada de um triste azulejo branco encrustado na parede de um corredor de hospital.
Não entendo a felicidade constante, não entendo essa ode ao ser feliz o tempo inteiro, quase que como obrigação. Sou cercado de esquinas onde a vida se torna intolerável e isso não se deve ao fato de um olhar pessimista, eu sei olhar ao meu redor e contar todas as minhas bênçãos. Acredito que essa rejeição expectante, que essa intolerância viva venha justamente de tudo o que nos envolve e que pérfido dolorido ou nulo.
Sentir-se infeliz, entristecer-se, passar por uma fase em que a vida se torna intolerável também faz parte da completude que é existir, é no contraste que aprendemos a reconhecer nossas graças, é na intolerância pelo que é atual, por todo o cenário desastroso em que vivemos que aprendemos a reconhecer o que abre a nossa ferida interna.
Quando a vida fica intolerável é justamente quando ela se aprofunda, quando ela invoca a reflexão, quando toca a consciência, quando aflora nossas questões internas. Quando a vida fica intolerável é justamente quando aprendemos sobre nós mesmos, quando administramos a própria solidão, quando identificamos relações debilitantes.
Felicidade é a superfície, é quando o mar perde a profundidade e termina em uma coisa bonita e mansa que chamamos de praia, felicidade é rasa, é a bolha do conforto que criamos a nossa volta, é o que não nos permite ver além da própria felicidade. Felicidade é bonita, é necessária, mas não abre brechas para grandes reflexões.
Por outro lado, o intolerável da vida é quando o mar se aprofunda, é onde o sol não bate, é quando poucos nos suportam, é na negação das profundezas que fazemos bobas entregas superficiais, é na negação do intolerável e do difícil da vida que surgem as relações por conveniência a aceitação da comodidade em detrimento do que se é, os relacionamentos por medo de estar só. É na negação do intolerável da vida que a gente cria artifícios de felicidade momentânea, que alguns se entregam a vícios e às relações descartáveis.
Em contraponto a essa negação eu aprendi a reconhecer que tudo bem se eu for um pouco triste, que faz parte eu zelar pela vida quando esta se torna intolerável, que aplacar dores particulares faz parte da beleza e da completude que é estar aqui, que repensar sobre o meu caminho é o que me leva além e que a contrapartida é uma felicidade consciente, que vem e que sempre virá quando eu souber conhecê-la, ao invés de ficar perseguindo-a com tudo que for superficial demais.
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