Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio

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Ultimamente
Eu tenho alimentado a alma
Somente com sementes
Sementes de calma
Enquanto a calma
Tem andado tão ausente
Não há coração que agüente
Essa ausência tão cortante
Pois não encontra
Aquela calma, tão querida
Tão bem-quista e desejada
Não há nada
Nada pra espantar
Tamanha tristeza
Nada na vida compensa
Conviver
Com a ausência da calma
A falta daquela presença
Que um dia
Alimentava minh'alma
de tanta alegria
A alma revira ao avesso
A cabeça não pensa
Não existe preço
Não existe nada
Existe somente essa ausência
Uma ausência sofrida
Que faz duvidar
Se vale mesmo a pena
Viver essa vida
Repleta
Completamente abarrotada
de ausência
E mais nada.

Edson Ricardo Paiva,

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me apresso
Me apresso...e nessa pressa
vejo passar lentamente
diante dos olhos fechados
Tantas respostas
E outras tantas perguntas mais
Que não pensei que existiam
Percebo que eu vivia
deixando a vida de lado
Para vivê-la outro dia
Hoje eu sinto pressa
Tento entender
Segredos inconfessos
Que monstrei no primeiro instante
Alguns eu falei pra Deus
Antes
Que meus olhos os vissem
E pedi que não permitisse
Que tais coisas acontecessem
Não compreendi, ainda
O motivo de o Universo
Fazer segredos comigo
Quando eu sei
Não querer sabê-los
E outros tantos
Que apesar de tantos apelos
Não dá pra reconhecer-lhes
Origens e circunstâncias
Tento manter a isenção
Finjo nem ser comigo
Olho à distância
E vejo alguém, talvez um anjo
Rompendo selos
Simplesmente desvendando
bem diante
da minha mente de homem simples
E na minha simplicidade
Me apresso a confessar
Outros tantos medos
Meço as distâncias
Tento tantos saltos
Me engano,
Sofro quedas
Que a vida traz:
O tempo até elas me leva
E me faz caí-las
Sem dó, não se apieda
Me apresso em me reerguer
Uma vez de pé
Tenho pressa em não saber
O motivo pelo qual me apresso
E enquanto isso a vida passa
E me faz esquecer e desconhecer
Se existe ou não
Algum compromisso a cumprir
E tudo isso acontece
Num único instante
Que parece
Ser apenas desimportante
Pena
Que o pensamento constante
Se apresse em ocultá-los
Antes mesmo de entender-lhes.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
Eu pensei que sabia
Tanta coisa
Que hoje eu sei que não sei
Pode até parecer
Que não haja diferença alguma
Mas quando a gente sabe
Que não sabe
Aquilo que sabe não saber
de certa forma
Os nossos olhos se abrem
Pra uma visão mais profunda
Uma segunda opinião
Inunda o coração de certezas
Aclaram-se as incertezas
Pois não há como por-se à distância
de tanta coisa que se ignora
Agora
Reconheço a importância
de saber
Acerca da ignorância que me cerca
Reconheço
Que desconheço as palavras certas
Que elucidam essas dúvidas mudas
E muda o jeito de pensar e aprender
As coisas que se sabe não saber
Nem sempre
O importante é saber o certo
Antes reconhecer
O jeito errado
De quem pensava
Possuir um certo saber
Que absolutamente lhe pertencia
Pois agora eu me sinto mais perto
de algo que não possui nada de igual
Àquele deserto no qual vivia
Certo de não saber
Tanta coisa que um dia
Eu pensei que sabia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje
Tudo que eu queria
Era amanhecer o dia
Olhar ao lado
E te ver dormindo
Meu Deus
Meu dia seria lindo!
Hoje
Eu queria tanto
Escrever poesia
Olhar pra lado
E te ver sorrindo
Todos os meus sorrisos
seriam por ver
Teus olhos brilhantes
Hoje
Tudo que eu queria
Era deitar ao teu lado na rede
e dizer que preciso
pra sempre do teu olhar
...e só isso
Paz e simplicidade
e amor
e amizade
Cumprir o compromisso
E provar ao longo da vida
que de tudo que um dia eu disse
Nenhuma palavra foi esquecida,

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Ruas
Caminhos por onde passei
Lugares
Tristes e alegres lugares
Onde eu vivi
Momentos iguais
Ruas por onde passei
Locais
Onde sei que não sei voltar
Mas sei
Sei que não verei nunca mais
Aquelas ruas
Não me lembro de todas
Alguma esqueci
Uma ou duas, quem sabe
Não me cabe
Sentir tamanha saudade
Nem sei por quê choro
Melhor seria voltar pra casa
Anoitece, talvez esse Céu desabe
E então eu me lembro
Que já faz alguns dezembros
Que moro na rua.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Uma brisa mais leve
Um breve pensamento
E talvez eu me lembre
Onde foi que perdeu-se o brinquedo
Da criança que um dia eu fui
Mas o tempo prossegue fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças tristes
Quando a fruta apodrece
A semente germina
E assim que termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Vai representar ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Porém se não o fizer
Morrerá sem descobrir
Por que as coisas estão
Aqui e ali
E mesmo assim
Todos prosseguimos caminhando
A caminho de um fim
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente represente um nada
Creio
Que talvez seja difícil agora
Compreender a tudo isso
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Que seja pouco mais que nada
A paz tão procurada
E aquele brinquedo perdido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo, com toda certeza permanece
Escondido nas dobras do tempo
E o tempo jamais se esquece
Portanto
Se de fato nada existe
Pense que isto traz a conclusão
da impossibilidade
de realmente inexistirem
Afinal, você pensa
E é nisto que tudo consiste
E, se tristeza não há, então
Nada pode ser assim... tão triste

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando eu me vejo perdido
Acordo esquecido e descubro
Que despertei justamente no momento
Que os sonhos talvez revelassem
O dobro de passos acertados
Eu ouço o ponto de vista das paredes
Espero a voz da chuva
A cada dia uma coisa nova
A cada tarde a mesma coisa
De vez em quando eu me lembro
de um outubro esquecido
E percebo quanto tempo foi perdido
E sei que não sei
Tanta coisa que sabe Deus
Um dia eu pensei ter sabido

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu hoje acordei mais tarde
Pra falar a verdade
Não sei dizer se eu dormi
E enquanto aqui
Tranquei-me em meu escuro
Apagado em mim mesmo
Sem sentido ou ressentimento
Me anulo
Pensando em palavras bonitas
Que agora não coadunam
Porquanto jamais foram ditas
Nesse instante eu concluo
Que o ouro, em certas horas
Acaba por ser o mais importante
Mas verdade
Isso
Se diz...ou não
Promessas se perde de vista
Coração, se comove ou magoa
Riquezas se acumula
Mas amor ...
Amor se conquista
Uma vez conquistado, se preserva
Pra preservar se respeita
Amor desleal
Pé descalço deslizando em lamaçal
despedaçar joia rara
não ouvir som de lira
Fazer em cacos cristal
Tem coisas na vida
Que transformam beleza em coisa
E enquanto coisa
Torna-se a tudo mais um
Na vala comum
Um mais um não tem diferença
Apesar de tudo que se pensa
Foi-se a graça, não faz mal
Não passa de coisa igual
.
Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me vejo pensando
Que coisa mais desprezível
Ter nascido na condição Humana
Raça sem jeito
Se olhar direito
Dificilmente alguém se salva
Mas estão todos certos
Nos seus tortos argumentos
Praticamente perfeitos
Se lhes damos ouvidos
Em suas teses e pontos de vista
É uma conquista pessoal
Pra nós mesmos
Qualidades que vão ao longe
dá até pra perdê-las de vista
Pessoas tão desprendidas
Abrem mão de tudo
O tempo todo
Pra logo em seguida
Abarcar a tudo que é seu por direito
E um pouco mais
Usando os dois braços
E mais aquela mão, que estava aberta
Certos das suas convicções
Que quase me convencem
Pois a sua razão
É sempre a razão mais certa
Sabem sempre de tudo
Sempre sabem onde vão
Cobertos de razão
Imbuídos de certeza
Pobre gente
Eternamente perdida!

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu olho pro mundo e penso
No quanto me sinto propenso
A não ver
Muita coisa que me alegre
Tempos tristes
Gente sem graça, mérito e nem talento
Tento entregar às estrelas
Todo o crédito dos meus olhares
Milhares de brilhos
Crias de Deus
Emanando alegrias aos pares
Purpurinas com as quais
O Nosso Grande Criador
Põe beleza no espaço
Em nosso derredor
Nos ensinando em silêncio
Que por menos maus um dia sejamos
Jamais faremos nada igual
nem perto de parecido
Me sinto perdido
Nesse pequeno pedaço
de espaço esquecido, em meio ao nada
Satisfeito
e ao mesmo tempo triste
Por saber que existe
Um número imensurárel de quasares,
Incontáveis bilhões de Pulsares emersos
Em um imenso Oceano de Estrelas
Todas elas pra lá de belas
Porquanto inversamente
Permanecem simples e singelas
Quais divinas aquarelas
Retratadas lá no Céu
Antes de fechar minha janela
Eu penso
Que em tamanho e infinitude
Três grandezas serão comparáveis:
A Perfeição do Deus,
Em sua explicação silenciosa
A Beleza do Universo
Justificando a razão de o ser
E a estupidez Humana
Sem razão e nem porquê.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Anoitece outra vez
Acaba mês, começa dia
Se eu conhecesse a verdade
Contava pra todo mundo
O valor de cada segundo corrente
Existente roda do tempo
Onde cada momento
Representa a uma ínfima engrenagem
Um fragmento de fração
Eu penso em nem pensar, mas penso
No silêncio do relógio, que tiquetaqueia
Permeando o bojo da vida
Fortalecendo o fraquejar da vontade
Que eu sei, haverão de ecoar
Por toda uma eternidade
Perdidas, irremediavelmente perdidas
Por detrás do vidro convexo
Que expõe pra todos nós
E ao mesmo tempo nos afasta
Dessa relógio gigante, chamado Universo.
Impedindo-nos de tocar nos ponteiros
E parar, nem que fosse por um único instante
O tempo que se vai ...e nos arrasta
Pra algum lugar muito além
de qualquer coisa que talvez
Alguém pense em chamar de fim
E enquanto isso
Amanhece outra vez.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eis que eu aqui
Calado, esquecido
Perdido e desarvorado
Eis que eu
Escondido às sombras
Nas penumbras do passado
do qual eu me escondia
Sem nem saber
Que o presente também sabia
Brincar de pique-esconde
E mais do que todo mundo
Sabe onde procurar
Por certo
Apesar de distante
Diante dos resultados
Agora a gente também sabe
Que ele esteve sempre perto
Pois
Perante a rapidez da vida
Não havia como estar tão longe
ou se esconder
da hora de ir embora
quando a mãe chamar
Só agora a gente vê
A inútil futilidade
do lugar onde se esconde
Eis-me aqui.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me lembro
Que quando em criança
Eu morei pertinho
de um pé de pitanga
Eu olho que passou-se
A vida inteira
Mas o cheiro das folhas fica
Se Deus nos fizesse alados
Quem sabe a gente não sofresse tanto
E se Deus nos quisesse atrelados à terra
Teria nos dado raízes
Assim, de certa forma, estariamos bem mais felizes
Mas quis Deus nos dar pensamento
Qualidade irracional
que nos dota de um medo
Medo da mentira e da verdade
E então Deus nos viu
Inventar a pedrada
Criar o machado e fazer a gaiola
Pra depois usar em nós mesmos
Se olhar direito
O resumo da vida é isso
e mais nada
Hoje eu vejo
Passarinho e a pitangueira
Bem mais contentes que nós,
De alguma maneira compreendem
Que a vida é algo mais além
Mas aquilo que eles sabem
Ninguém nunca vai saber
A coisa engraçada da simplicidade
É exatamente perceber
O quanto ela pode ser complicada
Me resta a esperança
de um dia acordar
Novamente criança
E voar como um passarinho
Pro ninho da pitangueira
Sem medo de pedrada
Que não há de importar em nada
E ser feliz por toda uma vida

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pensamento
Eu pego uma porção
Do silêncio que me acaricia
Divido em pequenos momentos
Escolho a parte mais bonita
E depois eu a guardo
No mesmo lugar, onde durante uma vida
Eu sempre procurei guardar
Um sorriso reservado
Pra tantas alegrias sinceras
Que ainda estão ali, guardadas
Divididas
Entre um e outro pensamento
Embrulhadas em porções
de pequenos momentos
À espera do esquecimento
Visitadas amiúde
Tão somente
Pelo som desse silêncio
Que tristemente me acaricia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

No som do silêncio
Eu ouço o ruído
das coisas que penso
Muita coisa faz sentido
Outras apenas se sente
E tanto se sente
Que o corpo fica dormente
O som do silêncio
Se torna um zunido
Uma coisa constante
Como as coisas que penso
E se penso tanto agora
Talvez seja porque não pensei
Quando era hora
A hora voa
Flutua no som do silêncio
Talvez a vida não seja boa
O mente atordoa e se esquece
Talvez de cansaço
Talvez seja entrega
Tarde demais pra pensar na vida
Ouvindo cada vez mais longe
O ruído das coisas distantes
Que mereciam ter sido esquecidas
Adormeço ao som do silêncio.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Veja sim
O Mal em mim
Pés que pisam em flores
Porém
Outros pés
Pisam sementes
Eu ouço a tudo calado
O Mal, por demais ocupado
Lançando fora os pomos colhidos
Chega a ser tão triste
A mesma história repetida
Desencontros marcados
Aquilo que queria
Sem saber que queria
A terra, o Sol, as sementes
Os pés que as pisaram
Hoje, olhei pro Céu
O Sol ainda arde
Hoje, lembrei de palavras
Há muito esquecidas
Ainda guardadas
Nada vai mudar tua decisão
Então
Não pense no mal que há em mim
Olhe pra dentro
E assim
Pés, sementes, tempo, vida
Hoje o Sol ainda arde
Agora é outro dia
O tempo que não se viu
Nem se quis o que se queria
Longe vai
A vida passou
O Sol se põe
Tarde
Agora é tarde.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Bastava-me bem pouco
Estava eu pensando
Que tanto sonhei
E tanto fiz pra conseguir
Agora eu compreendo
Que com muito pouco se vive
E com bem menos ainda
Era provável ser feliz
Hoje fez uma tarde tão linda
Mas a vida já passou
Vai longe
Bastava-me bem pouco
A loucura do mundo negou
Por medo, vaidade
Por amor às próprias verdades
À guisa de insanidade
À cata do que não precisa
Creio que nunca saberemos
Viveremos sempre sós e todos juntos
Morreremos, pois a vida mata
Pra num último momento perceber
Que fomos todos loucos
Pois só possuíamos
O tempo que passou
Dizem que somente nessa hora
Percebemos
Que bastava-nos bem pouco
Do pouco que nós quisemos
Nunca tivemos
E jamais teremos.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Agora
Estou tão distante
De onde eu queria estar
Eu sinto sede
E o meu coração chora
Quando eu tenho você ao meu lado
Qualquer lugar é bom
Eu vejo anjos na noite
Eu colho estrelas no Céu
Escolho até as mais bonitas
Deus sabe o quanto eu queria
Transformar a todas elas
Nas poesias que escrevo
Em todas as poesias
Que eu fiz
Eu queria tanto ter sido feliz
Agora
Eu estou só e distante
E meu coração sente saudade
Pois você era estrela em meu céu
E foi um anjo na minha vida
Perdida
De tanto querer
Eu não soube escrever
A Poesia correta
Que exprimisse da maneira mais concreta
A tudo que eu quis dizer
E disse
Eu queria tanto
Que você soubesse agora
Talvez até que pudesse me ver
E saber
O quanto meu coração chora
E se ele chora
É por você.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Impossível dizer
Se foi difícil chegar até aqui
Eu fiz tudo do jeito que era preciso
Até não precisarem mais de mim
Então, de repente
Eu olhei e me vi
Percebi um pássaro sem nome
Cantando uma canção antiga
Um cântaro sem água
Uma toalha de mesa
Desenhada de morangos
Uma longa estrada, que ficou pra trás
Meus passos apagados pelo vento
A cada novo passo
Um telhado, uma casa, um passado
O pássaro bateu as asas
Levando consigo
Aquela bela canção
Tão estranha, tão antiga
Não há tarde, não há festa, não há dança
Um desnível na calçada
Uma queda por distração
Impossível dizer
Se foi difícil chegar aqui
Também não há quem ouvir
Além do som da leve brisa
Entrando pelas frestas do telhado
Melhor deixar de lado
Não precisa.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu sob a nuvem
A nuvem sob o Sol
E o Sol, num Céu que não tem fim
Mas, se existisse mesmo a infinitude
Qual seria a razão
Dessas simples existências
Eu, a nuvem, Sol e Céu
Juntos, nesse mágico momento
Que há de ser mais um, entre muitos
Qual de nós tem mais motivo
Pra estar vivo
Amanhã ou depois?
Pode ser que nenhum
Ou um
Talvez dois
Pequeno pedaço de espaço
Curto traço sem chão
Nem feio e nem bonito
Estranhamente finito
Perante tamanha amplidão.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva