Eu Amo Minha Família

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Eu sinto saudade sabe? Sinto saudade da comida da minha mãe. De quando eu ficava doente, e de cinco em cinco segundos, ela perguntava se eu estava melhor. Sinto saudade sabe? Das minhas reclamações intermináveis quando ela me pedia algo...Mas depois de fazer sentir a sensação de dever cumprido. De perguntar se era pra lavar o cabelo... Sinto saudade sabe? Sinto saudade dela criticar; meu jeito de falar, minhas manias estranhas, minha bagunça, meu esmalte preto...Sinto saudade sabe? De chegar em casa tarde da noite e, ela estar acordada me esperando... Dela me fazer almoçar e jantar no mesmo horário todos os dias, do ''tô indo mãe tchau'' e também do ''vai com Deus''. É que eu sinto saudade, sabe?

Você não é linda. Linda é sua mãe, que gerou a ternura. Você é maravilhosa, ultrapassa a estética, sua alma transparece.

Mãe Adotiva, Presente de Deus

Mamãe,
Você chegou assim tão de repente.
Tantas dores eu passei

Mas no fundo eu sabia que havia um porto seguro para mim
Consegui amortecer o meu passado em seus braços seguros, eternos e com suas doces palavras que me libertaram da dores que por muito tempo eu senti.

Aprendi a entender que você é uma das poucas pessoas que é capaz de me tornar-me muito feliz e como eu precisava disso!!

Parei de falar com a noite vazia e comecei a falar palavras guardadas dentro do meu coração que por bastante tempo me machucaram.

Hoje tenho você; tenho o sol, a lua as estrelas, o céu e o infinito, tenho o que mais precisava o AMOR.
Obrigada. Você e o papai fizeram renascer em mim a VIDA.

Me mostraram o que é felicidade paz e me ensinaram andar sem ter medo.

Quando uma mãe perde um filho, todas as mães perdem um pouco também...

Paulo Gustavo

Nota: Trecho do filme "Minha Mãe é Uma Peça".

Mãe...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do céu
E apenas menor que Deus

Amor de Mãe

Simples, exato, incomparável, inenarrável, incondicional, imensurável, e o único que atravessa as portas do infinito e se eterniza no pergaminho inviolável do tempo como poema divinal.

A certeza que amar enlouquecia, corroía, dava medo, dava um ciúme filho da mãe, dava uma saudade idiota de mulherzinha romântica, uma vontade besta de estar junto o tempo todo como uma mulherzinha sem vida própria.

Cuida do presente, minha mãe dizia, porque é nessa estação que você vai passar o resto de sua vida.

Facundo Cabral

Nota: Trecho do texto "La Alegría"

"A ignorância é a mãe da admiração".
(Agostinho de Hipona)

Mãe é quem fica

Mãe é quem fica. Depois que todos vão. Depois que a luz apaga. Depois que todos dormem. Mãe fica.
Às vezes não fica em presença física. Mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte dele sempre fica.
Fica neles. Se eles comeram. Se dormiram na hora certa. Se brincaram como deveriam. Se a professora da escola é gentil. Se o amiguinho parou de bater. Se o pai lembrou de dar o remédio.
Mãe fica. Fica entalada no escorregador do espaço kids pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho pra não perder mais tempo cozinhando.
É quando a gente fica que nasce a mãe. Na presença inteira. No olhar atento. Nos braços que embalam. No colo que acolhe.
Mãe é quem fica. Quando o chão some sob os pés. Quando todo mundo vai embora. Quando as certezas se desfazem. Mãe fica.
Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. É caminho de cura. Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.
É porque a mãe fica, que o filho vai. E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: em um jeito peculiar de dobrar as roupas. Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. Na compaixão pelos outros. No olhar sensível. Na força pra lutar.
No coração do filho, mãe fica.

Bruna Estrela

Nota: Esse texto costuma ser erroneamente atribuído a Cora Coralina.

Eu tenho o costume de sofrer muito por esperar dos outros uma atitude que não vem. Pode ser da mãe, do pai, do amigo, do colega de trabalho, do namorado, do mosquito que faz barulho chato no ouvido no meio da noite. Eu espero porque eu faço. Me dou de bandeja, mas nem sempre consigo me perdoar. E preciso entender que as coisas não vão ser como eu quero.

Vai entender as mães. Um dia eu chutei a barriga da minha mãe e ela quase chorou de emoção. Fiz ela engordar uns 20 quilos e ela só tinha palavras boas mim. Fiz ela quase morrer de dor e ela deu um grito de alegria quando me viu pela primeira vez. Eu roubei o tempo dela, eu roubei o marido dela e a paixão só aumentou. Mãe definitivamente você não bate bem, e é por isso que eu te amo loucamente!!

Toda vez que eu chamo por ela e a minha boca pronuncia “mãe” me sinto seu filho. Porque mãe é também o nome de Deus que vive nos lábios e o coração de todos os meninos. E pra provar que elas são sublimes nos dão dois presentes. Raízes e Asas. Raízes para nos mostrar qual é o lugar onde pertencemos, que a nossa família é o que de mais importante temos.E asas para voarmos pelo mundo, nos sentindo livres e capazes de fazer qualquer coisa.
Sopra no meu pensamento a eterna gratidão a minha mãe, eu sou um filho amado e isso por si só valeria a pena ter vivido até agora, porque nesse exato momento também penso naqueles filhos que não foram amados, porque todos nós se nascemos já fomos filhos e todo bebê precisa de um colo.
Para aqueles que não tiveram o colo de uma mãe, alguém que os protegesse e que mostrasse o quanto os amava só com um olhar a vida nos dá a oportunidade não de nos revoltarmos, mas de um ato grandioso...seja pai ou mãe e ame seu filho, com o amor nos temos o poder de concertar o mundo, a raça humana existe não para destruir, mas para amar.O ciclo da vida não pode ser detido.A alma retorna ao corpo até encontrar seu caminho definitivo.
Nem todos os filhos nascem de um ato de amor, nem todos os filhos são planejados, nem todos os filhos são desejados e nem todos os filhos são amados. Porque nem todas as mulheres entendem que elas têm o poder de gerar uma vida, e nada absolutamente nada na vida de um mortal é mais grandioso do que isso.E se não pudermos gerar filhos com o corpo podemos amá-los com o coração.
Meus filhos nasceram junto comigo, quando minha mãe me deu a luz, deu a luz também aos filhos que eu vou ter...

Ser mãe não é um ser que dá a luz ao nascer,
Mas exerce a função de ser a luz para vida toda. Feliz Dia das Mães!

Sobre as ondas do mar, sobre as águas na areia, minha força é do mar, minha mãe é sereia.

A ignorância é a mãe da felicidade.

Saudade da minha melhor amiga: minha mãe!
Ela sempre me ensinou que amigos verdadeiros se contam nos dedos de uma mão. E que a amizade mais forte que existe na terra se chama família. Nossos pais são mais que amigos... Nos amam mesmo sem merecermos, nos conhecem muitas vezes mais do que a nós mesmos, só de olhar sabe como estamos. Nos ensinam as coisas mais valiosas da vida, e até um castigo é uma maneira de amar. Tiram deles para nos dar, vivem por nós e para nós. Se alegram com nossas alegrias e choram as nossas tristezas e decepções. Se isso não é ser amigo, então não sei o que é amizade.
Eu tive a melhor mãe e amiga numa só pessoa. Sinto falta das nossas palhaçadas e risadas, das noites de filmes com direito a choradeira, das viagens de carro e das paradas para um café, da companhia nos compromissos de cada uma, dos "papos cabeças", das conversas relembrando o passado, e até das (poucas) brigas que tínhamos... Não há pior distância do que essa que estou vivenciado.
Sejam amigos dos seus pais! São eles, e somente eles, aqui na terra, que nos amam mais do que qualquer pessoa no mundo.
Nossos melhores amigos!

Se você quer saber realmente se está grávida, não faça teste, conte para a sua mãe. Ela sabe quando você está ou não mentindo.

A criança segue os passos da mãe, lhe confiando o caminho, porém eu sigo os passos de Cristo, lhe confiando minha vida.

Lerdeza


A frase que o Everton mais ouvia da mãe era "levanta e vai buscar", geralmente seguida de um epíteto, como "seu preguiçoso" ou, pior, "lerdeza". Porque o que o Everton mais fazia, atirado no sofá na frente da TV na sua posição de costume (que a mãe chamava de "estrapaxado"), era pedir para lhe trazerem coisas. Uma Coca. Uns salgadinhos...

- Levanta e vai buscar!

- Pô, mãe.

- Lerdeza!

O Everton já estava com quinze anos e era uma luta convencê-lo a sair do sofá e ir fazer o que os garotos de quinze anos fazem. Correr. Jogar bola. Namorar. Ou pelo menos ir buscar sua própria Coca.

- Esse menino um dia ainda vai se fundir com o sofá...

Everton não queria outra coisa. Ser um homem-sofá. Um estofado humano, alimentado sem precisar sair do lugar. E sem tirar os olhos da TV. E como era filho único, e insistente, sempre conseguia que lhe trouxessem o que pedia. Quando não era a mãe, sob protestos ("Toma, lerdeza, mas é a última vez") era Marineide, a empregada de vinte e poucos anos cujo decote era a única coisa que fazia o Everton desviar os olhos da TV, e assim mesmo por poucos segundos.


***

Um dia, estrapaxado no sofá, o Everton se deu conta de que estava sozinho em casa. A mãe tinha saído, o pai estava no trabalho, a Marineide de folga, e ele sem ninguém para lhe trazer uma Coca, uns chips de batata e uns Bis. Levantar-se e ir buscar estava fora de questão.

Fechou os olhos e concentrou-se. Concentrou-se com força. Depois de alguns minutos, ouviu ruídos vindo da cozinha. A geladeira abrindo e fechando. Uma porta de armário abrindo e fechando. Depois silêncio. Quando abriu os olhos, a Coca, os chips e os Bis pairavam no ar, à sua frente. Ele só precisou estender a mão.
No dia seguinte, Everton testou seu poder recém-descoberto na Marineide, que até hoje não sabe como a sua blusa desabotoou sozinha e seu soutien simplesmente voou longe daquele jeito, e logo na frente do menino. Everton também acendeu a TV e mudou de canais sem precisar usar o controle remoto, e fez um vaso voar pela sala só com a força do seu pensamento. Apagou a TV e ficou, atirado no sofá, refletindo sobre o que significava aquilo. Ele era um fenômeno. Tinha um poder único - fazia as coisas acontecerem apenas pela sua vontade. Contaria aos pais, claro. Eles poderiam ganhar dinheiro com seu poder. O pai saberia como. Ele se transformaria numa celebridade. Cientistas do mundo inteiro o procurariam, sua capacidade extraordinária seria usada em benefício da humanidade. No combate ao crime, por exemplo. Nas comunicações. Na medicina a distância.

***

E se aquilo fosse, de alguma forma, um poder religioso? Até onde a revelação do seu dom milagroso seria um sinal de que ele tinha uma missão a cumprir na Terra? Até onde aquilo o levaria? Fosse o que fosse, uma coisa era certa. Ele teria que sair do sofá.

***

- Mãe.

- Ahn?

- Eu quero daquelas coisinhas de queijo. E uma Coca.

- Levanta e vai buscar.

- Pô, mãe.

- Tá bem. Mas esta é a última vez.

E já a caminho da cozinha:

- Lerdeza!