Eu Amo meus Inimigos
Numa duradoura escuridão, me alimentei.Os meus bebedouros foram as minhas reflexões, que por consequência, fez-me reabrir no meu interior a algo que nem mesmo reconhecia como símbolo vivo em mim.
Com todas as minhas virtudes, meus dilemas e sonhos, nada mais sou do que um fragmento de poeira em universo maior do que a minha compreensão, apenas um sopro insignificante face a um grandioso ciclone cósmico. Mas essa grandiosidade toda não me anula, nem tampouco me amedronta. Ela me enche de mistério e dá à minha mente a liberdade de procurar explicações que possam sanar minha sede por respostas face a esse universo esplendoroso.
A forma suave dos teus dedos finos me faz querer entrelaça-los aos meus. A leveza com que caminhas, me faz querer te levar no colo. Teu pescoço fino e rosado, me dá vontade de morder-te. Ver teus lábios eróticos, femininos, me faz querer beijar-te. Meu corpo incandesce. Tu és a chama que me incendeia.
MEU SOL
Meu Sol, meu Sol ilumina
Todos os meus dias.
Meu Sol sabe onde fica a
Luz na escuridão, ele me
Mostrou o caminho.
Meu Sol me chama de estúpida,
Eu o chamo de insolente.
Nós rimos.
Eu sou a Lua.
Anoiteceu.
Por mais diferentes lugares por onde vagueiam os meus pensamentos, além de aqui dentro de mim, sempre encontram os teus que acolhem o melhor do meu eu.
Aprender a conviver com os meus demônios foi uma forma de evitar que os meus anjos me abandonassem.
Aqueles segundos que são só meus...Troco o verbo, pronomes e artigos, mas é naqueles segundos de solidão que eu me encontro em você, porque você nunca saiu de mim.
Meus pensamentos são pequenos rabiscos, letras soltas em linhas incertas. Talvez ninguém nunca os leia, talvez seja uma forma de ajuda, para quem ler e entender esses rabiscos.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
Meus pensamentos são rabiscos trêmulos, letras soltas tentando conter o que não cabe em mim. Talvez ninguém os leia, mas escrevê-los já é uma forma de não desaparecer. Não busco aplausos, busco alívio. Cada fragmento no papel é uma tentativa de existir, de organizar a dor que o silêncio engole. Mesmo imperfeitos, esses pedaços de mim me lembram que ainda estou aqui, tentando.
A melancolia mora em mim… chega com a dor, se agarra aos meus pensamentos como sombra sem fim. A esperança vem… breve, estranha,
quase incômoda… antes de a escuridão tomar tudo de volta.
Acredito no amanhã, mas não sei se meus pés aguentam o caminho. A esperança é um fio de sol atrás das nuvens pesadas, mas meu corpo, feito de barro molhado, afunda a cada passo. O futuro canta ao longe, como uma melodia leve, mas dentro de mim, só o silêncio das cordas frouxas
de um instrumento que esqueceu como vibrar.
Sozinho, num quarto que ecoa ausência, meus olhos flutuam, meu pensamento sangra em palavras. Quando o mundo fecha suas portas, faço das frases meu abrigo, das letras minha trincheira. Escrevo pra que o silêncio não me engula inteiro.
Sou como um barco furado… E meus pensamentos, como as águas do mar, vão, lenta e silenciosamente, invadindo meu interior. Não há resistência, não há conserto… Apenas a certeza inevitável de que, pouco a pouco, eu vou afundando.
Não converso sozinho, mas dialogo com meus estados de espírito, vozes sem corpo, sombras que habitam meus pensamentos. Nem sempre nos entendemos, às vezes falamos em línguas estrangeiras, em murmúrios desconexos, em silêncios que pesam como pedras. Há dias em que a raiva grita alto e a tristeza responde em sussurros, outras vezes, a calma tenta interceder, mas é afogada pela dúvida e pelo medo.
Esses meus sentimentos confusos, nascidos de batalhas esquecidas e águas escuras, não clama por atenção, apenas permanecem. Vai de geração em geração, cruzando limites, sustentados pela força discreta daquilo que é verdadeiro demais para morrer.
