Eu Amo meus Inimigos
Perdi você num passado não muito distante porque continuamente brigo com ele nos meus dias atuais, me recuso a tentar, não posso perdê-lo mais uma vez.
Sem você
Sentimentos feridos coração partido,
Sem você, sem você.
Meus sonhos são pertubados,
meus sentimentos abalados,
vivendo apenas por viver,
como viver bem sem você?
Se é uma lição eu ja aprendi,
se é um castigo eu compriendi.
mas não me deixe viver,
tanto tempo assim sem você.
se algum dia resolver me perdoar
eu farei de tudo pra sempre ficar,
com você, somente com você.
A alegria se vai e a tristeza logo vem.
e talvez dessa forma eu nunca fique bem.
sem você, sem você.
Coração partido minha alma chora.
E com os sonhos perdidos a alegria vai embora.
Sem você, sem você.
Sempre sai o sol da manhã novamente.
As estrelas no céu nunca ficam ausentes
mas eu não posso dizer o mesmo de você
e sendo assim como posso viver?
tanto tempo sem você.
Nenguém suportaria tanta dor,
E eu não sou diferente meu amor.
por favor tente entender
é muito tempo pra mim sem você, sem você.
Pasando por tudo isso eu aprendi,
pasando por isso eu percebi.
Que não precisava te perde pra ver.
O quanto amo você.
Pra escapar dessa prisão do amor,
eu teria que ser forte mas não sou.
não sou capaz de sobreviver
sem voce,é muito tempo sem você.
Imagens
que teimam em passar
por meus olhos.
Passados palpáveis,
presentes.
Coisas e coisas.
Outros oráculos
para dizer mesmas lágrimas...
Me sinto dono de anafada pança
nesse prefácio de ano.
Meus olhos faíscam ígneos reflexos
de infundada ira.
Urge agir.
Penne Rigate, um copo de tinto. Outro domingo de solidão aprisionado em meus domínios. Onde andará minha princesa pálida?
Voltando pra casa com uma chuvinha acariciando meus ombros. A terra molhada exala vapores e nostalgia.
O plantel sorri.
Então vem, senta aqui no meu lugar, sinta as minhas dores, os meus medos, olhe na direção inconstante do meu olhar, ouça esse barulho enorme em minha cabeça, sente-se e fique por um momento olhando os destroços de um coração... Perceba o que você sente, se ainda conseguir sentir alguma coisa, se você ainda estiver vivo, por favor, olhe o mal que isso causou. Você jamais poderia imaginar, mas até as paredes sentiram a tristeza e o peso daquele exato momento em que o punhal atravessou mortalmente cada centímetro do amor que jazia em prantos.
Frei Almir Guimarães (Ev.5.domingo da Páscoa)
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros (Jo 13, 35).
Aos poucos vamos avançando em nosso grande e alegre retiro do tempo pascal. O evangelho, hoje proclamado, é tirado do Discurso de despedida de Jesus, no texto do quarto evangelista. O Mestre está consciente da proximidade de sua paixão e morte. O traidor já saiu para realizar seus propósitos. Jesus afirma: “Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco”. Tem diante de seus olhos o espectro da paixão. Será preciso ficar fiel ao Pai até o fim. Ele viera da parte de seu Pai para salvar o mundo, para resgatar os perdidos, para dizer com palavras e gestos que o amor é mais forte do que o ódio, que a morte é vencida pela força do amor. Poderá dizer que amor é dar a vida pelos seus.
Jesus fala de um mandamento novo. Existem muitas modalidades de bem-querer, de amor. Há esse amor “química”. Há os laços amorosos entre homem e mulher, pais e filhos, parentes, amigos. Nem sempre esses amores se revestem de limpidez. Há sentido de posse. Não poucas vezes ficamos sabendo de crimes passionais, de pais que são assassinados pelos filhos, de amigos que se tornam inimigos. Muitos discursos sobre o amor, cheios de emotividade e regado com lágrimas que secam rapidamente, não podem ser classificados de amor.
Amar é desejar que o outro seja e seja em plenitude. É dar espaço para que ele cresça. É se interessar pelo seu presente e ajudá-lo a preparar o futuro. É incentivar, animar, ajudar. É corrigir, exortar, agir com firmeza. É dizer sim quando o sim faz crescer. É colher aquele que está jogado à beira da estrada, levá-lo pessoalmente à hospedaria do coração, curar-lhe as feridas, deixar dinheiro na recepção para que suas necessidades possam ser atendidas.
Amar é dar tempo para o outro, vida para os desanimados. É inventar meios e modos de quebrar a solidão do semelhante. É colocar esse outro em primeiro lugar. É dominar o desejo legítimo de brigar, de gritar e de vociferar quando alguém é atingido em sua honra e em seus bens. É ter, como dizia Francisco de Assis, o inimigo como irmão.
Amar é engajar-se em todos os movimentos que libertam as pessoas da miséria, que defendem seus direitos, buscar os dependentes de álcool e de drogas. É visitar os presos que vivem no inferno de nossas prisões, os doentes que esperam apenas a chegada da morte.
Nada mais importante e urgente que o amor. Trata-se de amar na qualidade do amor do Senhor Jesus. É esse o novo mandamento. “Como eu vos amei, assim vós deveis amar-vos uns aos outros”.
Retomamos a passagem do evangelho que abriu esta nossa reflexão: não temos uma carteira numerada que garanta que somos discípulos de Jesus. Não são as missas e orações, eventuais jejuns e penitências que provam que somos discípulos. Seremos assim reconhecidos se tivermos amor uns pelos outros e ponto final…
EUTANÁSIA! Mataram minhas ilusões, meus sentimentos, minha paz. Minha alma morreu. Mataram a mim!
E ninguém me perguntou se eu ainda queria viver.
Meus amigos têm reclamado da minha frieza, da minha ausência nos lugares e, principalmente, da minha falta de interesse nas coisas. E digo até que eles estão com razão. Ando sem paciência, sem vontade mesmo, e dei pra ignorar o que não deveria ser ignorado com bastante facilidade. Tenho vivido uma vida toda para dentro, às vezes nem percebo. Há semanas não vejo graça em mais nada. Tudo perdeu a cor e está inebriado.
O espelho reflete a vaidade, enquanto me procuro dentro dos meus próprios olhos escuros. Um mundo que não me completa, onde as pessoas morrem e nem se dão conta. Amores que exigem de mim mais do que eu mesmo exijo de mim. Uma cumplicidade forjada nas beiradas frias de uma carência passageira. Minto o que sinto por prática, assim camuflo o que me incomoda, sem nenhuma dádiva, talvez esse seja meu único dom. O que sou? Sou apenas cada pedaço que sobrou de mim. A morte e desespero pras mentes bagunçadas, o alivio dos iludidos que esperam o final de um livro sem fim. Recuso a minha tristeza, porque os motivos sempre são menores do que a minha dor. Não falo tudo, falo a metade, mas ninguém percebe, nem ao certo desconfiam. Não entendo quando me dizem que se sentem vazios e continuam seguindo por qualquer caminho, o que está vazio não pesa, mas um corpo vazio... é quase impossível de carregar.
Acho que aos 30 começo a conhecer meus amigos de verdade! (teoria do abraço só se recebe um se tiver de braços abertos), e enfim vejo que meus amigos estão tão perdidos quanto eu, talvez por isso que nos encontramos.
