Eu Amo meus Inimigos
Tem pessoas que, aos sábados, vão dançar. Eu não danço. Acho bobagem ficar rodando pra aqui, pra ali. Eu já rodo tanto para arranjar dinheiro para comer.
Se você não se importasse
Com o que aconteceu comigo
E se eu não me importasse com você
Nós iríamos fazer zigue-zague em nosso caminho
Através do tédio e da dor
Ocasionalmente espiando a chuva
Desejando saber qual dos vagabundos culpar
E observando os porcos voarem
A longa e sinuosa estrada
que leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.
Na noite selvagem e tempestuosa
que a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.
Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei.
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
Você não vai ficar comigo?
Porque você é tudo de que eu preciso
Isso não é amor, é fácil de enxergar
Mas, querido, fique comigo
Já começo a sentir o gostinho de desprezo vindo de você e eu só lamento por não ter mais tempo para fazer o mesmo. Eu sei, você tem suas palavras e atitudes hipócritas, mas eu não me importo querido, não mais. Eu vou dar o máximo de mim e praticar o desapego por você. É, por você. Por mim eu não lembrarei o seu nome por tão cedo. E não vai embora não, fica. Fica e carregue com você seu desprezo e o remorso de ver minha felicidade contemplando a sua hipocrisia.
Eu gosto de andar sozinho
Não ligo se você vier comigo
Traz a mala, traz tudo que te faz ficar em casa
Não esquece nada, não esquece nada
Previsão pra volta, isso eu não tenho
A gente sai às dez contando que o mundo é pequeno
Ingênuo demais eu sei que sou
Afinal somos jovens e não tem nada de errado
Nada do que eu conheço paga o preço de viver sem liberdade.
"Um dia a muitos anos atrás, você me disse que me amava muito e que se eu não mudasse meu jeito de ser, você também não mudaria e assim teríamos amor eterno e viveríamos em harmonia e felizes para sempre.
Eu acreditei! Mas eu mudei!
Mudei meu cabelo, aprendi a gostar de cachorros, acabei com minhas "manias" de verificar as portas e bico do gás, de chupar o dedo, de roer as unhas, parei de fumar, parei de beber, comecei a te acompanhar nas caminhadas, comecei a fazer academia.
Eu mudei! Só não mudei meu jeito de ser, no amor que sentia por você!
Com o passar dos anos, nos envolvemos em atenção e carinho um com o outro, depois de muitos "ais" e uis" de desconforto e prazer, a urgência de mãos dadas, de ficar sempre juntos, do beijo de bom dia e boa noite, o cuidado um com o outro, parece que não é mais tão urgente…
Eu não mudei! Eu ainda preciso dessa urgência
A convivência contínua e isolada, nós transformaram, a presença constante do outro, até parece que incomoda.
É difícil, mas nós só temos um ao outro, até o fim de nossos dias. É a realidade!
E é a realidade mais desejada de nossas vidas, quando nos encontramos anos atrás.
Não podemos esquecer nosso compromisso, de fazer o outro feliz!"
Sim eu desejo uma casa no campo.
Mas sem cerquinhas!
Onde haja paz e comunhão!
Onde o amor seja a porta de entrada!
Onde a vida esteja no regaço das campinas que a acolhe.
Onde eu possa tirar uma soneca de alma mesmo deitado ao léu do chão batido caprichosamente preparado!
Onde naquele cantinho especial sinto o cheiro do fogão de lenha a estourar o milho no alvorecer!
Que anteriormente na lida da matina tomei emprestado da natureza alguns troncos secos forjados no machado singelo passado de gerações.
Do cafezinho meio forte saindo da chapa escaldante a aromatizar o ambiente.
Onde nem hajam espelhos mas que eu veja o meu reflexo no ar que respiro.
Onde todos habitamos em harmoniosa e terna alegria.
Onde no finzinho do dia olhe as estrelas na noite clara e pura e diga: Obrigado meu Deus! Tu existes!
Eu tentei tudo que eu pude pra te esquecer,
Mas parece que não consigo.
Eu acho que é inútil, e em cada parte de mim ainda há uma parte de você.
Você é livre para ir, e sabe disso. Mas, eu espero que o meu amor seja motivo suficiente para te fazer ficar.
Pra ser sincera...
Eu estou um pouco cansada desta vida de voltar pra casa sozinha, to um pouco cansada de não ter pra quem enviar “Drummond” ou “Quintana”. Um pouco cansada de ir dormir pensando em se existe alguém com quem eu deva sonhar está noite.
“Estar só é a própria escravidão”
Mas entre estar cansada da ausência de companhia e uma companhia ausente... Bom, eu prefiro o meu travesseiro.
Às vezes eu tenho oportunidades pra fazer as coisas de outro jeito, pra ter uma companhia definitiva, amável ao meu lado.
Mas eu não consigo, eu quero continuar assim.
Não to a fim de começar outra história que tem tudo pra dar errado.
Não quero me intrometer em alguma relação, não quero alguém com ressentimentos, não quero alguém indeciso e nem decidido demais.
Eu posso estar exigindo muito, mas é que eu sei que quando for me apaixonar de novo nada disso vai fazer diferença, simplesmente vai acontecer...
Então me deixa pensar um pouco mais...
Ah se eu pudesse voltar atrás, juro,
eu viveria cada dia.
Mas tão fraco já não posso mais
recuperar os anos que deixei pra trás.
Andaria na chuva,
pularia no mar
e te diria tudo que deixei de falar...
não mais...não mais...não mais...
[...]
