Eu Amo meus Inimigos
Escrever os meus livros sem voz é o que eu faço todos os dias, mas a minha voz lá está presa à espera que os abram para a vida.
Eu vivo para ser grato a meu Deus Criador por mim, pela minhas conquista, até mesmo pelo meus tropeços. Agradeço a Deus pela minha existência, tudo, todos no meu ponto de vista têm seu valor real. Sou detentor da paz na Terra.
Meus melhores poemas, eu os guardo, para o momento devido e para aqueles que são dignos de apreciar meus versos.
Mesmo se o mundo desabar diante dos meus olhos, mesmo se as únicas coisas que eu tiver sejam memórias do que eu já tive, eu não me perdi, por isso nada se perdeu.
Ah, me fale dos teus medos
Que eu quero fugir dos meus
Preciso fugir dos meus
Ou me conte algum segredo
Pra que eu possa carregar alguma importância
As vezes eu posso ser toxica né
Não sou perfeita
Divido meus pensamentos pros meus amigos é talvez eles sejam meio maldosos
Mais com certeza eles fazem mais mal para mim do que para quem esta escultando
O que as vezes você não estende é que as pessoas são crianças ainda e elas não sabem o que fazem e nem porque
Na real ninguém sabe
Melhor do que conquistar meus maiores objetivos foi o resultado da pessoa que eu tive que me tornar para alcançá-los
O meu eu é tão eu
Que já não me pertenco mais
Comanda meus sonhos
A realidade nem se fala
O meu eu é tão louco
Que deve achar
Que eu não existo
Quer que eu lhe obedeça
Mas eu não concordo
Com tudo o que ele quer
Alguém tem que ser pensante
Estou numa batalha violenta
Com o meu eu
Ele é complicado, intenso
Acelerado e agitado
Ele extrapola
Tomo água
Bebo um suco
Como um doce
Bebo café
E até uma caipirinha
Tudo para lhe agradar
Mas ele quer se sobressair
Mas não me convém
O meu eu está de brincadeira
Queria eu te-lo em meus braços nesta noite, neste lugar,queria sossego contigo, queria fogo, queria brasa, queria o nosso eu, tão longe e tão perto, tão presente em mim, nossas vidas, nossos corações, sendo parte de um só, fique mais amado, fique próximo, fique dentro.
Explosão de mim
Eu fico na penumbra de meu quarto,
em minha cama grande e fria.
Entre meus gatos, busco calor.
Distanciamento e divórcio
tudo ao mesmo tempo.
Fecho me em meu mundo,
vivendo de utopias e devaneios,
escrevendo poesias,
ouvindo Rock n’roll
viajando, nas letras e nos sons
á busca de almas poéticas
porque me sinto sozinha,
e vejo as pessoas tão vazias
perambulando com seus olhares perdidos
procurando se preencher,
enquanto eu, transbordo.
Não me julgue se eu ainda não sei controlar meus demônios, vc também não sabia controlar os seus....
►Mente Turva
Nunca pensei que eu chegaria até aqui
Escrevi tanto sobre meus sentimentos e, ainda assim
Resisti, escrevendo quando sentia imensa dor
Escrevendo enquanto aprendo o que é o amor
Escrevi até quando me encontrei na beira, sem cor
Cá estou, desabafando mais um relato, amigo
Querendo apenas me livrar deste calafrio
Querendo apenas desapegar desta sensação de estar sozinho
Descobri a falta que faz um amigo, apenas um
Para rir junto a mim, nos distrair, sem nada ruim.
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Queria poder ser menos complicado, mais leve, agradável
As pessoas possuem dificuldade para se comunicarem harmoniosamente
Não sei apontar com exatidão o maior de meus defeitos
Acredite em mim, eu não queria ser deste jeito.
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Muitas vezes me torno escravo das loucuras da minha mente
Passo a acreditar, cegamente, em imagens irreais, miragens
Desconfio da pétala que desbota antes da hora,
À uma pessoa que esteve ao meu lado até agora
Talvez seja uma doença, talvez psicológica
Ou eu apenas não consiga exterminar essa desconfiança cega,
Que me faz olhar de canto todos que me cercam.
Outra vez eu te procuro e não a encontro, meus olhos se perdem imaginando o azul do mar, se perdem procurando o manto sedoso do céu um resquício de seu olhar, da sua necessária presença, todo o azul do mundo me remete aos seus olhos doce e profundo, toda saudade do mundo se manifesta nas lembranças que tenho de você...
Que meus sonhos sejam maiores que meus medos e incredulidade. Que eu seja capaz de alçancar lugares altos.
Se eu colocasse em prática ao menos 40% das coisas que vi e ouvir dos meus pais, certamente seria alguém melhor e maior que sou hoje.
Às vezes eu queria poder não pensar tanto! Meus pensamentos parecem um ramister correndo em sua roda.
Onde estão os meus amigos quando eu preciso?
Quem são os meus amigos que até hoje não visualizo?
(São os novos ou antigos?), estou ainda indeciso
Não são os mortos nem os vivos (que fique o aviso)
Este monólogo não é recente e já me assombra o juízo
Quando olho-me atentamente, já virei um narciso
Embora descontente consigo soltar um riso
Vivo assim indiferente e apartado da «ISO»
Estou frustrado, zangado e sinto-me abandonado
No chão fui lançado, pisado e humilhado
Excluído, ignorado, sem motivo apartado
Quase sempre isolado, no ermo refugiado
O que fiz de errado? Por que sou desprezado?
Sei que serei mal interpretado pelo que tenho falado
Então, que fique explicado por que estou revoltado
(Males tenho enfrentado sem ninguém do meu lado)
Tudo que faço não presta, para vocês sou um falhado
Toda malta me detesta e na rua sou apontado
Tratado como a besta, de todo mal sou culpado
Mas se olhas a minha testa
Não há nenhum número marcado
Escrevo assim e assado, de como estou inspirado
Escrevo hoje estressado e amanhã mais relaxado
Escrevo o quanto sou odiado e o quanto posso ser amado
Mas escrevo preocupado se serei devidamente captado.
Não sou um chorão em busca de consolo
Se achas-me um bebezão, és mesmo um tolo
Isto sai-me do coração, digo-te, não enrolo
Estende então a sua mão, dá-me então o seu colo
É simples amigão, será que é pedir de mais?
Quero acreditar que não, sejamos cordiais
Estou sozinho na escuridão onde os demónios são reais
Afundo nesta podridão, deambulando em espirais
Conheço bem a solidão, já explorei todas vantagens
Hoje acabou a diversão, preciso de novas viagens
Sair do meu quarto, contemplar novas paisagens
Ouvir novos sons, escutar novas mensagens
Mas sozinho já não, necessito de um companheiro
Dispenso a multidão, procuro o verdadeiro
Os poucos que virão, que venham por inteiro
Está é a condição para atarmos o laço derradeiro
No Inverno, no Verão, no Outono, na Primavera
Em qualquer estação, estarei a sua espera
Serei o seu guião, seu escudo contra a quimera
E espero de si irmão que remuneres da mesma maneira
Termina assim este monólogo que inicia com uma questão
Os meus amigos quem são, os verdadeiros onde estão?
Será que aparecerão e os falsos se afastarão?
Ou nem se quer saberão por desconhecerem esta Compilação.
