Eu Amo meus Inimigos
Sabe o que percebi ontem? Eu não sinto mais ressentimento em relação à Bia e em meu coração, de algum modo, não sei como, não sei quando, eu encontrei uma forma de perdoá-la, pois quando eu estava agoniada em relação ao meu relacionamento foi tão fácil conversar com ela e contar tudo.Ela me perguntou: "Você está apaixonada por ele? Se você vir que isso não vai dar em nada, pule fora antes de sofrer". Eu não soube responder o questionamento dela, mas me senti grata pelo conselho. Então hoje eu poderia ter ficado em casa, sabe? Mas eu senti que precisava ir, porque hoje era o dia em que ela apresentaria o TCC e eu de alguma forma senti que precisava estar lá, que precisava estar lá por ela. Isso soa um pouco bizarro, não? Depois de tudo que aconteceu entre nós...Mas eu fui, tentei acalmá-la, fiquei ao lado dela a noite toda e quando todos a aplaudiram , eu aplaudi também e senti orgulho dela. Foi nesse momento, com a chuva de aplausos que eu percebi como eu queria, mais que queria, como eu precisava estar ali por ela, como me orgulhava dela e como eu a tinha perdoado, como em meu coração eu encontrei essa forma secreta e silenciosa de perdão. Eu sei que nossa amizade talvez nunca mais volte a ser o que era, aliás, eu duvido que volte, mas o importante é que eu a perdoo, de todo meu coração eu a perdoo!
Quando ele foi para casa, após bebericar alguns goles do de licor de canela do meu copo, eu fiquei um tanto quanto melancólica. Uma parte minha- a menor parte, graças a Deus- quis abraçá-lo e dizer para jamais ir embora e para me beijar até meus olhos se virarem do avesso, até eu perder o ar, até o dia clarear e a noite ser deixada para trás. No entanto, uma parte maior- a parte dominante do meu ser- movida pelo orgulho, virou o copo de licor com elegância, sorriu e pediu aos demais que horas eram, se podíamos ir para a festa, pois afinal era sábado de madrugada e não tínhamos tempo a perder...
Eu e ele somos iguais; frios, dois blocos de gelo, duas partes do iceberg que afundou o Titanic! Somos orgulhosos e para nós é extremamente difícil falar sobre sentimentos ou demonstrá-los, pois a frieza é nossa fortaleza e quebrá-la é ato de fraqueza. Ele sempre acha que estou brava com ele porque eu sou feito uma geladeira e eu sempre acho que ele está bravo comigo porque ele é glacial. A gente não troca mensagens porque mandar mensagem também é ato de fraqueza, mas quando nos vemos, nos beijamos como se não nos víssemos há um milhão de anos! Então ficamos nesse impasse e alguém tem que ceder...
Meu querido F, Supostamente, eu não deveria estar lhe escrevendo, pois lhe escrever é lhe entregar uma parte da minha alma, uma parte de minha sensibilidade, no entanto, acho que você merece isso , merece ao menos uma carta, e eu espero sinceramente que seja só uma. Agora que acabou eu posso gritar as palavras que me sufocavam, agora que acabou eu posso me permitir engolir esse nó que estava se formando em minha garganta pouco a pouco. Eu sei sobre sua ex. Eu sei que vocês voltaram a ficar e que é questão de tempo até reatarem o namoro. Eu poderia me fazer de sonsa, de desentendida e fingir acreditar que é sua mãe que está ligando quando toca seu celular , mas eu não sou esse tipo de garota, me desculpe. Eu estou, admito, dividida entre a serenidade e a descrença, pois enquanto uma parte minha deseja que você seja feliz , outra parte apenas aguarda para ver quanto tempo esse relacionamento vai durar dessa vez, quanto tempo ela vai demorar para colocar outro chifre em você. Eu sei que é arrogante de minha parte, mas seria divertido ver você quebrar a cara ao perceber que escolheu a garota errada. Porque a garota certa sou e sempre serei eu, mas quando você perceber isso será tarde demais para flores e bombons, tarde demais para você tentar agir como um cavalheiro, tarde demais para me amar. A verdade é que você nunca soube me cativar, nunca soube falar a minha linguagem do amor, pois eu sou feita de versos, eu sou feita de poesia e eu merecia amor. O fato é que eu não me permiti te amar e se você me perguntar o porquê disso eu não sei explicar para mim mesma. Talvez no fundo eu soubesse que você não era o suficiente para mim e nunca seria. Eu acho que é isso, eu sabia que você nunca seria extraordinário o suficiente para se encaixar na minha vida e no meu coração. Talvez também eu tenha me tornado uma pessoa amarga ao longo dos anos e não me permita amar mais ninguém... eu não sei. O que eu sei, ou que gostaria que você soubesse, mais precisamente falando, é que eu acho você um cara legal, inteligente e decente- de longe , o mais decente com quem já me envolvi- mas você está fazendo um papel de otario nesse momento. Eu queria que você soubesse que se porventura a gente namorasse eu não iria restringir sua liberdade como ela faz, pois eu acho que o amor tem que ser livre para ser amor e do contrário é prisão domiciliar , é regime fechado, é prisão preventiva, é medida cautelar, mas não é amor. Eu espero que você encontre o que está procurando e lhe desejo sorte nos dias que virão. Por fim , quero que saiba que é você quem decide se isso pelo que estamos passando são reticências ou um ponto final, pois eu acredito no princípio do in dúbio pro reo e concedo o benefício da dúvida e uma segunda chance, mas jamais uma terceira. -de sua meio amiga e meio amor, Audrey.
Então há poucos minutos eu larguei meu livro e me sentindo um tanto quanto sozinha, vim escrever em você, diário, pois toda vez que me sinto sozinha você consegue preencher essa solidão, ou eu mesma preencho minha solidão com palavras e algo de vazio em mim de repente torna-se cheio e não me sinto mais tão triste. Eu contive minha vontade de escrever ao Rick, também, pois toda vez que sinto a saudade apertar eu escrevo a ele, e isso faz com que eu me sinta melhor, mesmo que ele nunca vá ler essas cartas. No entanto, escrever a ele é amá-lo cada vez mais, é perpetuar esse amor em suas páginas, é me machucar profundamente e eu não quero mais isso. Basta! Tem que bastar de uma vez por todas! Agatha Christie menciona em “A Morte no Nilo” que: “ O que importa é o futuro, não o passado”. Eu sei que o passado faz parte de nós, que nos tornou quem somos hoje, mas o fato de ele ser importante não significa que devemos viver acorrentados a ele, não é mesmo? Eu estou acorrentada ao Rick por correntes invisíveis que eu mesma criei ao longo dos anos e isso não está certo, não é saudável para mim. (Anseios de uma jovem escritora)
Minha amiga me chamou para pedir se eu vi a publicação e eu disse que vi. Eu tinha visto. Eu tinha sentido? Mas sentido o quê? Eu não senti nada, nem mesmo surpresa, pois tudo já era esperado por mim. Não houve surpresa, nem tristeza, aflição ou dor. Não houve lágrimas. Eu me espremi toda como quem espreme uma laranja, mas não houve lágrima alguma a escorrer por meu rosto. Não havia lágrima por não haver dor e quem sabe não houvesse dor por não haver amor.
Não sei exatamente o que é mas eu sinto que as coisas estão mudando , mesmo que a mudança ainda não seja algo visível, que seja algo que se opera nas profundezas e ainda não veio à tona. Isso faz algum sentido? Talvez faça, quer dizer, minha formatura é em um mês exato, eu de repente estou esperando minha carteirinha da OAB chegar, minha Pós começa quarta-feira e eu estou comprando um carro! Eu já não tenho medo do mundo. Eu abro minhas asas e me preparo para voar, como o passarinho do livro do Fisk, o do "Spreading wings." Eu me sinto aquele passarinho agora. Ainda não é hora de voar, mas logo será. Eu sinto isso.
Foi como se a faculdade tivesse mudado completamente, mas quem mudou fui eu. Isso faz sentido? Aquela faculdade fazia parte de mim e ao passar por aqueles corredores eu lembrava de tantas coisas! Lembrei de correr por aqueles corredores saindo bêbada do bar no primeiro ano, de beijar meu namorado ali no segundo ano, de rir alto com minha melhor amiga no terceiro ano. Lembrei do tédio de olhar para aquelas paredes segunda após segunda, estágio após estágio no quarto ano. Por fim, lembrei de passar por ali carregada de livros para fazer o TCC no último ano. Foi uma jornada incrível! Eu queria petrificar cada uma daquelas lembranças em mim para elas não se dissolverem no ar. Queria torná-las cláusulas pétreas!
O auditório explodia em aplausos e eu me sentia flutuar no ar de alegria. Eu era Bacharel em Direito, finalmente. Eu era Bacharel em Direito e a vida e de repente vida me sorria. A vida era uma taça de sorvete colorido esperando por mim e eu queria devorá-lo como uma criança faminta. Parecia que minha vida começava naquele momento, naquele exato instante em que eu peguei o diploma, e eu tinha a sensação que estava diante do desconhecido, do desconhecido que era um enorme abismo que se abria à minha frente e no qual eu pulava sem hesitar. Pulava com ansiedade, paixão e fúria. Pulava como quem tem pressa de viver!
A vida de recém-formada não é nem de longe tão glamurosa quanto eu pensei. A vida vem e nos dá uma série de tapas na cara de uma só vez e ainda quer que a gente levante e continue sorrindo. A sociedade nos exige isso, mesmo quando tudo o que a gente quer é se afundar no travesseiro e chorar até desidratar.
Eu estou em uma situação melhor que tanta gente e tem tanta gente que está em uma situação melhor do que a minha. E assim é a vida; há dias em que a vida nos sorri e nos presenteia com flores, momentos e oportunidades, e há dias em que parece que só chove, tudo é cinzento e não há esperança, mas na verdade há. A vida é uma peça teatral e se um ato ou cena termina em tragédia, a cena seguinte pode terminar em comédia, em vitória, em romance...Talvez tenha que ser assim, pois do contrário ficaríamos tão viciados no próprio sucesso que seriamos cegos para a beleza, cegos para a tristeza e poesia, cegos para a felicidade no fim das contas.
Nesta minha jornada eu sou uma viajante, conhecendo pessoas incríveis a todo tempo, visitando lugares diferentes,assimilando novos conhecimentos, bebendo drinks exóticos e deixando a música me preencher de dentro para fora enquanto isso. Abri minhas asas há pouco tempo e agora eu estou voando. Reconheço que não estou voando alto, sou um jovem passarinho, mas sinto que estou voando...e a vista aqui de cima é tão bonita!
Ele foi embora antes de eu ter a chance de me apaixonar, mas se ele se demorasse por mais duas semanas eu teria caído em tentação, eu teria dedicado a ele as melhores músicas de "The Cure", eu teria me entregado incondicionalmente pois eu confiava nele, logo eu que não confio em ninguém...
Eu queria saber desde quando nosso relacionamento se tornou uma norma programática, igual aquelas do artigo 3º da Constituição, sabe? Aquelas que são lindas na teoria, mas não se sabe se vão ocorrer, como, ou quando, mesmo que tão bonitas na teoria. Somos perfeitos um para o outro,embora não hajam garantias de que possa dar certo, como se fosse uma utopia construída por filósofos.
Eu acho que a liberdade é o direito fundamental mais bonito e jamais iria restringi-la de alguém. Entretanto, ela o domina e o mantém preso a ela como um pássaro na gaiola e ele deixa...eu tenho para mim que isso não é amor; é dominação. Mas, como o perdão das expressões chulas e vulgares, que ele se foda, que ela se foda, e que se foda tudo que me atrasa e me restringe. Eu sou um pássaro aprendendo a voar, como na música do Pink Floyd, e se ele não quer voar comigo e prefere ficar preso em uma gaiola, desejo desde já uma boa sorte.
Desculpe-me pela sinceridade, mas a verdade é que eu sou uma pessoa incrível! Eu tenho várias qualidades, assim como vários defeitos, mas não é qualquer um que se encaixa nos meus versos, preenche meus intervalos introspectivos ou desafia meus princípios jurídicos. Não é qualquer um que integra meu ordenamento, que me desalinha de A a Z e causa um vendaval em minh´alma, por isso, eu não preciso dele. Aliás, eu nunca precisei, mas agora é diferente, porque eu não o quero.
Meu querido Rick, sei que não escrevo há muito tempo, e eu inclusive deveria tomar juízo e parar de escrever estas cartas bobas. Hoje, no entanto, estou aflita e precisei escrever para não sufocar com minhas preocupações. A prova de matemática é amanhã e por mais que eu tenha passado a semana estudando, não sei se saberei resolver as questões. Eu não sei lidar com ângulos, formas geométricas e raízes quadradas juntos e misturados em uma questão. Pensando bem, eu não sei nem lidar com eles individualmente. Acontece que eu não sou feita de números e lógica, nada disso. Eu sou feita de palavras, de advérbios que intensificam, de substantivos que explicam, de verbos que dramatizam, e de pronomes que apresentam, demonstram e captam todo amor que eu sinto por você. Sinto-me neste momento banhada de luz pelo sol que se põe e pelas listras azuis e rosas que se formam no céu da tarde. Imagino se você está olhando para o céu agora, mas creio que não...você deve estar flertando com uma garota qualquer, comemorando um gol ou andando de bicicleta na avenida em alta velocidade e de braços abertos para mostrar que você é destemido. Você deve estar tendo uma vida incrível, cheia de amigos, de novidades, e eu estou perdendo essa parte da sua vida. Cada dia que passa, uma nova página da sua vida é escrita, cada mês, um capítulo, cada ano, um novo livro, e eu vou sendo deixada para trás, e o garoto que eu conhecia vai ficando no passado e eu vou deixando de conhece-lo, de reconhece-lo, de entende-lo, como se eu fosse uma leitora voraz tentando ler todos os capítulos da sua vida, mas sempre acabo ficando para trás, em algum canto esquecido de sua história, de sua memória.
Fico pensando se eu te encontrasse por acaso na rua um dia, em uma dessas reviravoltas do destino, eu fico me perguntando se eu te reconheceria e se você me reconheceria. Uma parte do meu coração me diz que eu sempre vou te reconhecer em qualquer lugar do mundo, em qualquer situação, mas será mesmo? Será que você mudou tanto quanto eu sinto que mudei? De qualquer modo, eu lhe desejo sorte na sua vida e jogo mil beijos às estrelas, como se elas pudessem entrega-los a você...
-Annie.
(Anseios de uma jovem escritora)
Eu não sei dizer se foi a literatura ou a música que tocaram minha alma e me fizeram ficar tão sensível, tão triste, tão frágil a ponto de eu vir aqui na sacada, de pijama, às 22 horas escrever. Creio que eu seja feita dessas duas coisas, de literatura e de música, como se a melodia e a poesia fossem duas linhas que se entrelaçassem dentro de minha composição genética, como se fossem meu próprio DNA. (Anseios de uma jovem escritora).
23 de fevereiro
Meu querido Rick, eu sei é tarde, pois já passa da meia noite, mas me perdoe a má- caligrafia, me perdoe o sentimentalismo. É que sentimentalismo é meu nome do meio e não consigo ficar séria quando penso em você e quando a música “When you´re gone”, da Avril toca, pois ela me faz lembrar de você e de todos os sentimentos que transbordam por meu coração a ponto de eu não conseguir contê-los, a ponto de eu precisar escrever para não sufocar. Os anos longe de você parecem décadas e me sinto perdida quando penso que já faz tanto tempo, que você tem outra, que é tarde e estou perdendo meu tempo escrevendo em vão, que esse amor é sem esperança e sem futuro, e que eu te amo, te amo, te amo de forma enlouquecedora e esse amor me queima de dentro para fora, fazendo com que eu não consiga amar outro além de você. Perdoe esses versos sem sentido, perdoe o meu amor, embora talvez, quem sabe, você riria dele se soubesse. Você sairia anunciando aos quatros cantos que te amo e como sou insana, e talvez você tivesse razão pois eu me sinto cada vez mais insana conforme o tempo passa e deixo de estudar e construir meu futuro olhando as estrelas e pensando desiludida em você, e às vezes me acho tão idiota e débil…Eu estou tendo um ano bom, todavia, minha melhor amiga foi embora e isso me faz ficar ainda mais triste, e até as aulas estão sem graça sem ela. Eu sou um tal qual uma mocinha de filmes antigos; frágil, doce e sentimental, e tenho medo de não conseguir encarar os desafios que a vida me impõe, contudo, até agora estou indo bem, estou lidando super bem com as aulas, com meus compromissos do dia a dia, com a adolescência, e olha que a adolescência não é fácil! Devo dizer que estou amando estudar as orações coordenadas e subordinadas na aula de português, embora isso não seja novidade, pois eu amo português! Eu não deixo de sorrir toda vez que a professora Rosa entra na sala e nos explica uma nova classificação de orações, ao mesmo tempo em que meus colegas sentem vontade de pular da janela sem hesitar. Quem sabe nem todos consigam compreender o amor, a magia, a poesia que brota nas entrelinhas… Queria saber como você está e quem sabe vê-lo um dia, mesmo que de longe, só para servir de alento, só para dar uma folga para essa saudade que sufoca. Talvez se eu fizer um pedido a uma estrela, ela atenda meu desejo e permita que eu te veja, mesmo que de longe, como aquele dia na sexta-serie, aquele breve momento de doçura. Eu me subordino a você como uma oração sem sentido, sem complemento, pois meu complemento é você e sem você estou fadada a vagar por aí como uma oração subordinada, que não é totalmente clara, que depende de outra, que depende de algo, que depende de você. Sei que isso é errado, mas é a realidade, e é provável que o que eu queira te dizer com esse momento de prolixidades seja apenas isto: eu sinto sua falta.
-Annie.
(Anseios de uma jovem escritora)
Eu estou aprendendo a fazer sentenças, eu estou curando a ESMESC, eu sou advogada, eu sou formada, eu sou escritora, eu sou eu e eu sou feliz da maneira como sou, com cada detalhe, cada cicatriz, cada queda que me conduziu até aqui. Eu sei que estou ainda no começo de uma longa jornada até a magistratura, mas sinto que neste ano eu subi alguns degraus importantes. Então, se eu fosse falar sobre minha versão de novembro, eu diria que ela é determinada. Capital inicial canta: “ são águas passadas, escolha uma estrada e não olhe pra trás” e a música está certa. Eu escolhi minha estrada e sou muito grata a tudo e todos que me trouxeram até aqui. As coisas boas eu vou guardar comigo e levar sempre , mas as ruins , as dores, ansiedades, aflições e traumas apesar de importantes para minha evolução, são águas passadas , eu não me prenderei a sentimentos ruins de impotência, baixa-autoestima e culpa. Eu escolhi minha estrada e não olharei para trás.
