Eu Amo meus Inimigos
"Quando era criança eu
chorava de saudade das
pessoas que eu gostava
sem entender o sentimento
Hoje eu sei que ela é a
válvula de escape pra aliviar
as dores da alma quando as
lembranças maltratam"
ECOS
Se a palavra me encanta
Eu sou encantado
Num verse que vem
Lá do coração
Fazendo da rima
Razão dessa vida
Eu sigo essa trilha
Sem perder a mão.
Não digo obrigado
Porque eu não sei
De onde é que vem
Essa inspiração
Apenas eu vou
Seguindo o caminho
Como um passarinho
De arribação.
Olhando pro céu
Vejo o infinito
E do silêncio
Eu escuto grito
E tendo o meu resto
De pranto banhado
Fico admirado
Com o inaudito.
Na beleza humana
De um homem que sofre
Mas no sofrimento
Encontra razão
Eu um simples humano
De essência tirana
Não percebo a gana
Da humanização.
Não vejo o amor
Nos olhos de quem
Diz que a filho ama
Porém escraviza
E em nome talvez
Do que chama progresso
Em um retrocesso
Me tira a camisa.
Sou apenas tristeza
Nas coisas que digo
Não sirvo de abrigo
Para a ilusão
Porque ancorado
Na realidade
A dor me invade
E me rouba o perdão.
Nosso sonho
Olhei, procurei, não te encontrei
Pelos cantos e trilhas do jardim
Eu queria encontrar você para mim
Procurando me perdi e não te achei.
De repente pensei que fosse o fim
Por pensar desse jeito eu chorei
Mas logo do sonho eu acordei
E te vi linda meu anjo querubim.
Te abracei e te beijei ardentemente
E você com ardência me beijou
Com um quê de senhora adolescente
Mas foi tão rápido como tudo se passou
Que a lembrança não sai da minha mente
E sua mente também não apagou.
Nildo Cordel
Meu erro
Eu tirei a armadura para te abraçar e sentir com a minha alma o seu calor inundando meu corpo... E você, me destruiu no meu engano, me derrotou no meu território: dentro do meu peito.
Nas camélias pálidas sem vida, eu vejo a vida
falida, a vidaávida por vida, a vida como ela é.
E assim nesta triste lida, vejo a flor tristonha e
morta, totalmente sem guarida, morrendodesfalecida,
quase até que desflorida,desprovida de beleza.
Murchando quase sem vida, chorosa entrestecida, querendo sobreviver, lutando para ter vida,
a pobre não quer morrer.
A única coisa que eu sei,
é que a minha ignorância
humana, é a medida
suficiente para saber, que eu
não sei absolutamente nada,
do que julgava saber.
Eu ouço algo,
escrevo uma frase,
uma palavra, e vou
por aí dizendo versos,
dialogando com a
dona poesia.
Se alguém diz, eu vou te amar por
nós dois, está mentindo pra si
mesmo, o amor tem mão e contra
mão, para alguém amar outro alguém, é necessário que se ame primeiro.
Eu vejo muita gente,
Todavia não conheço ninguém.
Nem a minha sombra não sei de onde vem.
Quando tento me socializar, pareço que vim do além.
Nesta minha escuridão não há nada de ingratidão.
Não há ódio nem rancor.
Não há nada, senão o meu louvor.
Quando tenho que ir?
Eu não quero, não partir.
Quero viver a vida...
Viver o que não vivi
pois, a muito tempo já percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verão.
Sentir minhas pernas trêmulas no chão.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
Eu vi
Fui lá e senti
Senti e ouvi
Elas choravam
Eram choros compulsivos
Fizeram apelos intensos a mim
Suplicaram minha ajuda, urgente
Eu, com voz embargada
Olhei no fundo de seus olhos
Chorando, também lhes disse:
Posso sentir a dor que vocês sentem
Elas não me pediam dinheiro
Nada que ele possa comprar
Pediam-me tão somente
Água para correr sobre si
Assim me diziam as pedras
Da "linda" Cachoeira dos Prazeres
Na cidade de Jiquiriçá.
O mundo do outro não é o meu mundo. Eu preciso compreender isso, caso contrário andarei tropeçando sempre nas minhas ideias, nos meus julgamentos.
Jiquiriçá, minha Jiquiriçá,
Linda é a tua história
A ti minha gratidão
Por aqui eu nascer.
132 anos de existência
Contados de várias maneiras
De todas as cidades do Brasil
Para quem te ama
Tu não és a última
Serás sempre a primeira.
De todas as brutalidades da humanidade, a que julgo a mais selvagem é quando "eu" busco fazer afagos APENAS aos abastados e aos desprovidos de quase tudo, NADA. Com isso, provo o quanto sou inumano.
