Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Detesto permanecer igual por muito tempo. Abomino a constância. E isto me torna uma metamorfose ambulante. Detesto tanto que quando o fato de viver em mutação se torna uma mesmice, acabo aderindo a constância... só para fugir do invariável.
"A nossa luta é diária;
O tempo passa tão rápido!
O dia começa bem com os nossos sorrisos;
A gentileza, gera o amor;
E o Amor faz a diferença em nossas vidas;
E Viver é isso, é sorrir e desejar sempre a felicidade ao próximo.
Vencemos todos os dias em não desistir dos nossos sonhos;
Vencemos todos dias em levantarmo-nos depois de cada tropeço;
E vencer é isso: Ter fé nos nossos sonhos e acreditar sempre nos planos de Deus.
O tempo passa e deixa boas lembranças: faça do seu presente uma boa lembraça para ser lembrada no seu presente futuro. ❤
"Os momentos são passageiros...ás vezes, sorrisos constantes, muitas vezes paramos no tempo, para relembrar dos momentos, que os nossos sorrisos pareciam ser infinitos.
"Ser humilde é ser você mesmo, é aprender novos caminhos e crescer no tempo certo, é permitir que a vida engrandeça o seu coração com fé, amor e paz.
toda partida é uma despedida.
Valorizar o tempo perto das pessoas que você ama é fundamental para que não aja arrependimentos, talvez seu último adeus podes ser agora, seu último beijo, seu último abraço.
Então valorize o tempo que você tem perto de quem ama, não se prive por orgulho, nem por besteira nem uma, pôs o amanhã pode não mais chega.
Falo porque já senti na pele.
Você já tomou um cartão amarelo?
Não perca tempo em tomar o vermelho.
Esse mundo de "normais" não merece nossa presença nesse jogo.
Palavras inúteis só servem para desperdiçar o tempo precioso da vida. Aprenda a dizer apenas aquilo que dá valor ao tempo.
Já faz um tempo
Que pela estrada, estou,
Andando alem da calçada
Vivendo, o que a vida me tornou.
A cada dia estou bem perto
Tal como hoje, festivo e risonho,
Na mesma linha da conquista
Bem dado ali, no lado certo.
Do certo ou errado, tanto faz
Se a vida me quer esculpir,
Sairá de dentro pra fluir
O que por muito sou capaz,
Mais pra onde ira este eu sou?
A onde estará o que tanto almejo?
Visto que ando e mais longe eu vejo
Este pedaço, que na estrada me sobrou.
O VAGABUNDO DAS FOLHAS CAÍDAS
Ando perdido há tanto tempo
Na noite de um amarelo profundo,
Quase cego
Sem meu ego,
Que fará o do mundo.
Sou no tempo, um vagabundo
De olhar iracundo,
E de sonhos quase igual
Vestindo roupa de gente
Mas sempre nu,
Tão diferente
No ser e na mente
Infelizmente desigual.
Mundo, não leves a mal
A distorção dos sentidos
Porque há acessos proibidos
Nesta vida de mortal.
Desejo tanto ser esquecido
Por mim,
Mesmo sem ter ainda vivido
O meio do princípio do fim.
(Carlos De Castro, in Porto, 25-06-2022)
ACOLHE-ME
Abre-me a porta do teu lar
Suspenso num tempo de encantar.
Ó lindo passarinho,
Dá-me a entrada estreita do teu ninho
E deixa-me deitar nesse maciinho,
Quentinho,
Tão fofinho,
Dos cobertores
Tecidos por ti, com amores,
Dos pedacitos das flores,
De ramos e das palhas multicores.
Acolhe-me, ó passarinho:
Estou a ficar já tão velhinho...
O meu lar é maior que o teu
Mas tão triste, como eu,
Ó passarinho.
E eu queria:
Será assim tanto mal,
Irmão passarito,
Passar contigo num grito,
O meu tão aflito natal?
(Carlos De Castro, In Há Um Livro Por Escrever, em 28-11-2022)
O passado, é uma foto amarelecida pelo tempo.
O presente, é uma paisagem passageira.
O futuro, é uma carta por jogar.
O VENTO A ÁRVORE E A CASA
Tarde de sábado.
A depressão do tempo castigava.
Agora, chamam depressão
Ao tempo mau que faz.
Porque não!?...
Mas o vento é sempre rapaz
E as árvores também femininas
Quanto velhas mais meninas.
Com a diferença que o vento
Tem agora mais lamento
E as árvores amém,
Nestas tardes sem ninguém.
O vento soprava,
A árvore balançava
Sobre a humilde casa.
Era aí que ele habitava,
Um homem pobre,
De rosto nobre.
Invocou os deuses dos ventos
E dos contratempos
A ver se a borrasca amainava.
Qual quê!?...
O vento insistiu,
A árvore caiu
E a casa humilde ruiu.
E ele deixou de acreditar
Nos deuses dos ventos
E contratempos.
Abriu os braços e pôs-se a voar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-10-2023)
ABRENÚNCIO Ó ALMAS PENADAS E OUTRAS PANADAS
Naquele tempo
De um tempo
Em que não havia tempo
Para pintar,
Eis que veio uma mão suja
Com bico de coruja
Das tintas dos tempos
E dos tormentos
Que dava só em pensar...
Teimosa mão pintou
Na tela do meu peito
Uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito
Num sentido único que ficou
A ser como que metamorfose
De um destino feito osmose
Mesmo sem água,
Só mágoa
Ao natural,
Nada de solvências de sal...
Ainda hoje eu mostro este peito
A quem queira ver a pintura
Que aquela mão suja e impura
Gravou para sempre sem jeito
Este quadro malfeito
De uma vereda de árvores negras
Onde copulavam pegas
A torto e sem direito.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Tão Triste Por Publicar, em 08-07-2025)
O buquê
Aqui, paro a te olhar;
Esperei-te por um tempo;
Não te vi desafiar;
Entreti-me com o vento.
Envolvi-me em estações;
Abracei-me ao meu frio;
Procurei por emoções;
Evitei ir ver o rio.
Parecias ter sumido;
Teu silêncio evidente;
Temos teres morrido;
Sufocado a semente.
Para as cores me perdi;
Percebi-me um daltônico;
Entre tantas escolhi;
A que é do amor platônico.
Para alguns tu és banal;
Para outros, apenas flor;
Para mim, tu és a tal;
A que inspira o amor.
Esperar-te se molhar;
Para dizeres o porquê;
Aí, resolveu desabrochar;
Para migrares ao buquê.
...
O tempo passou e o mundo continuou sendo atacado por pessoas inconsequentes, capazes de matar a honra de muitos e colocar por terra muito do patrimônio que construíram.
...
Depois da infância
Era um tempo distante
Aquele sem desconfiança
Era num passo confiante
Que se firmava a criança.
O verbo vem no passado
No passado é só lembrança
E o olhar fica molhado
Se pergunta sobra a esperança.
Já são anos os dias
O futuro mudou de lugar
São mulheres as gurias
Amanheceu o que era luar.
Inocência que não existe
Tempo tornou-se escasso
Incoerência de quem desiste
E planos que eu mesmo faço.
Na terra que já não ando
Na rua que já não brinco
A vida que está findando
O fim que já está vindo.
E eu vivo fugindo
Driblando a desesperança
Encontro a quem vem sorrindo
A encontrar-me durante a dança.
A saudade dos mortos pode ser uma perda de tempo, visto que a dor, ou sentimentos de culpa, juntos ou separadamente, não trazem ninguém de volta;
Mas a saudade dos vivos, se for verdadeira, faz sair de casa, a pé, de ônibus, carroça, de qualquer forma, importando apenas com o encontro, para rir do tempo que fez desencontrar.
