Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Cansou de desperdiçar seu tempo com palavras que se vão com o vento... Pra ela, há mais virtude em quem tem atitude, em quem mostra o que sente e está sempre presente...
Lá vai ela, navegando com seu barquinho chamado vida por esse marzão que se chama tempo, remando contra a maré, sempre à procura de um vento, mas nunca sem perder a fé. Segue firme, peito aberto, seu foco é seu talismã, pois desse barquinho chamado vida, ela é e sempre será capitã.
Ela adoraria parar o tempo, cortá-lo em pequenos fragmentos e levar consigo apenas os seus bons momentos. É que ela odeia lembrar do que a faz sofrer, do que não fez sentido, e de tudo que um dia a deixou de coração partido.
Ah, menina... o tempo não para, mas ele cura, e tudo que é dor, sara, leva embora qualquer amargura...
No fim da contas você vai perceber que o tempo é aquele amigo que te oferece abrigo, que te conta história, e que guarda pra ti o que é bom, numa caixinha chamada memória.
Ela tem todo tempo do mundo, e no entanto, vive cada segundo como se fosse o último. Porque ela é intensa, e sua vontade de ser feliz, é imensa...
No final somos como as ferramentas que ao longo do tempo vão se desgastando pouco a pouco com o uso...
E é por isso que isso a obrigatoriedade de cuidarmos do nosso corpo alimentando o nosso espírito com devoção e fé.
Todos falam do tempo o tempo todo, seja hora ou minuto, não existe tempo no mundo igual ao seu tempo.
Viver e lembrar, sorrir e chorar, só morrendo para recordar.
Relógio marcando, seu celular notificando, esperando aquele encontro e o tempo da vida só passando.
O Guardião
Na porta do tempo, todos os dias têm um Soldado que guarda a entrada do Dia e puxa os lençóis da Noite.
Tudo na hora certa, matematicamente de uma precisão exata. Cansado dos anos, das horas de sentinela, o Soldado reclamou ao Crepúsculo da sua solidão.
Queria companhia, o isolamento ecoava cores de espectros. O Crepúsculo argumentou ao Soldado:
– Mas você não está sozinho, tem o Dia, o Sol, as Nuvens, avista as tempestades ao longe. No demais, nunca vai saber com que roupa o Dia vai sair e ainda tem a Noite, que chega elegante, às vezes chora, é dramática, tem broche no peito adornado de brilhantes.
O Soldado reclamou:
– Mas o Dia é desorganizado e bagunçado, às vezes, se veste com manga ou sem manga, simplesmente navega e acontece.
– Mas que prefere – perguntou o Crepúsculo?
– Uma associação, um afeto, disse o Soldado.
O Crepúsculo conversou com o Dia e a Noite, e no consenso, emprestaram uma Estrela no peito do Soldado guardião.
– Mas você, que foi ostentoso e observador, vamos enfeitar seu isolamento com uma Estrela que adornará sua ombreira.
O Dia, o grande negociador, bateu o martelo.
Ficou o Soldado feliz, agora não ficaria só com a Noite, que o fazia conversar permanentemente com a sua solidão; tinha Estrela para apaziguar seu imperativo.
Ficou deslumbrado com sua elegância, aparecia sempre elegante, de pouca conversa, não discordava, somente piscava, deixava passar. Estrela dormia muito durante o dia. Conversava incessantemente com a Lua, amiga íntima.
O Soldado, cada vez mais apaixonado, se esquecera do combinado. Passou a decretar mesa posta na hora perfeita, jantares perfumados e fumegantes para saciar seu desejo.
Estrela se queixou dos afazeres para a Constelação.
O Dia, enamorado de longa data por Estrela viu a batalha anunciada. O Corpo Astral deliberou sobre a palavra “emprestar” e se concluiu que era ceder.
Na disputa, os aspectos, os Ares advogados, concluíram que ceder podia ser renunciar ou abdicar.
E virou guerra, o Soldado armado, o Dia almejando vingança.
Na ocasião do duelo Estrela partiu, a oportunidade marchou com apetite de retaliação.
O Dia estava com fome
comeu toda a Noite
mas sobrou a Lua
que ao correr do Dia
foi devorada
A Noite queria se vingar
comeu todo o Dia
fez a Escuridão aparecer
Combateram.
No mais restaram poucos amigos, cada um no seu tempo ajuizado. Do Soldado sobrou um apagão sentimental e uma sina, uma Estrela Rutilada decorando lembranças em seu uniforme para sempre, dos tempos largados em ação.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Nublado e chuvoso
Amo demais o tempo nublado e chuvoso. É ótimo para ficar em casa e dormir, mas também é perfeito para tirar os projetos e sonhos da gaveta, dando forma a eles. Tempo bom traz disposição para o descanso ou para o trabalho. Aproveite! Amo demais o tempo nublado e chuvoso. É ótimo para ficar em casa e dormir, mas também é perfeito para tirar os projetos e sonhos da gaveta, dando forma a eles. Tempo bom traz disposição para o descanso ou para o trabalho. Aproveite!
Respeito não se compra
Mas nada na vida é de graça, chapa
Seja bem-vindo aos tempo de guerra, guerra
Conto onde os sentimento se encerra
Quem desafia o Tempo?
O tempo não se desafia,
flui as vezes lento...
ás vezes depressa
conforme a ansiedade ou agonia.
A vida é algo delicado, por sua vez algo almejado por tantos e ao mesmo tempo odiados por muitos... Afinal Por que?
Quantas vezes um sonho pode te trair?
Por quanto tempo vale procurá-lo?
A porta de pronto se abre e choca todo os átomos!
Verdades, mentiras, fantasias, nada mais é claro.
A dúvida é a grande certeza do caminhar ao regalo.
O medo é a ponte que permite o gozo de um triunfo sem igual já deixado no tempo de outro carnaval.
Onde mora todo o sentido?
Por quantas vezes devemos procurá-lo?
Fugas, sonhos, delírio, nada mais é claro.
A dúvida é a grande certeza do caminhar ao regalo.
O desejo é o caminho que alimenta o tempo doutro carnaval.
Esta vida é curta demais, para perdemos tempo discutindo por política, sexo, ou religião.
Viva seu hoje intensamente e leve
Quem nasceu não sabe exatamente quando morre, o tempo se encarrega e de todos, viva bem as oportunidades aproveitando de forma positiva cada segundo.
