Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Tudo valoriza ao longo do tempo, inclusive a força da disciplina, se cada um permitisse que ela administrasse a soberba, a ignorância e a altivez de espírito com sabedoria.
Gasta muito rápido o que você levou tempo para economizar; portanto, conheça as suas necessidades pessoais, profissionais e familiares, antes de tomar qualquer decisão.
Use o seu tempo com criatividade e sabedoria e leia excelentes livros; tenha bons relacionamentos, comunique-se sempre eficiente e determinado, apto para inovar suas realizações e assumir novas responsabilidades, preferencialmente dentro de suas habilidades e limites.
Ajuste o tempo de sua vida física, consertndo os seus erros na terra,
antes que o Dono da Eternidade acerte contas com a sua alma à Porta dos Céus.
O tempo nunca está à favor daquele que vive alimentando a antropolatria alheia, sendo escravo das horas dedicadas aos demônios.
Se não tiras tempo para com Deus é possível que o diabo esteja te roubando as maiores horas da tua Eternidade, longe dos Céus.
Quem investe tempo com Deus não gasta horas em banalidades, futilidades e trivialidades da vida: tem propósitos, motivações e qualidade de vida.
O tempo é crucial em relação à volta de Cristo: milhões de vidas morrem sem nenhum relacionamento com a mensagem de Sua cruz e com o perdão que Deus oferece, através do arrependimento da alma que peca.
Invista o seu tempo com atividades, informações, conversas pessoais, estudos, cursos e leituras que promovam a sua formação acadêmica, suas habilidades profissionais, seus dons espirituais e suas responsabilidades pessoais, porque amanhã haverão outros compromissos maiores e promissores no exercício de sua função.
Um pouquinho
Um pouquinho pra descansar,
um pouquinho pra respirar,
um pouquinho pra namorar,
um pouquinho pra caminhar.
Um pouquinho pra descansar,
um pouquinho pra relaxar,
um pouquinho pra deitar,
um pouquinho pra abraçar.
Um pouquinho pra beijar,
um pouquinho pra caminhar,
um pouquinho pra contemplar,
um pouquinho pra te olhar.
Um pouquinho pra andar,
um pouquinho no abraço,
um pouquinho pra almoçar,
um pouquinho pra jantar,
um pouquinho pra tomar o café da manhã.
Um pouquinho pra dormir,
um pouquinho pra não pensar,
um cantinho pra relaxar,
um pouquinho pra sonhar.
Um pouquinho pra ficar acordado, sem adormecer,
um pouquinho pra respirar,
um pouquinho pra amar,
mudar um pouquinho pra abraçar,
um pouquinho pra escrever,
um pouquinho pra dar,
um pouquinho pra receber.
Um pouquinho pra falar,
e um pouquinho pra ficar em silêncio.
Um pouquinho para tudo,
um pouquinho para nada.
Um pouquinho é tudo.
Um pouquinho não é nada.
Um pouquinho pode ser,
que um pouquinho, tudo é.
Um pouquinho, tudo pode.
Um pouquinho tem que ser.
Um pouquinho poder descansar,
um pouquinho pra esquecer,
um caminho pra amar,
um pouquinho pra cantar.
Um pouquinho pra fazer,
um pouquinho pra nada fazer.
Um pouquinho pra ser,
um pouquinho pra sonhar.
Um pouquinho pra ver o mar,
um pouquinho pra amar,
um pouquinho pra contemplar,
um pouquinho pra caminhar.
Um pouquinho pra dormir,
um pouquinho pra relaxar,
um pouquinho pra espreguiçar,
um pouquinho pra cozinhar.
Um pouquinho pra deixar a vida sim,
sem pensar.
Uma vida…
Um pouquinho pra viver,
um pouquinho pra esquecer,
um pouquinho pra lembrar,
um pouquinho pra amar, amar e amar.
Uma pessoa é provada quando tem oportunidade de escolher praticar o bem ou o mal. O certo ou o errado.
Mas o caráter só pode ser definido quando conduzido pelo tempo. Afinal, erros ocasionais todos cometem e o recorte de uma situação pode significar apenas uma escolha errada.
O longo tempo percorrido na mesma situação mostra o caráter!
Uma vez ouvi:
"Gostaria de arrancar seus olhos, seu rosto, colocar no lugar dos meus, para conseguir ver o mundo do mesmo jeito que via antes, voltar naquele tempo [...] Temos a impressão de que os olhos são responsáveis, de que são eles que nos fazem enxergar e trazem o sentimento daquele contato — mas é uma mentira. A gente acha que é o espaço; achamos que, se voltarmos para aqueles lugares, os sentimentos retornarão. Achamos que, ao voltarmos para os mesmos lugares, vivermos as mesmas coisas, tentarmos repetir aqueles momentos, o sentimento vai permanecer ali, que vamos reencontrar aquilo — e, quando chegamos lá, nos decepcionamos. Isso mostra a mentira do tempo, porque o tempo se disfarça de espaço. Buscamos algo no espaço, naqueles lugares, buscando o mesmo sentimento, mas percebemos que, mesmo os espaços continuando ali, iguais... E é isso que nos machuca: olhamos para uma casa, e é a mesma casa — mas não é. Porque o tempo passou. Esse sentimento que buscamos, esse reencontro, é um sentimento que o tempo leva." — quebrando a caixa
O tempo é a coisa mais difícil de ser explicada. Mesmo um segundo consegue mudar nossa vida — basta um segundo para "aquele lugar" não ser mais o mesmo. Machuca, mas tem seu lado positivo. Nem sempre o sentimento que você cultiva sobre determinado espaço é bom; a vantagem do tempo é que ele mudará isso.
No caso dos momentos bons que o tempo levará — são momentos. São passageiros. E isso nos faz valorizar cada detalhe em determinada situação, porque todo momento é único, tem tempo limitado, tem sentimento específico. E isso é bom. Tudo que dura mais do que deveria perde seu brilho. Provavelmente, aquele momento em sua memória não seria tão bom se, toda vez que você voltasse naquele espaço, naquele lugar, sentisse a mesma coisa.
Existe algo poético no fim. Existe algo poético no que tem fim.
Não culpe os olhos. São eles os responsáveis pelo silêncio nostálgico, estranhamente triste, das suas memórias fotográficas. Com eles vemos o mundo — mas o que sentimos ao olhar vai além do que é visível. Eles são parte da forma como vivenciamos o tempo e as emoções.
Se sua alegria diante de uma conquista depende de plateia, a essência da sua vitória já se esvaiu há muito tempo.
Mímesis
Procuramos sentimentos e achamos apenas o eco de nossas vozes
Quando o eco volta seco e árido a tristeza nos consome
Acordamos e lembramos que apenas foi um sonho
A rotina engole o sonho e transforma em ação
Procuramos a ação e achamos apenas o eco de nossos gritos
Quando o grito incomoda é o ódio que nos consome
Sabíamos que o eco era um alerta para o processo de reificação
O processo se tornou a metalinguística da própria rotina
A bifurcação já se tornou ‘unifurcação” a tanto tempo…
O presente sempre um rolo de filme repetido
O futuro o presente calculado
E do passado só resta o medo
O tempo… “Este” sempre será uma narrativa.
