Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Tenho medo do abandono,
da sombra fria que se avizinha,
do vazio que preenche as lacunas
onde antes habitava o afeto.
Tenho medo do silêncio que ecoa,
nas paredes do peito, tão só,
onde outrora as vozes dançavam,
agora apenas o eco de um nó.
Tenho medo de ser esquecido,
como um livro fechado na estante,
as páginas amarelas de histórias,
que ninguém mais se lembra ou sente.
Mas também tenho a esperança,
de que no fundo desse temor,
encontro forças para aceitar,
que o abandono não apaga o amor.
E assim, entre o medo e a coragem,
vou costurando as feridas do ser,
pois mesmo que o medo me assombre,
aprendo a viver, a crescer.
Não posso te oferecer todo o amor do mundo!
O único que tenho para te dar é o meu, mas se ele for seu?
Você terá sempre o melhor de mim, em qualquer lugar do mundo.
O meu amor será o teu jardim, quanto mais você regar...
Mais ele irá florir.
E se você conseguisse notar esse sentimento?
Sentimento esse que tenho ocultado, por saber não haver esperança para nós dois.
Pensei que conhecer essa realidade, seria o suficiente para me conformar.
Mas não é.
Talvez devesse ter te deixado apenas em minhas recordações.
Só que meu erro, foi ter me permitido escutar o meu lado emocional.
E isso me levou novamente até você.
Tenho aprendido com minhas experiências profissionais que, quando as pessoas desacreditam da nossa competência e colocam em nós a culpa por seus próprios erros, isso reflete mais sobre elas do que sobre nós.
É muito fácil culpar o outro quando ele não está presente para sua própria defesa, mas essa atitude revela a insegurança de quem acusa. Nossa força está em reconhecer nosso valor e seguir em frente, sabendo que a verdade sempre prevalece.
Não devemos carregar o peso que não é nosso; continue fazendo o melhor, pois a verdadeira integridade está em assumir responsabilidades, mesmo na ausência do outro.
Amar é se arriscar.
Tenho conhecimento disso.
E do seu lado, até sinto que poderia expor meu sentimento.
Mas, o meu lado racional me lembra do abismo que cai em outrora.
Agora, estou em um conflito interno, ser transparente e quem sabe, ser o início de algo bonito. Ou manter meu sentimento enterrado e ficar preso nesse conforto.
É como estar à beira de um precipício, onde posso tanto despencar, quanto descobrir que tenho asas.
Então, me pergunto se a outra pessoa também estiver nesse mesmo precipício. E se o risco for uma aposta mútua.
Minha luta é pela vida real que vai além das aparências do que vivemos. Quando sonho tenho a impressão que é realidade, tudo que penso é fruto da verdade; se erro sou pego; vivendo, aprendendo, querendo, absorvendo… clareza, beleza, imagens, prazeres… somos mais que afazeres, obrigações, cifrões - somos vivências esquecidas após deitarmos em caixões. Eu rasgo o véu de um mundo de ilusões. Vou eternizar meu nome igual a Cristo antes do crucifixo; incentivar o cego a enxergar, o inválido a andar, o rancoroso a amar. Nossa vida é uma chama que está prestes à apagar. Somos flagrâncias que somem do ar. A criança que questiona, o velho que aceita. O jovem que bate de frente, a pessoa que sente, a saudade que machuca, a saúde que ajuda, a maldade que nos julga, a bondade que ajuda.
Atualmente, estou em um momento da vida em que não tenho energia para conflitos, estou cansado de drama e simplesmente não tenho tempo para hesitações.
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Queria estar perto
Sufocou
Queria estar longe
Separou
Tenho medo do vão
Que restou entre o sufoco e a separação
Um certo filósofo, Fiódor Dostoievski disse: "Tenho de proclamar a minha incredulidade. Para mim não há nada de mais elevado que a ideia da inexistência de Deus. O homem inventou Deus para poder viver sem se matar." A última frase significa, em comparação com a segunda: "Muitos dentre os homens estão tão intensamente apegados aos seus desejos e vícios, que se sendo condenados por Deus pelas suas práticas pecaminosas, não podendo fazê-las de tal forma; que por elas se matariam. Mas, para isso, afirmam que Deus não existe; e criam seu próprio 'Deus', que os permitem fazer as suas perversidades, assim que não se matassem por elas, pela mesma intensidades que estão ligados em seus corações. A ideia ao praticarem seus atos, que não serão condenados ao 'normalizarem' entre si; os levar a ideia que Deus não existe, mas sendo estás as suas ilusões que alimentam, por loucura, ignorância ou arrogância. A incredulidade que o filosofo proclamou, é justamente ver os homens do seu tempo contemporâneo serem exatamente assim, que pelas suas normas agiam como se fossem natural, e por um entendimento que não deveriam se arrependerem por não haver condenação, ao negar a existência de Deus... Mas a justiça nunca tarda.
Tenho sã consciência de que a humanidade ideal, “Amor verdadeiro, compreensão e solidariedade”, está muito longe de acontecer, mas tenho certeza de que virá.
as vezes vem a tona o que tenho enterrado,o que se foi,o que não se pode voltar,o que também não se pode esquecer,seria cômodo apenas deletar,fingir que nunca nem se quer ocorreu,mas diante tantas lembranças ruins só me recordo das boas,sei que não posso me arrepender de nada do que já se passou,nem tentar voltar pra o que não existe mais,pois quando se já amou tanto um lugar,e esse lugar se foi a única coisa que lá existe são as lembranças,no mais tenho guardado apenas as melhores lembranças,e trago comigo a certeza de que nunca mais irei retornar aquilo,mas sempre levarei comigo o que já se foi.
Minha personalidade é complexa.
Tenho um riso para cada situação: um que esconde a timidez, outro que dispara emoções, um de puro deboche e outro para ativar a imaginação.
Posso ser doce ou apimentada, depende do que se desperta em mim. Fria ou quente, cabe ao outro saber o que conquistar.
