Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Na terça-feira, eu acordei às 3 da manhã e sai andando pelas ruas, rindo, cantando, reclamando, vendendo dor. Na quarta, eu amanheci de porre, interpretando as músicas da Maysa, ainda com os olhos fechados, com o copo de vodca na mão, cercado de livros de astronomia e brasas de cigarro espalhadas pela cama. Mas foi na quarta-feira que me dei conta: eu realmente estava perdidamente louco, desequilibrado e que isso não teria volta.
Eu tô andando feito um louco pelas ruas. Eu não penteio mais os cabelos, pego qualquer coisa no armário, mal sei se é dia ou noite. Simplesmente saio por aí. E tô pouco me lixando se andam me olhando atravessado ou não, se vão comentar ou rir de mim. Tô fazendo tudo errado, eu sei. Mas também tô com uma dor tão profunda que só Shakespeare entenderia.
Ele tá lá fora bebendo vodca, falando besteira e sorrindo com os amigos. E eu tô cá dentro, trancado, levando as coisas a sério, reclamando de tudo e escrevendo tanto (...)
Eu sei que você vai segurar minha mão no meio da conversa, eu vou prender o ar na garganta, e você vai fingir que não me quer, que é só amizade.
No fundo, no fundo — bem lá no fundo do meu coração —, eu sabia que não ia dar certo. Mas eu quis continuar.
Chorei porque eu não fazia ideia que eu me machucaria tanto, porque ao chegar em casa e abrir a droga da porta do meu quarto eu fiquei parado ali, remoendo. E chorei, porque voltei a lembrar daquelas coisas todas que eu prometi esquecer.
Eu sinceramente gostaria de explicar o que é você, mas também sinceramente posso dizer que isso é impossível, já tentei mil definições, mas tudo me parece tão vago quando se trata de você, talvez você seja isso, um vazio que nunca foi preenchido.
Eu queria ter o poder de controlar as minhas lágrimas, porque elas insistem em cair, quando não devem.
Não sei vocês, mas eu já andei por um caminho que não estava reto, e ele estava me levando a um abismo. No trajeto era difícil perceber que o fim seria trágico, pois o inimigo mascarava a estrada de todas as maneiras.
Sabe... Eu fico pensando em todos os nossos momentos e sorrio, sorrio e percebo minha felicidade porque te amar agora virou um vício, e eu acho que não remédio para isso? ou será que há? Não me faça chorar nem desistir, as vezes o amor não é tudo mas continue me fazendo sorrir,querido.
Perdoe-me pela minha intolerância ortográfica, mas eu não consigo associar ganância e amor na mesma oração.
Na dúvida sobre qual caminho seguir, simplesmente eu deixo a estrada me levar. Parado eu não fico não!
