Eternos Namorados
O DESINTERESSE
A gente percebe o desinteresse nas respostas vazias,
E isso dói, sabe?
É como um vazio que nos invade,
Um silêncio que ecoa e nos entristece.
Buscamos conexões verdadeiras,
Palavras que toquem a alma,
Mas nos deparamos com superficialidades,
Com diálogos vazios que não nos acalmam.
É como caminhar em um deserto,
Onde a sede de uma conversa profunda,
É saciada por frases sem sentido,
Que nos deixam ainda mais mordidos.
Mas não podemos desistir,
De encontrar aqueles que nos entendem,
Que se importam com o que temos a dizer,
Que nos enchem de amor e não de vazios.
Ainda existem almas sensíveis,
Que valorizam a verdade e a empatia,
Que se esforçam para compreender,
E nos mostram que há esperança no dia a dia.
Então, não se deixe abater pelo desinteresse,
Pelas respostas vazias que machucam,
Continue buscando por conexões sinceras,
E verá como a vida pode ser mais bela.
Pois, apesar das feridas que causam,
As respostas vazias nos ensinam,
A valorizar ainda mais a presença,
Daqueles que realmente nos cativam.
Já imaginou nós dois? Domingo, dia nublado, previsão de chuva e um friozinho lá fora. Enrolados num cobertor, comendo pipoca e assistindo filme. Bem clichê.
Beijo no pescoço, que dá um arrepio gostoso de sentir o nariz gelado.
Shakespeare fala da paixão de uma forma que se você não estiver apaixonado, você sente que deveria estar.
É o amor que cabe no pequeno espaço do tamanho do meu coração, mais que de tão grande encobre o universo com sua emoção, é o amor que jamais pode ser guardado em outro lugar, e só o meu coração tem o dom de poder te amar ❤️❤️
Amar você todos os dias é inevitável, pois na assinatura de posse do meu coração está escrito o seu nome.
Valorize as pessoas hoje, dê flores hoje! Mesmo que tenha muito pouco;
Não espere que o funeral chegue para lhe dar o seu melhor.
Eu não poderia esperar viver isto, pelo menos, não agora. Todas essas sensações que invadiram meus pensamentos e meu corpo, de uma única só vez, sem pedir ao menos licença. Como pode a paixão chegar assim em tão pouco tempo? Não, eu não estava preparada, estava ainda digerindo os intempéries de meses atrás, então ela me invadiu, sim, de forma inesperada.
Ah, mas como foi bom, sentir tudo aquilo, aquilo sabe, que a gente sente no começo de tudo, aquela sensação de banho recém tomado com a brisa da aurora, aquela sensação que só se sente uma vez, que é a de saber que você está chegando e vindo pra mim.....
As vezes a gente para e fica olhando pro nada e sorrindo sozinha. Em algumas situações o choro pode vir também, e você sabe ali naquele momento, meio desconfiada consigo mesmo, que a paixão te pegou. Ah, quando ela vem, todo momento se torna especial. Um lábio mordido, um batom esparramado, um abraço tímido, um beijo roubado. Sim, a paixão é assim: o início de tudo.... Então, o que você espera agora? Acredite, ela está vindo, eu a sinto, eu a vejo, eu a desejo em mim, eu a desejo em você.
É tão lindo ver o céu azul,
Nos teus olhos diamante,
E é tão belo o teu sorriso!
Sei que ele me diz:
Vida, te encontrei, missão cumprida.
Eu posso até dizer;
Que vivo só sonhos...
(Nepom Ridna)
POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja
Entre o cântico e o tambor: uma filosofia entre o Gregoriano e o Iorubá
Exu abriu os caminhos —
e com seus pés de encruzilhada, nos levou até esta pergunta:
O que é estar junto,
senão duas almas que aprenderam a habitar a si mesmas?
O que é o amor,
senão um espelho onde Ori reconhece Ori,
e o destino se curva ao gesto de permanência?
Antes de tocar a alma do outro,
mergulha na tua.
Desce os degraus do teu próprio abismo,
ajoelha-te diante de tua sombra,
e pergunta:
— Quem sou eu,
quando o silêncio me olha?
Porque amar não é possuir.
Amar é sustentar o peso do outro
com as mãos que já aprenderam a carregar a si mesmas.
Ìwà, o caráter,
é o solo onde floresce o vínculo.
Sem ele, tudo apodrece:
até a doçura, até a promessa.
É preciso tempo.
Tempo para decantar.
Tempo para conversar com tua ancestralidade,
ouvir os ecos do teu Egbé,
e deixar que Àṣẹ conduza os gestos
ao ritmo da tua verdade.
Conhece-te.
Aceita o teu caos.
Abraça teu corpo como templo e teu espírito como rito.
Não exijas do outro aquilo que tua alma ainda não é capaz de ofertar.
Não prometas o céu, se ainda chove dentro de ti.
Relacionar-se não é preencher um buraco —
é celebrar o transbordo.
Porque, se não há plenitude em tua solitude,
haverá apenas ruína na partilha.
Melhor seguir só,
inteiro em tua solidão,
do que acompanhado,
mas vazio de ti.
Exu não responde com respostas.
Ele oferece caminhos.
E cada escolha é uma oferenda ao próprio destino.
O esquecimento é um grande aliado da ingratidão.
O antecessor nunca tem valor pouco importa as melhorias que deixou.
Tudo o que se entende como bom será atribuído a um bem aventurado que chegou.
Mas um dia a memória volta numa dessas voltas que o mundo dá ressuscitando quem por ali um dia passou com uma linda lembrança, dessas que não tem como não sorrir ou chorar.
Então na mesma hora um rastro de imagem e odor punirão a parte que não agiu e ficou.
