Estou Rindo a Toa
"Dizer 'estou aqui' é um alento, mas permanecer quando o silêncio se torna pesado é o que realmente nos mantém de pé."
Estou no Meio do Nada e o Nada é Tudo
Autor: Juvenil Gonçalves
Estou no meio do nada.
E o nada, imenso, me circunda
como um deus sem rosto
respirando dentro das coisas.
Nenhuma torre rasga o horizonte,
nenhuma máquina catequiza o silêncio;
há somente o campo —
essa gramática antiga da eternidade.
O vento passa
com sua túnica invisível de monge,
e as árvores, imóveis sacerdotisas,
celebram liturgias de sombra e seiva.
Aqui o tempo desaprendeu os relógios.
As horas não marcham:
germinam.
O barro conhece meu nome
com uma intimidade mineral;
a água do poço me olha
com olhos anteriores ao homem.
Estou sozinho,
mas a solidão é uma multidão de presenças:
o inseto que cintila na relva,
o pássaro que costura o crepúsculo,
a rã que filosofa no brejo
com sua metafísica de água escura.
Tudo parece pobre
aos olhos da cidade —
e contudo há uma opulência secreta
na ferrugem do arado,
na fumaça subindo do fogão,
na lentidão sagrada dos animais.
Porque o nada
não é ausência.
O nada é o ventre original
onde o mundo repousa
antes de virar ruído.
E eu, perdido no ermo,
descubro enfim
que os homens morrem de excesso,
mas a alma floresce
quando aprende a caber
dentro do infinito vazio.
Estou no meio do nada.
E pela primeira vez
tudo existe.
Eu estou diante de você, e não é por acaso. Eu sei o que é sentir que existe algo maior me chamando. Eu sei o que é ter um sonho estranho, intenso, quase inexplicável, e acordar com a sensação de que aquilo significava mais do que parecia. Eu já estive nesse lugar. E talvez, assim como você, eu tentei entender se aquilo vinha de fora… quando, na verdade, vinha de dentro.
Eu sonhei com algo que não cabia na lógica comum. Um ser que descia dos céus, que mudava de forma, que me olhava como se soubesse exatamente quem eu era antes mesmo de eu me tornar. E quando ele disse o nome, Mamu, eu não senti medo. Eu senti fascínio. E foi ali que tudo começou a mudar.
Porque o fascínio não mente.
O medo paralisa, mas o fascínio aponta. Ele revela aquilo que a gente deseja, mas ainda não teve coragem de assumir.
E naquele momento, sem perceber, eu estava diante da minha própria expansão. Não era um ser externo. Era uma representação daquilo que eu poderia me tornar. Algo mais consciente, mais estratégico, mais livre.
Mas liberdade não vem do excesso. Liberdade vem do controle. E foi aí que eu entendi algo que mudou completamente a minha forma de viver:
O suficiente é luxo.
Sim, o suficiente é luxo. Porque em um mundo onde todos querem mais, mais coisas, mais validação, mais reconhecimento, escolher o suficiente é escolher poder.
Mas me responde com sinceridade: você sabe o que é suficiente para você?
Ou você está apenas correndo atrás de algo que nunca termina?
Eu precisei parar. Eu precisei encarar o vazio que existia entre o que eu queria e o que eu realmente precisava. E não foi confortável. Porque o excesso disfarça a insegurança. Ele ocupa espaço, preenche o silêncio, evita que a gente encare a verdade.
Mas quando eu comecei a remover o excesso, algo curioso aconteceu.
Eu comecei a me enxergar.
Minimalismo nunca foi sobre ter pouco. Minimalismo é sobre ter clareza. É sobre olhar para a própria vida e perguntar: isso aqui tem propósito ou só está ocupando espaço?
E essa pergunta não serve só para objetos. Ela serve para tudo.
Para os pensamentos que você repete.
Para os conteúdos que você consome.
Para as pessoas que você mantém por perto.
Para as metas que você diz ter, mas não executa.
Eu comecei a eliminar. E no começo deu medo. Porque parece que você está perdendo. Mas não está. Você está abrindo espaço.
Espaço para o que realmente importa.
E foi nesse espaço que eu comecei a construir algo real. Eu parei de tentar fazer tudo e comecei a fazer o essencial. Eu parei de postar por postar e comecei a comunicar com intenção. Eu parei de querer agradar todo mundo e comecei a falar com quem realmente precisava me ouvir.
E aí entra algo que muita gente não entende:
Eu não vendo e-books. Eu vendo transformação.
Ninguém acorda pensando “vou comprar um e-book hoje”. As pessoas querem mudar. Querem se sentir melhores, mais leves, mais confiantes, mais no controle da própria vida.
E se você não entende isso, você não vende.
Mas se você entende… você constrói algo que cresce.
Eu comecei a observar. Testar. Ajustar. Errar. Melhorar. Repetir. E repetir de novo. Sem glamour. Sem atalhos. Sem esperar motivação.
Porque motivação é instável. Mas decisão é sólida.
E foi aí que eu percebi que enriquecer não tem a ver com fazer muito. Tem a ver com fazer certo, de forma consistente.
Você não precisa de 100 estratégias. Você precisa de uma que funcione… e repetir.
Você não precisa de mil ideias. Você precisa de uma clara… e executar.
Minimalismo é isso. É cortar o excesso de esforço desorganizado e focar no que gera resultado.
Mas deixa eu te perguntar algo que talvez você esteja evitando:
Você quer enriquecer… ou você quer parecer que está tentando enriquecer?
Porque existe uma diferença enorme.
Uma pessoa que quer enriquecer aceita o processo. Testa, falha, aprende, ajusta.
Uma pessoa que quer parecer ocupada fica presa no planejamento, no consumo de conteúdo, na comparação.
E eu precisei escolher.
Eu escolhi agir.
Mesmo sem garantia. Mesmo sem perfeição. Mesmo sem aplauso.
Porque no fundo, eu sabia: a versão da minha vida que eu desejava não viria até mim. Eu precisava construir.
E aquela figura do meu sonho… aquela que mudava de forma… era exatamente isso.
Adaptabilidade.
Quem cresce muda. Quem cresce se ajusta. Quem cresce não fica preso em uma única identidade.
Hoje eu entendo que aquele “Mamu” não era alguém vindo me ensinar. Era uma parte de mim dizendo: você pode ser mais.
Mas existe um preço.
E o preço não é dinheiro. É disciplina.
É fazer o que precisa ser feito quando ninguém está vendo.
É continuar quando não tem resultado imediato.
É confiar no processo mesmo quando a dúvida aparece.
E aqui está o ponto mais importante de tudo isso:
Você não precisa de uma vida gigante para ser feliz.
Você precisa de uma vida alinhada.
Uma vida onde o que você faz faz sentido. Onde o que você consome não te pesa. Onde o que você constrói te aproxima da liberdade.
Isso é riqueza de verdade.
Não é sobre ostentar. É sobre respirar sem peso.
Agora eu te deixo com isso, e eu quero que você leve a sério:
O que, na sua vida hoje, é excesso disfarçado de necessidade?
E mais…
Se você continuasse exatamente como está agora pelos próximos 2 anos… você estaria mais perto do seu suficiente ou mais longe dele?
Porque a resposta disso define tudo.
E talvez, só talvez… aquele sonho não foi estranho.
Foi um convite.
ALINNY DE MELLO
15 de Mello de 2026
Titulo
Só Vejo Você [Traços Seus]
Sera que ainda estou
Apaixonado por você?
Sera que ainda existe alguma
coisa aqui dentro do meu ser?
Pois toda as garotas que eu vejo
Só vejo você!
Quando elas estão de costa
Os cachos delas me lembra você!
Estou doente de amor?
Estou doente de paixão?
Nao sei o que esta acontecendo comigo.
Olha que nem estou ficando doido,
Pra ver em outras garotas alguém que nao seja você...
O que acontece comigo?
Talvez eu só esteja
Te carregando aqui dentro,
Tão fundo que meu coração
Se perdeu na missão.
E sem perceber, meus olhos
Procuram seus traços por aí,
Seu jeito de andar, seu sorriso,
Seus gestos...
Porque quando a gente ama
Alguém demais,
A alma faz isso:
Procurando a pessoa amada
No rosto do mundo inteiro.
Quando penso que estou inteiro, descubro novas rachaduras, e percebo que ser humano é aprender a cair com elegância, a aceitação do próprio caos é libertadora, quem tenta ser perfeito morre antes de viver, eu prefiro ser real, mesmo que doa.
Tenho pavor da apatia. Prefiro a dor que me lembra que estou vivo ao gelo que me protege de sentir qualquer coisa.
Às vezes sinto que estou gritando debaixo d'água, vendo as bolhas do meu desespero subirem à superfície sem que ninguém entenda a mensagem que elas carregam. Escrever é aprender a desenhar na areia do fundo do mar, esperando que a maré alta leve o recado para alguém que saiba nadar.
Estou em uma fase da minha vida em que abri mão de tantas coisas… e percebi que a mais sábia de todas foi abrir mão das discussões, pois percebi que a paz interior vale muito mais do que a vitória momentânea de uma palavra.
Estou amando um homem muçulmano
E ele é tão doce
Seus olhos me contemplam
Ele ama a natureza
Ama rosas
Ele faz coisas para me agradar
Ele me fala para descansar
Ele traz comidas para mim de forma gentil e preocupada
Ele dança
Ele sorri com seus amigos
Ele faz as suas orações e sorri pra mim
Ele fala que somos doces
Seu nome faz reverência a Allah
Ao seu lado, eu contemplo o vento nas folhas
Ele não bebe álcool
Ele não come carne de porco
Ele me coloca em seus braços
Ele ama a chuva
Chove e ele roda comigo na chuva em seus braços
Com ele, eu aprendi a amar coisas que antes não amava
Com ele, eu sinto prazer, tenho vontades
Com ele, eu me ilumino
Ele é cientista
É perfeccionista
Ele não tenta me convencer sobre Allah
Porque as montanhas que eu via aos oito anos de idade me falam sobre esse agora.
Estou sozinho, não tem problemas. O Sol está sempre sozinho, mas ainda assim, continua sempre brilhando.
Ainda sou um estudante. Estou estudando 9ª classe no Colégio Graças a Deus em Cabinda.
Estudei no Colégio Bueia (foi a minha primeira escola) em Cabinda, Colégio Paulo Macaia (desde a 2ª classe até a 6ª classe) em Cabinda e no Colégio Neo Semear (desde a 7ª classe até a 8ª classe) em Luanda.
Pensei em pensar. Então estou pensando. Pensando o pensamento que quer e não quer sentir, sentindo o sentimento que quer mentir o espelho.
Triste estou, não me conheço totalmente. A dor procura o meu medo, mas o medo ficou no fundo do mar da qual eu me tinha afogado e a água ficou com o meu medo, minhas decepções e em troca me deu ódio, raiva, vingança, sabedoria e me ensinou como transformar a dor em combustível, essa mesma água, me deu energia, autoestima e frieza. Depois disso, essa mesma água formou uma nova vida em mim e desde então, não me afogo mais, aprendi a ser como o mar, como uma árvore resistente à diferentes tempestades, aprendi a ter fé, resistência, resiliência, esperança, mas a solidão foi a casa que foi pintada com tristeza e dor.
