Estômago
O amor que eu sempre esperei não era sobre borboletas no estômago…era sobre trazer paz no coração.
Eu demorei para entender isso.
A gente cresce acreditando que amor é intensidade, é urgência, é não conseguir respirar sem o outro.
Mas o amor que eu sempre esperei… era silêncio confortável. Era colo nos dias difíceis.
Era alguém que fica, principalmente quando não é fácil ficar.
Não era sobre alguém que me completasse
era sobre alguém que somasse.
Que respeitasse meus processos, minhas fases, minhas cicatrizes.
O amor que eu sempre esperei não me confunde, não me diminui, não me faz duvidar do meu valor.
Ele me ensina.
Me amadurece.
Me faz crescer.
Talvez o amor que você sempre esperou não seja o mais barulhento…
Talvez seja o mais calmo.
O mais seguro.
O que não te tira o chão
mas constrói um junto com você.
E quando a gente entende isso…
a gente para de procurar emoção
e começa a reconhecer conexão.
Eu prefiro uma verdade que dói primeiro.
Depois cura.
Às vezes prefiro um soco no estômago.
Daqueles que tiram o ar e a maquiagem.
Que me deixa sem ar, sem máscara... sobra só eu.
Verdadeira. Inteira. Crua.
Eu não preciso de quem passa a mão na minha cabeça quando eu tô me sabotando.
Preciso de quem segura meu rosto e diz:
“Olha pra você. Para de fugir”.
Prefiro a frase dura da amiga do que o abraço falso do inimigo.
Porque quem te deixa cair sorrindo não é amigo. É plateia.
A verdade é remédio amargo.
É faxina na alma.
Se não ardeu, não limpou direito.
Então respira. Ajeita a postura.
E agradece: foi o tranco que te salvou da queda.
— Van Escher
Às vezes prefiro um soco no estômago.
Que tira o ar e a maquiagem.
Sobra só eu: verdadeira.
— Van Escher
Fim da tarde, aquele frio no estômago,
Aquele sorriso do nada,
Sei que já irei vê-lo.
Fico muito lisonjeada.
Meu sentimento apaixonado...
O meu amor na minha frente .
Olho em seus olhos
Que me reflete alegremente.
Aquele abraço deleitoso
Onde o mundo para de girar...
Flutuamos livremente
E daí sabemos que o “amor está no ar”.
Ah... Querido, que contato afável.
Defronto-me com o sossego de minh’alma.
Quero isso por muitos anos. Dizer-te que te amo,
Ficarmos na paz e dissimular na tua calma
Amor Proibido
Meus olhos te veem
na penumbra do sol.
As borboletas em meu estômago se agitam,
tornam-se incontroláveis e ardentes.
Minhas emoções tomam conta,
o silêncio torna a dor dilacerante,
queimando meu coração por dentro
até atravessar meu peito.
A proximidade é nosso maior problema e inimiga.
Seguimos caminhos diferentes, mas ao mesmo tempo iguais,
junto com o infernal desejo de ter um ao outro,
mas sem esperança de, um dia,
viver esse amor proibido...
A dor mudou de formato, cara. Ela não é mais aquele soco na boca do estômago... Agora ela é uma presença silenciosa, tipo um vizinho barulhento que tu acabou se acostumando a ouvir através da parede.
O soco no estômago é saber que, enquanto eu vou passar o dia evitando as redes sociais pra não ver foto de casal feliz, ela provavelmente vai estar ganhando flores...
O homem se molda à sua realidade. Reclama de uma refeição repetida quem nunca sentiu o estômago vazio por dias. Reclama de seu amor quem nunca dormiu sozinho em um colchão duro, sem abrigo nem abraço. Reclama de acordar para o trabalho quem nunca sentiu o peso da porta fechada do desemprego e o olhar de desprezo da sociedade. Reclama da vida quem nunca enfrentou a violência, a injustiça, a miséria, a fome que corrói ossos e esperança. Reclama de existir quem nunca precisou lutar para sobreviver, quem nunca foi invisível aos olhos de um mundo cruel.
O demagogo fala ao estômago faminto e não à mente pensante. O preço da liberdade é a vigilância eterna contra quem promete facilidades.
Eu carrego um deserto na boca do estômago, onde cada passo é areia movediça e cada sonho, um miragem que não se aproxima.
Mataram as borboletas no estômago,
Não perceberam,
Que no peito eu tinha uma fênix,
E na mente uma águia.
0389 "Nem tanto comida passada ou bufa de comilão. O que mais me embrulha o estômago é discurso de falso humilde. Que náusea!"
0525 "Se não falei antes, falo agora: Eufemismo e Dissimulação me embrulham o estômago e me enchem muito mais do que buchada de bode, no Verão. Então, vá direto ao assunto e diga a verdade!"
Amor de verdade não vive só de borboletas no estômago. Ele se sustenta no respeito, na confiança, na parceria, no diálogo e na reciprocidade. E, quando tudo isso existe, o amor cresce em nós de um jeito inesperado, como uma pequena semente que, sem avisar, cria raízes profundas e floresce onde o coração nem sabia que havia espaço. E então, já não é apenas amor: é aquele sentimento que cria morada e se torna impossível de arrancar.
As borboletas do meu estômago discutem qual direção seguir, enquanto meu coração insiste em não desistir.
Uma voa rumo ao novo, outra pensa em ficar, e há quem sussurre baixinho que ainda vale a pena tentar.
No fim, nenhuma escolhe partir.
Elas apenas continuam voando, até que o destino decida em qual abraço irá florir.
Os animais tendem a comer com o estômago; o ser humano, com o cérebro.
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