47 frases do Estoicismo (para viver em harmonia consigo mesmo e com o mundo)
Se alguma vez estiver buscando a aprovação dos outros, sua integridade já estará comprometida. (...) Se precisar de uma testemunha, seja-a você mesmo.
Perdeste bens, prazeres, distinções, e a isso consideras grande perda, de que não consegues consolar-te. Mas pouca importância dás à perda da fidelidade, do pudor, da doçura, da modéstia. No entanto, o que nos arranca aqueles bens é uma causa involuntária e alheia a nós; por conseguinte não há desdouro nenhum em perdê-los. Mas quanto aos últimos, que são bens interiores, se os perdemos é por culpa nossa; e se vergonhoso e reprovável é não possuí-los, mais digno de censura e de vergonha é perdê-los.
Toda a vida é uma escravidão:
Estamos todos ligados à fortuna: para uns a cadeia é de ouro e frouxa, para outros é apertada e grosseira; mas que importa? Todos os homens participam do mesmo cativeiro, e aqueles que encadeiam os outros, não são menos algemados; pois tu não afirmarás, suponho eu, que os ferros são menos pesados quando levados no braço esquerdo. As honras prendem este, a riqueza aquele outro; este leva o peso de sua nobreza, aquele o de sua obscuridade; um curva a cabeça sob a tirania; a este sua permanência num lugar é imposta pelo exílio, àquele outro pelo sacerdócio. Toda a vida é uma escravidão. É preciso, pois, acostumar-se à sua condição, queixando-se o menos possível e não deixando escapar nenhuma das vantagens que ela possa oferecer: nenhum destino é tão insuportável que uma alma razoável não encontre qualquer coisa para consolo.”
(Da Tranquilidade da Alma)
Se você mesmo não escolher a quais pensamentos e imagens se expõe, outra pessoa o fará.
O segredo é manter a companhia apenas de pessoas que o enaltecem, cuja presença desperta o que você tem de melhor.
Escolha não ser atingido e você não se sentirá atingido. Não se sinta atingido e você não terá sido.
Da mesma matéria
Passemos a outra questão: o modo de tratarmos com o nosso semelhante. Como devemos agir, que preceitos ministrar? Que não derramemos sangue humano? Ao nosso semelhante devemos fazer o bem: aconselhar a não lhe fazer mal, que ridículo! Até parece que encontrar algum homem que não seja uma fera para os outros já é coisa merecedora de encômios...
Vamos aconselhar a que se estenda a mão ao náufrago, se indique o caminho a quem anda perdido, se divida o pão com o esfomeado? Mas para que hei de eu enumerar todos os atos que devemos ou não devemos praticar quando posso numa só frase resumir todos os nossos deveres para com os outros? Tudo quanto vês, este espaço em que se contém o divino e o humano, é uno, e nós não somos senão os membros de um vasto corpo.
A natureza gerou-nos como uma só família, pois nos criou da mesma matéria e nos dará o mesmo destino; a natureza faz-nos sentir amor uns pelos outros, e aponta-nos a vida em sociedade. A natureza determinou tudo quanto é lícito e justo; pela própria lei da natureza, é mais terrível fazer o mal do que sofrê-lo; em obediência à natureza, as nossas mãos devem estar prontas a auxiliar quem delas necessite. Devemos ter gravado na alma, e sempre na ponta da língua, o verso famoso de Terêncio: “Sou homem, tudo quanto é humano me concerne!”.
Possuamos tudo em comunidade, uma vez que como comunidade fomos gerados. A sociedade humana assemelha-se em tudo a um arco abobadado: as pedras que, sozinhas, cairiam, sustentam-se mutuamente, e assim conseguem manter-se firmes!
(Sêneca, in Cartas a Lucílio)
Não diga apenas que você leu muitos livros. Mostre que, por meio deles, você aprendeu a pensar melhor, a ser uma pessoa mais perspicaz e ponderada. Os livros são para a mente o que os pesos da ginástica são para o corpo. Os livros são muito úteis, mas seria um grave erro supor que alguém progrediu apenas por conhecer o seu conteúdo.
Torna manifestos em ti a simplicidade, o sentimento de honra e a indiferença em relação àquilo que se encontra a meio caminho entre a virtude e o vício.
Ocupe-se com o propósito da vida, deixe de lado as esperanças vazias, seja ativo em seu próprio resgate, se você se importa, e faça enquanto pode.
É verdade que alguém pode impedir nossas ações, mas ninguém pode impedir nossas intenções ou atitudes porque essas têm o poder de ser condicionais e adaptáveis. Porque a mente se adapta e converte qualquer obstáculo para sua ação em uma forma de alcançá-la. Aquilo que impede a ação incentiva a ação.
