Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Se você nasceu artista, não tem escolha a não ser lutar para permanecer um artista.
" Um homem valente não é um homem sem medo; é aquele que não se deixa paralisar por sua insegurança, e segue em frente."
Ditirambo
Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade...
Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz. Se eu bem te conheço, basta me despedir usando a tática do me-liga-qualquer-coisa. Foi assim, desse jeito, que até hoje nenhum dos seus adeus durou para sempre.
Eu nunca quis ser mais do que um vulto a rondar os teus refúgios. A minha timidez me ensinou a permanecer em silêncio.
Quero que a minha presença tenha a intensidade certa para que eu fique ali, guardado num cantinho desocupado do teu olhar.
Quero que tu me notes apenas pelos pequenos gestos de um amor quase escondido e que discretamente eu lanço na tua direção.
Quero gotejar suavemente, como o sereno da noite caindo no jardim dos teus dias.
Quero fazer chover alegrias na tua vida, sem fazer alarde no telhado da tua casa, e sem fazer lama nas trilhas do teu destino.
Quero misturar-me dissimuladamente aos teus sentidos para que, em tudo que tu faças, tu me sintas por inteiro, e tenhas a certeza de que estarei sempre caminhando contigo.
Quero ser a dose exata para o teu sossego e te mostrar somente o sabor das delícias do meu prazer em te amar.
Quero ser um cálice de paz na tua vida e não um porre com direito a arrependimento tardio.
Quero habitar somente os vãos do teu carinho, sem jamais usurpar os teus espaços reservados para o desfrute do teu direito de sonhar.
É que o medo e ser demasiadamente pessoal e previsível me assusta e pode te assustar. Isso não! Isso eu não quero.
Prefiro ser assim: lento, leve, suave, implícito, mas constantemente vivo no teu pensamento. Como parte invisível da tua vida, eu sou mais seu, sou mais eu e sou muito mais feliz.
A adversidade é como um vento forte. Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.
Subestimar é não levar em conta as potencialidades.É um olhar raso,medíocre,do qual devemos fazer de tudo para não lançar.
AMOR E MEIO
Ai, o amor de sempre.
Os mesmos efeitos colaterais
Os mesmos rompantes tardes.
Um foco que em todos arde
Dor que dói e a gente ver
Uma calmaria assolada
Com os danos à nosso sentido.
Amor, desnecessária espera
E dos mesmos a desesperança.
Aquilo do que se diz:
Quem planta, mal apanha
Ou leva o que não apanhou
Ou não apanhou o que levou.
Amor, essa confusão,
Um chega e sai,
Ao redor das brasas
Um posto de gás incendiado
Das bombas a ameaçar da rua.
E quem assegura que o amor
Repõe danos, que se está assegurado
Quem lucre com seu dissipar.
Ai, o amor elevado sentimento
movimento em trocadilho
A batida dos pratos no apogeu da filarmônica
Desnecessário, mas que, se não fosse
Desmembraria a vida corriqueira
No rumo das manhãs.
Até amanhã, ilusões, até amanhã!
Decepção, depois se vê!
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Nota: Trecho de um poema muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Mário Quintana.
Nunca falei o que eu sentia e achei que não conseguiria falar aquelas coisas sem parecer um completo idiota. Mais ou menos como estou fazendo agora. Então escrevi uma carta, e nela dizia que sentia muito.
Não me dou mais por certas mudanças.
Meus dias tem sido iguais,
e é mais um que se vai,
sem nenhuma culpa.
O mesmo sofá,a mesma música,
o mesmo copo,na mesma aspirina.
Meio morta,meio viva....
Ficou parado no tempo,
os momentos que eu queria agora.
É possível conquistar um imenso poder quando nos convencemos, em nossos devaneios mais secretos, de que nascemos para controlar.
Otimista é aquele que se vê obrigado a subir numa árvore para fugir de um leão e ainda aprecia a paisagem.
Tenha a atitude de um aluno, nunca seja importante demais para fazer perguntas, nunca saiba demais para aprender algo novo.
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