Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me

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"Ilusão é uma flor no meio de um jardim, pois promete maravilhas para murchar no fim"

Sou fada, sou bruxa.
Sou mulher,
Sou flor
Um lado bruxa
Um lado fada
O meu lado bruxa
Enfeitiça
Meu lado mulher
Atiça
Meu lado fada
te conquista
no amor sou fada
sou mulher
mas sou bruxa
que lhe encanta
sou flor que nunca murcha
sou mulher
que simplesmente ama
um lado fada, um lado bruxa
se estou triste
o meu lado fada
acalma meu coração
se apaixonada
o meu lado bruxa
usa o feitiço da sedução
mas sou simplesmente mulher
Magia, amor e sedução

Um dia a gente cansa, um dia a gente muda, um dia a gente aprende a ser feliz sozinho, ou passa a só fazer feliz quem desejar. Um dia ganhamos a tal ”auto confiança” e saberemos o poder que temos nas mãos, nas nossas mãos e não vamos necessariamente precisar ter alguém como motivo para a nossa felicidade, porque você é o motivo

É segunda, dia cinza, ela manda uma mensagem "você tá bem?". Respondo com um sorriso que ela não vai ver.

Declaração

Coração;

Estou me deixando levar, entregando-me a uma emoção, um sentimento novo, uma coisa que achei que não existisse mais.
Estou me entregando, me abrindo, me deixando levar...
Tenho medo mas não quero parar, essa sensação está me fazendo muito bem.
Apesar das noites mal dormidas, o cansaço para esses momentos desaparece. São momentos intensos, são momentos de ternura, são momentos de encantamento...
Falar sobre essa nova antiga maneira de amar é difícil, difícil expressar em palavras o que o sentimento quer dizer.
A ansiedade em demonstrar tamanho carinho e emoção aumenta a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada instante...
A tensão e o receio da não reciprocidade assola todos esses momentos mas a compensação da possível correspondência é tão maior que faz tudo valer a pena, todos os riscos...
Não quero nunca pressionar um coração como o meu foi pressionado, quero libertar-me e libertá-lo. Não quero um amor egoísta, quero ser feliz e quero que seja feliz também...
Mesmo que a minha felicidade se resuma em vê-lo em paz e tranquilidade, com alguém que mereça seu amor e o ame tão intensamente quanto eu, aqui do outro lado do Atlântico.

Um novo mês se inicia... e a nossa esperança sempre se renova... que sejam dias de paz... abençoados com a doce alegria de detalhes lindos esculpidos pelo carinho de Deus... que o amor em nossos corações prevaleça... e assim possamos cultivar com sabedoria o perdão e a humildade... que juntos sejamos mais fortes... para que sejam também de muitas vitórias e aprendizados os nossos dias... que haja harmonia e fraternidade... para que nesta união de amizade... nossa fé seja sempre fortalecida... renascer e ser feliz a cada amanhecer... pois esta é a grande verdade de Deus para todos nós!

Vou caminhando sem caminho
Em cada passo vou levando meu cansaço.
O que me espera uma terra, um desencontro
A cidade, a claridade.
E essa estrada não tem volta
Lá se solta o fim do mundo
Um fim incerto que me assusta
Longe ou perto se prepara
Ninguém pára para pensar
Para olhar a dor que chora a morte
De um valente lutador.
Quem foi já não sou.

Elis Regina

Nota: Trecho da letra da múscia "Um Novo Caminho", composição de Artur Verocal/Geraldo Flach

Amor não existe, é apenas um sentimento que não vale a pena sentir.

Você é a canção perfeita
Que tipo de sonho é esse?
Você pode ser um doce sonho
Ou um lindo pesado
De qualquer maneira
Eu não quero acordar de você

Sou um lobo solitário,por onde eu ando ando sozinho,por onde eu luto luto sozinho

Agora se me der licença… preciso ir socar um dinossauro.

O BEIJO E A LÁGRIMA

Quero um beijo, pediu ela.

Um sismo
abalou o peito dele.
E devotou o calor
de lava dos seus lábios,
entontecida água na cascata.

Entusiamado,
ele se preparou para, de novo,
duplicar o corpo e regressar à vertigem do beijo.

Mas ela o fez parar.

Só queria um beijo.
Um único beijo para chorar.

Há anos que não pranteava.
E a sua alma se convertia
em areia do deserto.

Encantada,
ela no dedo recolheu a lágrima.
E se repetiu o gesto
com que Deus criou o Oceano.

O discurso da separação amorosa.

Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro.

Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuí­na solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra.

Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, cos­tuma predominar.

Se o outro está se recuperando com rapi­dez, se busca novas companhias, mostran­do-se à vontade na condição de descasado, ficamos surpresos e deprimidos. Percebemos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos. Nosso orgulho, então, é atingido, pois precisamos nos sentir importantes, precisamos saber que nossa ausência provoca dor.

Se o outro estiver feliz, duvidamos de nós mesmos e isso é desgastante. "Como é possível que alguém se ajeite na vida mais rapidamente do que eu?", indagamos, e a certeza de que seme­lhante absurdo aconteceu nos deixa tristes.

Muitas pessoas confundem essa tristeza com amor. Será que ainda estamos apaixonados? Será que a separação foi precipitada? Pode até ser. Mas o ingredi­ente principal de nossas emoções é a vaidade, o orgulho ferido. Às vezes, procu­ramos disfarçar esse sentimento menos nobre, escondendo-o por trás de uma ines­perada dor de amor. É uma forma de negar pensamentos que não gostaríamos de ter.

A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.

Existe um conto sobre “Dois Lobos” narrado pelos índios Cherokee (tribos de Carolina do Norte e Tennessee)”, também conhecida como “O Interior dos Lobos”.
Um velho avô Cherokee disse a seu neto, quando este veio até ele, com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
- “Deixe-me contar uma história. Eu mesmo, algumas vezes, já senti grande ódio por aqueles que não têm qualquer arrependimento do que fazem. Mas o ódio te corrói, e não fere seu inimigo. É como tomar veneno, e desejar que seu inimigo morra. Lutei com esses sentimentos muitas vezes”.
Ele continuou:
“É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não faz mal. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor, e não se ofende quando não teve intenção de ofender. Ele só luta quando tiver que lutar, e do jeito certo.
Mas o outro lobo, ah! Ele está cheio de raiva. O insignificante vai colocá-lo em estado de raiva. Ele luta contra todos, o tempo todo, sem nenhuma razão. Ele não consegue pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, por causa dessa raiva nada irá mudar.
Às vezes, é difícil viver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”.
O garoto olhou bem dentro dos olhos de seu avô e perguntou: “Qual deles vence, vovô?”
O avô sorriu e respondeu baixinho: “Aquele que eu alimento”.

Tudo tem um fim, só a salsicha tem dois.

FELIZ NATAL
Às vezes parece um pouco vago, mas se este desejo significar mais humanidade, paz de espírito, solidariedade e a busca por relações mais puras e respeitosas... Desejo a todos!

Sapatilhas da Alma!

São fabricadas como um calçado normal, um pouco exóticas, porém sem sentindo nenhum, pois é no mínimo estranho alguém calçar algo com um gesso na ponta, com madeira na sola... Só passam a ter sentido quando são colocadas nos pés e tomam vida e são usadas por “princesas”, “fadas”, “cisnes”... Mas ao mesmo tempo em que proporcionam magia, trazem realidade, machucados, dores, bolhas... Coisas que você antes não deixava nenhum calçado fazer com seus pés, mas as sapatilhas são diferentes, porque elas machucam os pés, mas curam a alma.
Há pessoas que irão achar que é fácil, que não dói. Quando você fizer alguém pensar dessa forma, é porque está a usando corretamente, pois não é apenas coloca-la nos pés, você tem que coloca-las com a consciência que elas vão te levar para outro mundo, esquecer o que vive.
O momento certo de começar a usar uma, é quando a pessoa não quer usar para poder se sentir bailarina, mas quando já se sente uma bailarina, e é. Quando olha para ela depois de uma apresentação e percebe que ela vale muito mais do que foi pago, vê que ela não fez ficar nas pontas dos pés, mas sim que a fez voar.
Muitas vão olhar para elas guardadas no armário por não usarem mais, e irão lembrar-se de todos os sentimentos que sentiram ao usá-las, porque elas não “guardaram” seus pés, mas sim suas memórias, mesmo que velhas que rasgadas. Você pode ver fotos, vídeos com ótima qualidade, mas só sentirá como foi, o que sentiu, quando tocar nelas, porque sem elas você nunca teria sido uma princesa, você continuaria achando que liberdade era andar descalça.
As sapatilhas não tem pé direito nem esquerdo porque não foram feitas para os pés, foram feitas para o coração usar.

A fotografia será sempre um remédio pra alma

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto

Alberto Caeiro
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1946.