Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
E, com o passar do tempo, com a calmaria, tendo esquecido algumas lições, sabia que algo não estava totalmente certo.
Então, foi lá, leu antigas anotações no seu diário de bordo e viu tudo o que estava vago na lembrança, o que a fez forte, o escudo que conquistou, o campo de força que se formou, a blindagem que ganhou, a barreira que construiu com cada tropeço, escorrego, cada queda e arranhão, cada machucado e cicatriz, cada iceberg, quando muito frio, cada monstro do mar enfrentado em águas intranquilas e, embora exalando sentimentos, paixão e sensibilidade, flutuando serena e docemente, entendeu novamente que lições são grandes ondas de crescimento e que jamais devem ser esquecidas, compreendeu de novo que, mesmo em marés tranquilas, o modo como lidar e vencer tempestades nunca deve ser deixado de lado, percebeu mais ainda que vencer águas turbulentas é mérito, é força, mas que não é agradável e que é preferível aproveitar os dias calmos, navegar em águas brandas, mas sempre pronta, porque só o tempo que segue é constante, o tempo que paira em nossas vidas sempre pode mudar de novo a qualquer momento, de manso a agitado ou de bravo a sossegado. Ela enxergou, outra vez, que velejar em espelhos d'água é bom, é leve e é tranquilo, é preferível, mas que o que muito a fez quem é, ferozmente, até mesmo mais que a própria bonança, foi a força necessária nas tempestades da vida, soube também, mais uma vez, que o que a fez forte no velejar foi ter dentro de si a ideia de que não há tempo ruim, o que existem são tempos propícios para se manejar bem esse barco de vida nesse mar de vida.
Então, tendo lido alguns poucos capítulos, sendo sempre a mesma, voltou a ser ela mesma, aproveitando o tempo todo e da melhor forma possível o sol, a brisa e todo o bom tempo, sem deixar que ele a engane, sabendo que mesmo em mar calmo, depende do marinheiro conduzir bem o barco e que regras da tempestade também podem e devem se aplicar na calmaria. Em frente, enfrente. Sempre a velejar, constantemente a aprender e relembrar antigas e eficientes técnicas de navegação.
Quando eu pensei que tudo estava certo...
eis que você, na calma de serpente,
virou meu mundo assim tão de repente
numa miragem plena de um deserto.
Meu pensamento sóbrio, tão presente,
não alertou-me como estava perto
um coração fechado... e bem aberto
à pequenez de um sopro tão latente!
Me refazendo aos poucos, fui olhando
nas passarelas de um mundo nefando
desfiles frágeis, quem olha e não vê.
Hoje agradeço sua insensatez
silenciando o vazio de vez
feliz por mim e triste por você!
“Meu sentimento por você está em perfeito equilíbrio de amor e paixão. Estava escrito, o meu destino é te amar.”
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, para eu não me perder, para eu não cair, para eu aprender onde ir.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque namorava, porque o coração disparava, para mostrar que estava apaixonado.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque nos amávamos,
porque o coração ficava seguro.
Ontem eu estava passeando e tinha alguém segurando minha mão, porque a outra mão já fazia parte da minha.
Para nos equilibrarmos juntos e acertarmos os passos da vida
Amanhã eu vou estar passeando e vai ter alguém segurando a minha mão, para eu não me perder, para eu não cair, porque eu vou esquecer onde queria ir...
Parecia tão bonito quanto infinito quando eu estava apaixonada,
e agora que foste embora, que junto do nosso amor ficou só a dor
pergunto: como é que tudo pode ter virado em nada, minha amada?
Guria da Poesia Gaúcha
Parecia tão bonito quanto infinito quando eu estava apaixonada,
e agora que junto do nosso amor ficou só a dor eu me pergunto:
como é que tudo de melhor e maior neste mundo pode ir embora,
como é que pode ter um fim assim e virar em nada, minha amada?
Guria da Poesia Gaúcha
Tentei correr , mas vi que me faltava embalo , tentei gritar , mas minha garganha estava seca demais para sussurar algo sequer , tentei te olhar , mas meus olhos já tinham perdido o brilho.
Você já tinha levado embora meu sorriso , minha vontade de viver , já tinha me levado contigo ...
Já tinha me raptado , me possuido , me deixado , me iludido .
a professora briga com vóce porque vóce estava conversando ai vóce dis pra professora. -professora entenda as melhores fofocas so aparecem na sala de aula.
Feito uma flor lançada ao mar que a onde levou, tão pálida estava quando uma linda sereia a encontrou e a pôs em seus cabelos.
Feito uma garrafa lançada ao mar que a onda levou, levou para o infinito meus versinhos de amor.
Assim e muito mais me sinto
quando distante de você.
Parei na areia da praia e estava só, olhei para o céu, respirei bem fundo e mesmo só, pensei como sempre: Eu amo Deus.
Acostumei-me a olhar, detidamente, as belezas infinitas do mundo, quando vi eu já estava viciado em belezas.
DéLcio do VaLLe
E lá estava você, o tempo não levou o que há de mais precioso,
parecia como o ontem, uma dança em sintonia perfeita.
A chuva caia como uma luva, perfeita sobre a pele,
nossa amizade era como o guarda-chuva, união.
Novas histórias, novos sorrisos e abraços,
servem como para renovar o que temos de melhor.
Não importa onde estamos ou o que passamos
se amamos quem esta do nosso lado,
e quem esta do nosso lado esteja cada vez mais forte como a aurora.
As cores, os rostos, os sons alinhados a melodia do novo
redesenhados com a essência do antigo amanhecer,
desbravaria reinos, enfrentaria a fúria dos mares, mas já tenho meu tesouro.
O que eu não via
e nunca percebia,
era que o mundo
já estava pintado nesta tela
que eu havia imaginado.
do meu poema - Meu mundo colorido
Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão
Mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião
E disso os loucos sabem, só os loucos sabem...
Observei uma mulher,desprovida de qualquer sentimento de amor por si mesma.Estava entregue ao vicio do seu corpo, não sei dizer como...ainda conseguia cambalear pelas calçadas. Minha alma gritou por socorro...Socorro meu Deus!
Mas... só observei e passei.
No seu ventre,pulsava um coração pequenino,fruto do instinto animal do ser humano.Pai qualquer um.Talvez foram tantos ,não saberia dizer qual foi.Percorria pelas ruas como animal no cio,sem se dar conta que ainda era uma pessoa.
Pobre criança,que ainda não nasceu.Sua mãe lhe esqueceu .
A sociedade lhe condenou.
Gerado foi para trilhar por caminhos tortuosos.
O tempo foi passando, voando, virando migalhas.
Parecia que o meu corpo estava parado no mesmo lugar desde aquela última respiração profunda na praça. Era estático o efeito da paisagem bonita. Era o caos aguardar por uma companhia que virou as costas e foi embora sem contemplar a beleza das flores. E todos os dias eu admirava o verde vivo, a brisa rasteira, ansiosa para encontrar tua nota dó dentre os sussurros da ventania. Ficava sentada ali por horas, rabiscando, estrangulando o tempo. Cruzava as pernas, os braços e as ideias procurando, ao menos, uma posição confortável para as dores da alma, ou um motivo aceitável que me fizesse desviar desse caminho infindável. Percebi então o magnetismo do passado atuando como uma bússola que aponta apenas para o Norte. Descobri por entre cinco ou seis puxadas de ar que nunca fora a intenção ser o teu rumo fixo. E as possibilidades me deixavam inquieta, melodramática, desenhando cenas no vácuo como se pudesse pintar as situações e bordá-las num estado real. Chegava a roer as unhas, cantarolava sinfonias, coçava os olhos, entretanto não sentia vontade em voar pra longe. Acho que eu te procurei em todos os rostos que conheci desde o dia que te vi pela última vez. Nunca tive muita sorte na vida, mas tenho certeza que o teu gargalhar no escuro poderia facilmente ser confundido com um bilhete de loteria e isso me contentava. E ora veja, mesmo nas pausas sem graça eu ainda conseguia rir até a barriga doer pelo destino ter sido tão sacana a ponto de me fazer derreter a cada contração de intenções sutis. Tenho medo do escuro. Mas ainda lembro-me do sorriso sem esperança, sem luz que silenciava o último encontro. De quando colocou uma pulseira colorida estranha no meu pulso e deu dois nós. De quando me pegou pelas mãos, olhou no fundo dos meus olhos e disse que o amor era grande, mas o mundo era maior.Virou-me as costas e foi embora como quem sabia exatamente o que estava fazendo, como se planejasse há muito tempo. Comecei a escrever poesias sobre as cores estranhas, sobre como elas ficaram bonitas depois que ele me presenteou, sobre os dois nós. Sobre o nó no pensamento, que se transformou em nó no coração até se acomodar num clandestino nó na garganta. Ele nunca voltou à praça para pegar o que era dele por direito. Eu ou a pulseira, não sei ao certo. Arranquei-a do pulso com toda a força que tinha, joguei num canto, quis enterrar junto das flores bonitas para que o encanto nunca se perdesse. Tarde demais. Todos os dias as cores me assombram, assim como o aroma das flores, assim como o estranho corpo que imigrou ao longe. Cegueira inexpressiva. O pulso ainda pesa tanto quanto as palavras nunca ditas.
E eu escrevo em preto e branco até hoje.
Com o passar da manhã, preocupei-me com a punição que aplicavam a ela. Estava tão pálida... E eu, que sou ateu, me vi de joelhos junto à cama, rezando a Deus como uma criança, para que Keira não tivesse sido trancada em nenhuma solitária.
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