Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me

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O verdadeiro amor estava perdido para sempre. O príncipe nunca voltaria para me despertar de meu sono encantado com um beijo. Eu não era uma princesa, afinal. Então, o que eu dizia o protocolo dos contos de fadas sobre outros tipos de beijos? Do tipo comum, que não quebra feitiços?

Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.

Fui tirar raio-x
veja só a confusão
seu nome estava escrito
dentro do meu coração.

O mar é bonito
o por-do-sol também
ma como você
não há nada nem ninguém.

Amar é:
___ Ter o mar e querer apenas uma gota
__ Ter o céu e querer apenas uma estrela
_ Ter o mundo e querer apenas você!

"Eu não estava mentindo! Estava escrevendo ficção com a boca."

"Álcool...A causa e solução de todos os problemas."

Comecei a caminhar mais depressa para escapar, e Deus, Deus estava do meu lado...

Hoje o meu café estava com o gosto do teu beijo.

Uma alma que sabe ser amada, mas não se ama a si mesma, trai sua profundeza – o que estava no vem à tona.

Friedrich Nietzsche
Além do bem e do mal. São Paulo: Companhia de Bolso, 2005.

ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. 1944

Nota: Trecho do poema Aniversário, escrito por Fernando Pessoa usando o pseudônimo de Álvaro de Campos.

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Se eu soubesse que o mundo estava acabando, teria trazido livros melhores.

Dale Horvath
The Walking Dead

Cada momento que passei com você brilhou porque o tempo estava bom, porque o tempo estava ruim e porque o tempo estava bom o suficiente. Adorei cada momento.

Eu não amo você, Tristan. Aliás, nem gosto mais de você. Você estava lá, só isso. Estava lá.

Mas ele nem estava lá. Hoje que minhas vontades loucas estão me guiando, ninguém quer saber.
Eu não sigo impulso porque penso demais, mas hoje, e só hoje, eu quero ser algo além dessa auto-opressão.

Ouvi todos, pois em verdade assim aconteceu: Estava Buda certo dia na montanha Grdhrakuta, em companhia de seus santos eleitos e de discípulos iluminados, quando uma multidão composta de monges e monjas, fiéis de ambos os sexos, seres celestiais, dragões e espíritos demoníacos, juntou-se querendo ouvir sua pregação. E ao redor do trono de Lótus em que Buda se sentava, respeitosos reuniram-se todos, seu santo rosto contemplando sem ao menos piscar. Foi então que Buda pregando disse:

'Devotos do mundo inteiro ouve-me:
Deveis muito à bondade do pai,
Deveis muito à compaixão da mãe.
Pois se o homem está nesse mundo
Tem por causa o karma,
E por agentes do karma os pais.

Não fosse pelo pai não nasceríeis,
Não fosse pela mãe não nasceríeis,
Eis porque
Da semente paterna recebeis o espírito,
Ao ventre materno deveis a forma.

E por causa dessa relação cármica,
Nada neste mundo se compara
Ao misericordioso amor de uma mãe:
A ela deveis a eterna gratidão.

Desde o momento em que a mãe
O filho recebe no ventre,
Nove meses ela passa sofrendo,
Em cada ato cotidiano -
No andar, no parar, no sentar, no dormir.
E o sofrimento não lhe dando trégua,
Perde a mãe a vontade
De satisfazer a fome e a sede, e também de ataviar-se,
Apenas pensando em dar à luz o filho com segurança.

Os meses se completam
O dia do nascimento chega,
E os ventos cármicos o acontecimento apressam.
Sente dores a mãe em cada osso e cada junta,
Treme o pai de ansiedade pela mãe e pelo filho,
Parentes e conhecidos com ele sofrem.
Nasce o filho sobre a relva,
Infinita é a alegria dos pais,
Semelhante à da mulher pobre que de súbito ganha,
Mágica pérola que todos os desejos realiza.

Ao ouvir o primeiro choro do filho,
Sente a mãe também ela renascer.
A partir desse dia o filho
No colo da mãe dorme,
Em seus joelhos brinca,
Do seu leite se alimenta,
E em sua misericórdia vive.
Sem a mãe o filho não se veste nem se despe.
A mãe, mesmo faminta, tira da própria boca
Para o filho alimentar.
Sem a mãe um filho não se cria.
Considerai, todos,
Quanto leite sorvestes ao seio materno:
- Oitenta medidas repletas por dia!
E o tamanho do débito para com vossos pais:
- Infinito como o céu.'

[...]

A todo instante lembro de quando estava tudo em aparente paz.

Nunca achei que iria me casar. O fato de ter te encontrado é extraordinário. Eu nem estava procurando por você. Mas quando se faz uma descoberta assim, você conta ao mundo todo.

Percebi que estava com medo de viver sem ele.

Ela estava pronta para negar a existência do espaço e do tempo, em vez de admitir que o amor pode não ser eterno.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Os Mandarins, Ediouro - Sinergia, 2006

Estava pensando na temporada dos “Sorrisos e Flores”. Àquele tempo que eu tinha motivo para sorrir, e que eu tinha certeza de tudo. Eu não tinha sombra de duvidas em relação a você. Nossa historia poderia ser contada através de qualquer musica que falasse de amor. Depositei fé e confiança em tudo que vinha de você e não me desapontei quanto a isso. Nunca deixei de acreditar que poderia dar certo. Mesmo que levasse um tempo para isso acontecer.
Meu sentimento por você foi o mais puro e verdadeiro... Mesmo com seus hábitos ,eu soube me adaptar.
Era agradável sentir tudo aquilo. Toda intensidade que aquele toque e aquele olhar traziam. Sensação de calmaria que tomava conta de qualquer lugar. É foi o que eu realmente quis e desejei a todo momento, e ainda me pego pensando na possibilidade de tudo acontecer ,não precisa ser da mesma maneira... só quero uma forma que dure. Porque eu ainda acredito. Deve ser por isso que eu fui tão sua. Que ainda sou sua!

Se apaixonar faz parte, desapegar é arte!

Sabe aquela garota que há duas semanas atrás estava chorando e correndo atrás do ex namorado? Essa garota se cansou, jogou tudo pro ar e resolveu viver a vidinha dela. Foi ao shopping, comprou um vestido bem coladinho, um salto 15 (que dói mais quando pisar em alguém) e um perfume pra matar qualquer um. Ligou pras amigas e se jogou na balada. Bebeu todas, conheceu um monte de garotos novos, fez o que quis, disse o que sempre teve vontade e pela primeira vez foi ela mesma. Pela primeira vez não se preocupou com o que ele ia pensar. Não se preocupou com o que ninguém ia pensar! Chegou em casa e dormiu sem se lembrar dele pela primeira vez. E é aí que começa o desapego. Essa garota parou de entrar compulsivamente nas redes sociais dele, parou de mandar SMS todos os dias pra saber como ele estava, parou de ligar pra ele no meio da madrugada.. Ela simplesmente parou de se importar. Porque a única pessoa que importava nesse momento, era ela mesma.

Sabe aquela garota que há duas semanas atrás estava chorando e correndo atrás do ex namorado? Essa garota não existe mais. Ela virou uma mulher que tem amor próprio acima de tudo, que pensa nela antes de todos.

E sabe aquele garoto que fugia da ex namorada e dizia para todos que não aguentava mais aquela louca chata atrás dele? Ele percebeu a mulher que perdeu e agora tá correndo atrás.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Crônica "Se apaixonar faz parte, desapegar é arte!"

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Eu não havia marcado hora pra viver aquele instante. Ele não estava anotado na agenda da minha expectativa. Não utilizei o tempo dos olhos na direção de calendários e relógios por aguardá-lo. Não me preparei para recebê-lo. Aconteceu de repente, feito chuva derramada de improviso, sem que o céu revele antecipadamente o seu desejo em alto e bom som. Quando percebi, eu estava lá e ele era perfeito.