Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Sabes, quando acordei, abri a janela para deixar entrar o sol na minha vida mas, lá fora, estava nevoeiro. As árvores do jardim deixaram-se despir, numa calma timidez, pelo vento... folha a folha as suas recordações foram levadas para não mais voltarem. As árvores ficaram lá paradas no tempo. Eu fiquei imóvel, a bafejar o vidro da janela, numa esperança de te ver chegar ao fundo da rua, de te ter dentro do meu pensamento. Não tenho nada a dizer-te, nada mais para além do meu silêncio.
Cansei-me de tentar estar sempre presente na tua vida, ainda que teimes em expulsar-me dela. Cansei-me de todas as tentativas que fiz para te compreender e ainda assim, após tanto tempo, não compreendo a razão de te isolares de mim, deixando-me à margem dos teus dias... Como se isso tornasse a tua vida mais fácil de viver. Simplesmente cansei-me!
Certamente, hoje, não preciso de saber quem sou neste momento. Preciso mais de ter a certeza de saber quem serei depois da minha partida. Não que eu tencione ir para longe de onde estou agora. Apenas vou ausentar-me de ti sem dar qualquer explicação para tal. Estou cansada demais para tentar, mais uma vez, lutar por uma amizade. E como eu preciso da tua amizade... mas assim não suporto mais, isso está a fazer-me mal.
Quem sabe, um dia, num futuro próximo, tu te encontres contigo mesmo e aches as respostas que eu não tive para te compreender. Quando isso acontecer procura-me sem qualquer receio de mim. Procura-me quando precisares, estou exactamente no mesmo sitio onde me deixaste!
Ontem estava triste...
mais hoje estou contente...
pois minha mulher me mostrou a fabrica de fazer gente...
a fabrica é um misterio, a fabrica segredo...
fica abaixo do umbigo um Palmo...
e afastado do cú três dedo.
Eu estava perseguindo aquele peixe mas ele foi embora, e quando vi já estava fora de mim, acho que acabei me perdendo de novo no coração de desejo.
À noite, antes de dormir, e de manhã, no momento em que acordava, percebia que estava rezando por chuva.
Agora eu percebo que eu também estava aprendendo a andar. Eu não ainda não domino meus passos, eu caio também. Mas estou no meu caminho... e um dia esse caminho me levará até ela.
E lá estava o amor da minha vida. Aquela realmente teria sido a melhor hora de ter tido uma visão, então, sem hesitar, eu teria dado a meia volta e, se tivesse sorte, nunca mais iriamos nos encontrar. Infelizmente, seja destino, acaso ou uma simples conspiração do universo, teríamos que chorar um pelo outro em um futuro próximo. Conversamos a noite toda, até que, em determinado momento, as conversas viraram bla bla bla e seu sorriso era a única coisa que me chamava a atenção. Eu percebi que algo estava errado comigo, porém, não queria ver. Eu era jovem, essas coisas pareciam complicadas demais para mim, mas na juventude somos teimosos, mesmo que aquela seja a rota errada, insistimos loucamente em se apertar naquele caminho estreito, sentindo dores por completa teimosia. E você? Você não ajudava nem um pouco, me devorando com seus olhos, desejando algo que eu não podia lhe dar. E de tanto me encantar com a sua gentileza, eu fingi que poderia. Uma pena. Para você, e para mim.
porque? você não é boa...
não posso esconder...
o que senti...!
quando estava voando
ninguém perguntou se te amou...
apenas a submissão....
destrelada entre meio fio
estremece, vulgarmente...
expressa um desejo incontrolável,
não se o que não é impossível,
diante as sombras do teu corpo suspenso...
linhas transparentes focam abstinência,
das tuas cavas úmidas escorrem prazeres
numa imensidão seus gemidos são contidos
com um amordaça tem delírios que adquiridos
na sonsa forma de alucinações pois as drogas
mais comuns estão num processo que se desfaz sua nudez...
Alusão
O paraíso há que chegamos,eu acreditei que estava queimando.
Não.
Os passos da nossa vida nunca formaram pegadas.
Eles não sabem o que vós fez.
Somente o que és.
Tua aparência está dilacerada, após passar pelas chamas.
Nunca tive meu sangue como garantia.
Somente minha pele.
Que agora ferve.
Noite de dia de São João.
Há muitos anos atrás, nessa hora a gente já estava todo animado pra acender a fogueira, já estava tudo pronto pra festa começar, faltava somente o sol se pôr pras primeiras labaredas começarem a dançar subindo ao céu. Ainda consigo ver as labaredas subindo e competindo com o brilho das estrelas pra ver quem iluminava mais a rua.
São João lá de muitos anos atrás, era bem diferente do que é hoje em dia. Os preparativos começavam logo no início do mês de junho. Cortar as bandeirinhas, feitas com folhas de revistas, jornal velho e papel de seda. Prepará-las no barbante, enfileiradas distribuindo as cores. A turma toda se reunia para isso. Meninas faziam o grude e iam colando as bandeirinhas, meninos iam ajudando os pais a suspender e amarrar nos telhados, atravessando a rua e colorindo lindamente a paisagem. No começo do mês, os pais já compravam nas compras de supermercado, os ingredientes para as comidinhas do dia da festa. Pipoca, arroz doce, canjica de coco, canjica de amendoim, bolo de fubá, de mandioca, pé de moleque e batata doce pra assar na brasa da fogueira. Uns e outros com um pouco mais de dinheiro, assavam carne. Era um dia de muita alegria. Os cheiros de coisa gostosa tomavam de conta de tudo.
A gente se preparava todo. Além da fogueira, das bandeirinhas e das comidas, a gente se enfeitava colocando retalhos coloridos nas roupas. As mães, quase todas, tinham máquinas de costura em casa e faziam isso pra gente. Com tudo preparado, a ansiedade pra chegar a hora de começar era grande. Fogueira pronta e acesa, forró raiz tocando na vitrola e o cheiro de pipoca tomava de conta da rua. A gente improvisava uma quadrilha, anarriê pra cá, avancê pra lá, a gente se divertia e comia coisa boa a noite inteira. Alegria de menino pobre é barriga cheia de coisa doce. De casa em casa, naquelas ruas de chão batido e poeira solta, a gente passava e ia provando um pouquinho de cada guloseima. A partilha era feita com amor e alegria por todos. Éramos vizinhos, mas parecíamos mesmo como uma grande e unida família. Os filhos eram filhos de todos. As mães e pais eram de todos também.
As fogueiras acesas iam iluminando as frentes das casas e iluminavam também os nossos olhos de criança. O calor daquele fogo aquecia nosso coração e trazia conforto pra alma. Pula fogueira, rodava bombril queimando (fazia um efeito espetacular de labaredas voando), soltava uns traques aqui e ali. Era um dia que a gente se esquecia das dificuldades da vida daquele tempo. Casas pequenas, famílias grandes, pouco recurso, pouco investimento do governo no lugar onde a gente morava. Mas era um povo tão forte, que haviam muitos motivos pra festejar, por mais simples que fosse o festejo. Em anos assim, que misturava São João com Copa do Mundo, a festa era dobrada, as bandeirinhas ganhavam cores em verde amarelo e a união daquele povo aumentava. Tempos bons. Quem sabe é quem viveu aquilo. Coisas simples, enfeitadas de retalhos de pano e papel velho, mas que tem cor de ouro e cheiro de doce nas memórias da gente.
"Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo!"
Viva as boas lembranças!
Estava motivada
No vento e frio ti esperando
O comboio chegava e se afastava
O coração acelerava
O abraço é tudo que queria
Beijar é o que eu desejava
Ti amar é tudo que sei
Os três pontinhos foram se movendo
As expectativas foram se diminuindo
Acontecia o inimaginável
Atrasou, seria celebração
Sobrou apenas desilusão
Carregada de solidão e mais solidão
No meio desta multidão
— João era como uma lamparina que estava acesa e brilhava, e por algum tempo vocês se alegraram com a luz dele.
Sempre sonhei em ter a família perfeita, mas o final da minha infância e toda a adolescência estava muito mais perto do inferno do que do céu. Aprendi cedo que tinha de fugir, para onde quer que fosse. Busquei abrigo na religião, que se tornou a família que eu não tinha em casa. Passei por muitas e boas mas consegui casar e fui feliz por muitos anos, chegando até a constituir uma família maravilhosa entre os anos de 1993 a 2005. Mas perdi a mão e, mesmo lutando com todas as minhas armas, meu sonho foi destroçado e minha família esfacelada. No fundo do poço não havia o que fazer a não ser me entupir de remédios para continuar vivo. Sou dependente químico há mais de dez anos. Minhas feridas nunca cicatrizaram e continuo vivendo um dia de cada vez. Hoje sonho que meus filhos também possam fugir para um lugar seguro, onde possam ser respeitados e realizar seus desígnios. Já faz anos que sou um pai ausente mas, um dia, espero me reconstruir e ser muito melhor do que tenho sido, ou não sido.
Eu ouvi de longe os sussurros dele. Eu realmente não fazia mais parte de sua vida. Meu corpo estava preso, parado, e minhas mãos frias. Senti como se meu corpo se deslocasse, cheguei no ponto mais alto que consegui achar. Cai. Meu coração havia disparado por alguns longos quatro segundos. Morri. Senti meus olhos abrindo novamente, eu acabava de nascer novamente. Aquela garotinha ingênua se foi para nunca mais voltar. Voltei. Percebi que não era a mesma, eu havia morrido e nascido novamente em alguns segundos, e toda minha vida passada foi apagada a minha memória."
SÓ NÓS DOIS
Oi querida, estava aqui pensando, quando vamos nos casar? Será que seremos felizes? Acredito que sim. E você? Mau posso esperar por esse dia.
Tê-la ao meu lado, mesmo birrenta, te quero. As vezes fico estressado, desculpa, mas preciso aprender todos os dias.
Querida, estava aqui pensando em te levar ao céu, fazer companhia às nuvens. Se pararmos no tempo, criando horizontes imaginários, caminhos traçados pelas mãos ao céu aberto, deixando-nos tocar nas nuvens, seremos ali felizes. E se olharmos o Sol se pôr, vamos olhá-lo. Ele não nos fará inveja. Somos eu e você.
Queria que fosse eterno o tempo pra estar contigo sem emudecer a vida.
Queria ser super herói. Te levar nos braços e voar sem parar até cansarmos, até não cansarmos. Que tal nos beijamos no ar?
Ah, querida, não sou esse super. Não sou forte o suficiente para vencer a morte.
Você sabe o quanto te quero, desejo, espero.
Não sou o super herói que poderia te livrar de todo mau, mas sou eu sou teu.
Querida, vamos ali à igreja, de véu e vestido branco. A felicidade nos espera ajoelhada para nos abençoar. Vamos ser nossos amores e abraços, carinhos declarados. Vamos ser, só você e eu!
Me veio aqui uma duvida. Quando você estava no céu, as pessoas daqui mal via as estrelas existentes nessa galaxia graças ao seu brilho, que era mais forte e sobrepunha as outras, né minha estrela?
A última vez que dancei com ela,
estava tão linda num vestido cor-de-rosa.
Teus olhos brilhavam de alegria...
Aquela noite foi de pura magia.
E quando eu estava sozinha, carente de presença, de alguéns. Nos meus momentos de maior desespero, doença, desesperança e solidão. Encontrei, descobri o Melhor de mim, minha força, meu poder em Conseguir. Mas nesse estagio descobri também o pior de algumas pessoas a minha volta. E sigo em frente deixando o que não Acrescenta e não Soma, pra trás.
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