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Estamos Felizes

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Incógnita

Quando estamos juntos, me desconheço...
Não sei se eu sou eu, ou se estou do avesso!

Hoje, neste momento nós estamos de pé. Mas basta instantes pra que a gente deite e nunca mais acorde, nunca mais levante. Todos os nossos sonhos, todas as nossas vontades, nossas virtudes, tudo que a gente é, todas as pessoas que a gente ama, se vão. Ás vezes em muito menos de um segundo.

Dizem por aí que o tempo cura. Geralmente dizem isso quando estamos precisando que o tempo cure o agora, o inevitável, a falta de esperança. Dizem que a gente se perde com a distância e que esquecemos tudo o que foi construído. E que temos consciência do que estamos esquecendo.

É difícil esperar ou ter paciência para que as coisas se encaminhem. O jeito às vezes, é deixar que o tempo faça sua parte. Por quanto tempo? Não sei. Muitas vezes, apesar das minhas melhores escolhas e intenções, as coisas deram errado. E por outras vezes apesar de cruzar linhas que não eram permitidas, as coisas deram certo. O que eu sei é que hoje, apesar de não ter laços, também não tenho nós.

O tempo estava certo.

⁠Nós estamos em guerra. Eu não sei por que você está me olhando com essa cara tão simpática. Nós estamos em guerra. O seu mundo e o meu mundo estão em guerra. Os nossos mundos estão todos em guerra. A falsificação ideológica que sugere que nós temos paz é pra gente continuar mantendo a coisa funcionando. Não tem paz em lugar nenhum. É guerra em todos os lugares, o tempo todo.

O mundo gira,
o tempo passa,
pessoas nascem,
pessoas morrem.
Nesta vida estamos de passagem,
e nessa viagem tente ser o melhor,
não pra ser lembrado,
mas para jamais ser esquecido.

Hoje estamos aqui sem você, sentindo sua falta, mas seguindo em frente. Sei que você está perto de mim, mas não consigo te ouvir. Você consegue me ouvir? Me diga, tenho muitas coisas a lhe dizer. Todas aquelas coisas que não te falei enquanto estavas aqui. Você foi cedo demais. Foi tão inesperado, nossos planos estão guardados, para quando eu te encontrar poder fazer tudo o que planejamos. Não, você não podia ter ido. Porque não me esperou? Você foi embora sem ao menos me dizer adeus.

Ninguém acredita que a Bíblia quer dizer o que diz; estamos sempre convencidos de que ela diz o que queremos dizer.

Não agradar a todos é a resposta de que estamos fazendo algo certo.

Somos queijo gorgonzola”

Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

Contanto que você me ame,estamos sobre pressão,7 bilhões de pessoas no mundo tentando se encontrar,mantenha-se firme,sorriso no rosto mesmo que você tenha vontade de franzir a testa;mas ei sabe garota nós sabemos que é um mundo cruel,mas eu me arriscarei!!!Contanto que você me ame podemos passar fome,podemos estar falidos,contanto que você me ame serei sua platina,serei sua prata e serei seu ouro. . .

Disseram que jamais atravessaríamos a fronteira. E agora, aqui estamos nós.

⁠⁠Estamos sempre entre a vida e a morte, esperando para continuar. No final, nós aceitamos. Fazemos as pazes com o diabo e seguimos em frente.

Basicamente, estamos todos esperando permissão para morrer.

Schopenhauer me fez ver que estamos condenados a girar sempre na roda da vontade: desejamos uma coisa, conseguimos, desfrutamos um instante de satisfação que logo passa a tédio e seguimos para o próximo "eu quero". O desejo não acaba, seria preciso pular da roda da vontade.

Sei que, as vezes, estamos pesados pelo peso da vida!... mas, mesmo assim, conseguimos alçar voo com as nossas almas para sorrir e
sermos felizes!

Em um lugar escuro estamos nós. E mais conhecimento ilumina nosso caminho.

⁠A Hipocrisia da Felicidade Forçada

As pessoas sempre perguntam como estamos, mas existe um jogo invisível de palavras que temos que jogar. Se você diz que não está bem, a resposta quase automática é: “Não, você tem que estar bem. Tem que sorrir, ser positivo, a energia vai mudar se você disser que está bem.” Como se, ao dizer a verdade, estivéssemos fazendo algo errado. Como se o simples fato de não esconder nossa dor fosse um convite ao fracasso.

Então, a solução é fingir. Colocar um sorriso no rosto, engolir o choro, e seguir em frente, como se a dor fosse apenas uma nuvem passageira que se dissipa com um simples esforço de vontade. A hipocrisia está em achar que só o sorriso falso vai curar o que está dentro de nós. E o pior: as pessoas acreditam. Elas olham para o nosso sorriso, não veem a dor, e pensam que está tudo bem.

A cobrança para estar sempre bem, sempre otimista, transforma a dor em um fardo oculto, algo que deve ser escondido, abafado, como se admitir que não estamos bem fosse um pecado. Mas, o que as pessoas não percebem é que, quando fingimos estar bem, estamos morrendo por dentro, desconectados de nossa verdade. Estamos cumprindo um papel, mas não estamos vivendo. Estamos sobrevivendo.

Como quebrar essa hipocrisia? Como fazer as pessoas entenderem que, às vezes, o maior sinal de coragem não é sorrir e seguir em frente, mas admitir que não estamos bem, que precisamos de ajuda, que a nossa dor é real e não deve ser varrida para debaixo do tapete da fachada de felicidade?

Eu, por vezes, escolho ser verdadeira, mesmo que isso me custe incompreensão, mesmo que eu tenha que lidar com o julgamento de quem prefere ver a imagem do sorriso do que a sinceridade do olhar cansado. A hipocrisia de exigir que a gente seja feliz, mesmo quando tudo dentro de nós pede por descanso, é o que realmente dói. E talvez, quem sabe, se a gente parasse de exigir uma felicidade forçada, poderia começar a enxergar as dores verdadeiras por trás dos sorrisos falsos.

Mais um ano se passou e mais uma vez estamos juntos, brindando a vida e o amor que Deus nos concedeu. É seu aniversário! É mais uma vela no bolo! É mais um ano vivido! E a cada ano que passa, cresce o amor que sinto por você.
Prometo te amar todos os dias, em todos os aniversários. Prometo te amar quando estiver cansado, desarrumado, impaciente, nos dias bons e ruins.
Hoje, especialmente, te desejo muita paz, para que possa transmitir serenidade às pessoas que te rodeiam; te desejo felicidade para que possa contagiar aqueles que te cercam; desejo bênçãos para que ensine aos que estão a sua volta o verdadeiro sentido da vida.
Parabéns por mais uma data festiva!
Te amo muito!

Nós estamos sobrevivendo aqui. Um dia de cada vez.

“Quando estamos diante de algo ou de alguém que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente sabe, mesmo que sem muita clareza no início, a nitidez às vezes só costuma florir no tempo da primavera do olhar. A gente sabe porque sente com uma sinceridade tão profunda que qualquer nuvem de dúvida dura pouquíssimo no céu de azul macio que acontece nesse território da alma. A gente sabe porque o sentimento nos pega pela mão e nos leva para um lugar de paz tão singular que, se formos honestos com nós mesmos, reconhecemos ter visitado raras vezes nas nossas andanças. A gente sabe porque sente ter sido despertado em nós um entusiasmo que nos enche de vontade de fazer expandir a nossa bondade e transformá-la em gestos amorosos pra distribuir por aí. A gente sabe porque o coração também sai de casa pra sorrir e quer convidar outras tantas vidas pra sorrir junto. A gente sabe porque não consegue mais imaginar que o nosso caminho desaprenda a passar por lá, mesmo que precise aprender a desaprender depois. A gente sabe porque se sente feliz. Simplesmente feliz.”