Esse teu Jeito me Enlouquece

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⁠Tem gente que
dá o seu jeito
próprio de usar,
Binga para mim
é para água levar.

Cempedak maduro para saborear
do jeito natural que tem que ser,
E as sementes pôr para cozinhar
para alegrar o humor e o paladar.

Concupiscência embaladora
e mútua feita para te dar
Cajazinho devagar na boca,
Do jeito que tu gosta,
para dar mostra hipnótica
e entregar o seu corpo
nos braços da deleitação,
No afã de cumprir o pacto
à altura tua provocação,
Com estro e todo o charme
na mente e no teu coração,
Para que o verbo não se cale
e o amor em ti se cumpra
em salto sem temer a altura.

O meu beijo de Patauá
dentro de ti vai entrar
mesmo sem licença,
Do meu jeito afetuoso
os Versos Intimistas
para farão da sua vida
um verdadeiro poema.

Lua Cheia de Ano Novo
que gentil se aproxima
da Cidade de Rodeio,
pacificando com jeito
e poesia por inteiro.


Encantando com alvor
o Médio Vale do Itajaí
com todo o esplendor,
iluminando o amor
que rendemos o andor.


Com o seu encanto
privilegiado nos põe
confiados nos braços
carinhosos e amorosos,
de querer o alvorecer.


(Não nego nem para ela
que não parei de te querer).

Janeiro floresce nos cachos
do Pequiá em flor do jeito
que sedutoramente te levo,
No teu peito coração tenho
lugar certo como o seu amor.


O mútuo fascínio indomável
tem sido crescente e diário,
Não há mais ser engolido,
sou o teu adorável instinto.


A cada dia um novo passo
na minha direção o seu caminho
romântico sendo definido,
Nasci para ser o sentido
sublime e infinito de ter nascido.

Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.

Se aproximam da Bacia do Rio Tapajós
Sirius, Canopus, Achernar, Rigel e Betelgeuse,
do jeito que o olhar alcança e as endeuse;
O rio é a orquestra a tocar,
Procyon, Capella, Alpha Centauri e Acrux
chegaram fascinantes para ficar.


Mimosa, Gacrux, Alnitak, Alnilam e Mintaka,
também vieram para acompanhar,
A Via Láctea com toda a potência
não irá nesta travessia os deixar,
porque resistência não deve pedir
licença por ser dignidade de existência.


O Angelim-vermelho, a Sumaúma
e toda a floresta pressente
que a noite escura querem impôr;
Não há nada nesse mundo
que irá deter a caminhada
porque existe o amor além do amor.


Tenho um pouco de todo o mundo
e de cada parte e do que há de mais
profundo e da maravilha do Tapajós,
Querem deixar todos os que têm
raízes ali sem sementes e em nós.


Cada parte de mim não ficará a sós,
sou Borari, Arapiun, Tupinambá,
Tupaiú, Tapajó, Arara, Jaraqui,
Maytapu, Munduruku, Cumaru,
Tapuia, Apiaká e Sateré-Mawé,
e sou todo o povo do Rio Tapajós
feito da liberdade que não se prende,
e nem se costura nem com retrós.

O teu jeito observador
entretém e seduz,
Os meus cabelos alcançam
o Estreito de Ormuz.


O que gostaria mesmo
é que os meus sonhos
tocassem o seu peito,
E entre nós se abrisse
uma generosa passagem,
Porque não quero ser
espectadora da paisagem.


Não penso contar miragens
e tampouco contar com oásis,
Desejo ser a tua escolhida
inequívoca para habitar
a tua dulcíssima paragem.

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.

Do jeito que está o mundo,
só consigo pedir a Deus:
--- Um melhor "Dia das Mães"
a cada novo segundo
do jeito poético e profundo.

Te coloco sob o meu olhar
e faço da minha arquitetura
o teu lar de arrebatamento,
De um jeito que obstinação
ninguém poderá controlar,
O que busca para amainar,
tornou-se urgência sem par.


Não preciso performar
e nem fingir submissão,
como território conquistado;
Pois é peremptório,
fixo e desapegado —
o meu perfume afrodisíaco,
feito do Oceano Atlântico Sul,
é o teu favorito santuário.


Na troca afável entre
meu e o seu pulsar aurum,
Mentes e corpos
em plena convergência,
profunda, sedenta e quente,
No abandono das horas
no melhor acordo entre a gente
para incorporar a êxtase
que se derrama inteiramente.


Jogos de imprevisibilidade
para aquecer o inverno
que se aproxima em Santa Catarina,
Não nego que assim quero,
mas que venham com
a tranquilidade de um chá de Tinguaciba,
com o seu abraço cheio de aconchego,
e a tua carícia que até a minh'alma alisa.

A swingueira é filha do samba de roda
do jeito que tu gosta,
do samba duro de ritmo profundo
e das tradições afro-baianas
nascidas além mar e em Salvador
sob a bênção de Nosso Senhor.


Tu me encontrou nela em passos rápidos,
entre os meus passos rebolados,
E pegou na minha cintura e quase
me deu um ligeiro nos meus lábios.


Agora, estamos prá valer apaixonados,
se não fosse a Bahia e a swingueira
o que seria de nós e do amor?
Se não tivéssemos por esta obra do destino
talvez não teria nos encontrado com tal fervor.

Com ancoragem nos efeitos
de primazia e de recências,
mesmo com ímpares contrastes,
com jeito e sem nenhum alarido,
manterei o fogo da paixão
aceso com toda disposição.


Se não for para contrariar
o que dizem ser coisa de novela,
ou o que só está escrito
nos livros de romance,
é melhor nem começar.
Em ti quero me enlaçar,
para nunca mais soltar,
e sei que partilha de igual pensar.


Baixo ao Hemisfério Austral,
florescem as manduiranas
no início do inverno junino.
A chuva e a escuridão,
trazidas pelo El Niño,
não afetarão o nosso destino.


Quando há o que é recíproco
e a vontade de dar certo,
não há o que se preocupar
se existe alguém interferindo;
e sim manter desejo vívido,
cultivar para viver o amor,
e eleger vê-lo sempre sorrindo.

Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.


Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.


Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.

A Via Láctea dança o Kwadril,
refletida sobre o Rio Roseau,
e a gente também, de um jeito
que Santa Lúcia jamais viu.


A ventania acaricia a Calabash
e a frondosa Mahot Cochon,
e você, com este olhar, me traz
de um jeito delicioso e bom.


Quero conversar com você
depois que a festa terminar,
e ajustar o tom feito para amar.


Estou o tempo todo a embalar,
e tenho certeza que você também;
algo entre nós está a começar.

Leva-me contigo do mesmo
jeito que o Rio Colonarie
segue em direção ao mar,
sem parar para questionar.


​Coloca-me entre os teus
abraços e no teu colo,
para contar e recontar
quando deixamos
o amor nos encontrar.


​Prenda-me inteira em ti,
igual aos cachos de flores
da árvore de Soufrière,
e viveremos de amores.


​Toque-me quando o peito
estiver em ritmo de Big Drum,
para a gente pegar a intenção
e ir na primeira embarcação
ao esbanjamento da sedução.

Sempre que eu não conseguir falar do jeito que quero sempre procuro uma forma de falar de maneira mais lapidada.

Tingi os meus lábios
com o rubro do ceibo,
para vir a declamar
com o melhor jeito
enraizado e o olhar
voltado para a Via Láctea.


Não estou distante de ti
porque moro dentro,
como rezam as lendas
dos amores eternos
e o chamamé patagônico,
com os passos certos.


Ouvirei sobre a Raihué,
colheremos frutos do pé,
quando fizer dos teus
braços a minha casa,
e quando tornar-me
a tua preservada marina.


Dos teus lábios doces
provarei o michay,
cantarei aquecida
contigo: Neuquén e Limay.


Lembramos como foram
reunidos e juntos formam
o majestoso Rio Negro;
e assim, entre nós, não faltarão
razões para um novo desejo.