Esse teu Jeito me Enlouquece

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Olhar nos seus olhos é ver a transparência de uma alma que me acolhe exatamente do jeito que sou.

"Caminhar sozinho pode até ser mais rápido, mas caminhar junto é o único jeito de ir longe de verdade."

Deixa eu ser do meu jeito!
Deixa eu vir sem filtro no peito!
Eu vou além dos seus conceitos,
Meu rumo é meu!
Meu mundo é imperfeito!

A coisa mais linda que há,
é o teu jeito de olhar,
é essa tua boca louca...
que não paro de desejar.

Eu não ligo pro que pensam de mim, nem pro jeito que eu falo de mim. O que me incomoda é a mentira bem contada que insistem em contar sobre nós.

Ter razão, às vezes, é o jeito mais cruel de perder.

Mesmo com as folhas caindo, a vida sempre encontra um jeito de florescer e trazer novas alegrias.

Te amar dói


Eu te amo de um jeito que não sei explicar, como o mar ama a lua, sem poder tocar, como a noite abraça a luz do luar, como quem nasceu para ficar, mas precisa se afastar.


O meu coração te procura em silêncio, mesmo quando estar contigo me causa tormento. É que teu abraço é meu lugar preferido, mas é nele que sinto o amor mais doído.


Porque te amar é a parte mais bonita, mas estar perto de ti é uma dor infinita. É sorrir com os olhos, enquanto a alma chora, é querer que o tempo pare e desejar ir embora.


É ter você tão perto, podendo te sentir, e, ainda assim, sentir que estou prestes a te perder. É querer morar nos teus braços para sempre, mas saber que esse amor pode me destruir lentamente.


E eu não sei como se esquece alguém que o coração escolheu amar tão bem. Não sei como fugir de quem me faz querer ficar, nem como ficar perto sem, aos poucos, me quebrar.


Eu te amo. E talvez esse seja o meu castigo: querer você perto, mesmo sofrendo contigo. Porque a distância me mata, mas a proximidade também… E, no fim, dói te amar tanto sem saber se esse amor me faz bem.

Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou.

No Brasil, porém, parece que o céu político ficou permanentemente dividido entre dois extremos: de um lado, o PT; do outro, os bolsonaristas. No meio dessa tempestade de polarização, discursos radicais e uma crescente influência da extrema direita, surge um psiquiatra chamado Augusto Cury.

Será apenas coincidência?

Ou, diante de tanta confusão, o país finalmente está precisando de uma boa dose de reflexão?

Talvez não seja remédio que esteja faltando.
Talvez seja lucidez.

Com jeito, tudo dá-se um jeito.

Travessia

Seja do jeito que for
Colha do jeito que for para colher,
Nos cantos da vida por onde eu caminhar
Mesmo que eu pise nos espinhos que eu encontrar,
Das flores eu hei de lembrar.
Meus pés ardem de tanto caminhar,
As lágrimas vertem rasgando o trajeto
Fazendo-me esquecer da dor.
Lembrar-me-ei dos amores que não tive
Dos amores que quis muito e por medo ignorei-os
Mesmo assim deixei-me amar tanto que doía.
Meus medos e sonhos se misturaram
Com as nuvens que passavam devagar
Como poeira das terras desertas.
Investi contra meu caminho para que ele acordasse
Levando-me para onde eu esquecesse o medo
No trajeto das minhas escolhas
Onde estava meu sonho adormecido.

⁠As pessoas podem até amar seu jeito de falar, mas é pelo seu jeito de escutar que elas vão amar falar com você.

Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.⁠

⁠Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.


Há os que erroneamente acreditam que o Tempo só se perde nas distrações, nos atrasos, nos desvios da vida…


Mas, na verdade, não há forma mais sombria de desperdiçá-lo do que tentar vivê-lo longe Daquele que o sustenta.


Distante Daquele que até dele é Senhor.


Tempo sem sentido é aquele que tentamos carregar sozinhos — como quem tenta segurar água nas mãos.


Esse é o Tempo que inevitavelmente escorre, some e evapora.


Estar longe do Dono do Tempo é caminhar com pressa, mas sem destino; é preencher os dias, mas não a alma; é envelhecer por fora sem amadurecer por dentro.


Quando nos afastamos da Fonte, até os minutos pesam.


Mas quando nos reaproximamos, até o silêncio floresce.


O Tempo ganha outra textura quando lembramos que não somos seu dono, apenas passageiros.


E que sentido maior existe do que entregar essa travessia a quem conhece todos os portos?


No fim, o maior desperdício não é o Tempo perdido — é a vida não vivida na presença de quem a criou.


É ali, e apenas ali, que os dias se encaixam, que as horas respiram e que o Tempo, enfim, encontra propósito.


Tempo bom é aquele vivido nos braços de seu Dono!

⁠Só há um jeito dos políticos-influencers manterem os aluguéis das cabeças dos seus asseclas em dia: criando conteúdos ruidosos.


Não se trata de informar, mas de ocupar espaço — preencher cada fresta de silêncio com indignação fabricada, cada intervalo de dúvida com certezas prontas para consumo.


O barulho não é um efeito colateral; é o próprio produto.


Nesse mercado de atenção, a lucidez é muito pouco rentável.


O que engaja é o exagero, o recorte enviesado, a simplificação que transforma complexidade em torcida organizada.


Quanto mais estridente o discurso, menos espaço sobra para reflexão — e é justamente nesse esvaziamento que o controle se fortalece.


Na Economia da Atenção, quem grita não precisa explicar; quem repete, não precisa pensar.


Há também um pacto implícito: o seguidor recebe pertencimento e direção, enquanto entrega autonomia e senso crítico.


É um aluguel confortável, quase imperceptível, pago em parcelas de compartilhamentos, curtidas e indignações automáticas.


E, como todo contrato mal lido, cobra seu preço quando já é tarde demais.


Romper esse ciclo exige algo raro: disposição para o desconforto do silêncio, para a pausa antes da reação, para o exame das próprias convicções.


Porque, no fim, o antídoto para o ruído não é um contra-ruído mais alto — é a coragem de pensar sem trilha sonora.

⁠Talvez parar de insistir possa parecer o jeito mais covarde de desistir do outro… Mas é muito difícil tentar ajudar quem já alugou a própria cabeça.


Há um limite muito silencioso entre o cuidado e a invasão.


Entre estender a mão e tentar conduzir a vida de alguém quase à força.


Nem toda recusa é ingratidão — às vezes, é apenas alguém defendendo o território interno que decidiu não compartilhar.


E, por mais que doa assistir de fora, o direito de não aceitar ajuda também é uma forma de autonomia, ainda que muito mal exercida.


Insistir pode nascer do amor, mas também pode escorregar para o orgulho disfarçado de virtude.


A ideia de que sabemos o que é melhor para o outro, de que nossa lucidez deveria ser suficiente para despertá-lo, revela mais sobre nossa necessidade de controle do que sobre a real disposição de cuidar.


Há pessoas que não querem ser salvas — não ainda, talvez nunca.


E isso nos confronta com uma impotência que poucos sabem suportar.


Por outro lado, recuar não precisa ser abandono.


Há uma diferença profunda entre desistir de alguém e respeitar o tempo dele.


Nem todo afastamento é covardia; às vezes, é maturidade.


É entender que certas batalhas não nos pertencem, que certas consciências só despertam quando deixam de ser empurradas.


E é aí que a oração — ou qualquer forma de intenção sincera — encontra seu lugar mais honesto.


Porque, diferente da insistência, ela não invade.


Não exige.


Nem constrange.


Apenas oferece, em silêncio, aquilo que não nos é mais permitido entregar em presença.


Orar por alguém é, talvez, a última forma de cuidado que não fere a liberdade.


No fim, amar também é saber parar.


Não por falta de sentimento, mas exatamente por respeito a ele.


Porque há momentos em que a maior prova de consideração não é permanecer tentando, mas permitir que o outro, mesmo perdido, seja o único responsável por se encontrar.

⁠Só há um jeito de escapar do abraço apertado da Solidão: aprendendo a abraçar a Solitude bem apertado.


Há uma diferença muito silenciosa entre estar só e sentir-se sozinho.


A Solidão pesa porque parece abandono; a Solitude, ao contrário, pode ser escolha, refúgio e encontro.


Uma nos faz procurar desesperadamente alguém para preencher o vazio; a outra nos ensina que nem todo vazio precisa ser preenchido — alguns precisam apenas ser compreendidos.


A Solidão costuma nos convencer de que precisamos de presença para nos sentirmos inteiros.


Faz barulho dentro da cabeça, cria ausências onde talvez existam apenas distâncias e transforma o silêncio em prova de que fomos esquecidos.


A Solitude, porém, nos convida a permanecer.


A sentar conosco mesmos, sem a obrigação de fugir, distrair ou procurar imediatamente outra voz para calar a nossa.


Aprender a estar só é descobrir que a própria companhia também pode ser um abrigo.


É tomar um café sem precisar fotografá-lo para alguém.


É caminhar sem destino e perceber os próprios pensamentos.


É assistir ao pôr do sol sem sentir a urgência de compartilhá-lo.


É ouvir o silêncio e, pouco a pouco, perceber que ele não está vazio: está cheio de nós.


Talvez amadurecer seja justamente isso: deixar de exigir que o mundo esteja sempre cheio de pessoas para que a nossa vida faça sentido.


Porque há momentos em que precisamos de abraços, conversas, encontros e afetos — e não há nada de errado nisso.


Somos seres de vínculo.


Mas também precisamos aprender que ninguém consegue nos acompanhar em todos os lugares, em todas as horas e, principalmente, em todos os nossos silêncios.


Quem aprende a abraçar a Solitude deixa de aceitar qualquer companhia apenas para não ficar sozinho.


E essa talvez seja uma das maiores liberdades: descobrir que estar só não significa estar abandonado.


Às vezes, significa finalmente estar presente para si mesmo.


No fim, a Solitude não é a ausência do outro, mas a presença inteira de quem somos quando não precisamos representar nada para ninguém.


E, quando aprendemos a fazer dessa presença um lar, a solidão perde parte do seu poder.


Porque já não estamos esperando alguém chegar para nos salvar do silêncio.


Estamos aprendendo a morar nele.

"Ser solidário quando conveniente, quando quer, dá forma que quer,
do jeito que quer não é ajudar,
mas contribuir pra humilhação
alheia de quem solicita ajuda."

Quando a vida nos surpreende

Às vezes, a vida nos surpreende de um jeito que jamais conseguiríamos imaginar. E o mais curioso é que, por vezes, ela nos entrega algo com que sonhamos, mas por caminhos tão diferentes daqueles que idealizamos que, quando acontece, já não sabemos muito bem como agir.

Então, o coração se aquece, a respiração muda, o peito parece abrigar um mundo inteiro. Há algo novo no ar, no olhar, na maneira como os dias passam a ter outro sabor. Por alguns instantes, sentimo-nos invencíveis, como se tudo fosse possível.

Mas, junto com a felicidade, chega também o medo. O medo de acreditar demais, de baixar a guarda, de se permitir sentir sem reservas. O medo de que aquilo que hoje nos faz tão bem amanhã seja apenas uma lembrança bonita de algo que não permaneceu.

E talvez seja esse um dos maiores desafios de estar vivo: aprender a não transformar a beleza do que acontece em angústia pelo que pode deixar de acontecer.

Nem tudo o que é bonito vem com garantias. Nem tudo o que nos toca profundamente traz consigo respostas imediatas. Às vezes, a vida apenas nos convida a sentir, antes que a razão encontre explicações e o medo invente despedidas para histórias que mal começaram.

Talvez a coragem não esteja em ter certeza de que tudo vai dar certo, mas em não permitir que o medo do fim nos roube a alegria do que estamos vivendo agora.

Porque há coisas que não podemos controlar. Mas podemos escolher não fugir de tudo aquilo que, apesar das incertezas, ainda faz o coração bater diferente.

✨ Meu jeito é chato.
Mas eu dou o mundo pra quem eu gosto.
Sou teimoso.
Falo demais.
Às vezes fico bravo sem motivo.
Mas sou eu quem lembra dos detalhes.
Quem pergunta se você chegou bem.
Quem fica quando todo mundo vai embora.
Sou difícil de lidar.
E mais difícil ainda de substituir.
No fundo, eu só quero amar e ser amado do jeito mais sincero possível.
Wendel alves