Esquecimento do Pai
Deixa de lado, feche a porta, ponha um ponto final e assim o que se quer esquecer será esquecido para sempre. O tempo às vezes leva palavras, lágrimas e sentimentos. Mas, para isso, não crie gatilhos de memória. Se quiser esquecer, procure não lembrar.
Quando a tristeza é profunda nós a enterramos porque não conseguimos falar sobre ela. Mas, isso não resolve porque as ondas vem e tudo vem de volta para a superfície.
Somos um eterno devir.
As mesmas coisas que eram dignas do nosso afeto ontem, podem não produzir sentido nenhum em nós amanhã.
Pois se em um dado momento somos presença, no momento seguinte podemos nos tornar ausência.
Em um dia somos especiais, no outro não significamos mais.
Um dia somos presentes, em outro história, depois uma vaga lembrança e depois esquecimento e nada mais.
Então o esquecimento assim como a indiferença, se torna um tipo de morte símbólica do valor externo que um dia ilusoriamente demos ou tivemos. E somos enterrados e enterramos simbolicamente todos os dias alguém cuja história não acompanha o nosso próprio desenvolvimento.
#QUEM ?
Quem me deu asas para sonhar?
Quem olhou em meus olhos e me apontou a direção do céu?
Aos astros me ensinou a olhar?
Quem me deu o mundo e as suas ilusões mortas?
Me pegou pela mão e junto a mim caminhou...
Corremos em verdes prados e na esquina me ensinou a decepção?
Quem roubou meus beijos?
Encheu-me de desejos?
Brincou com meus sentimentos?
Jogou-me ao esquecimento?
Dizendo me amar?
Quem me envolveu e não sabendo o que sentia agora também não sabe o que sou?
Quem muito me mentiu e causo-me tamanha dor?
Quem foi que me fez entregar-me de corpo, alma, coração aberto?
Me ensinou os caminhos do amor...
E agora...que tudo acabou...
O pouco que me resta...
O pouco sou...
Tenho fome, tenho sede do infinito...
E escondendo o meu grito...
Descobrindo a esperança, Descortinando a mentira...
Não sei por onde ando e nem para onde vou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
De tudo houve um começo...
De asas abertas...
Alguém que nunca voou...
Rios que perdi sem os ver chegar ao mar…
Tudo o que guardo...
São muitas palavras de ilusão...
Quando eu sonhava de amor...
Quando em sonhos me perdi...
Eternamente em fuga como as ondas dos mares...
A ti mostrei o meu olhar...
Mas serei sempre o que sou...
Meu destino esconde-se entre a bruma...
Achando sem nunca achar o que procuro...
Onde tenho a alma...
Mãos alheias não tomam...
O amor eterno que te ouvi jurar?...
Diga-me, agora, onde está...
Mãos de renúncia que não puderam me entender...
Este abandono custa...
Poque estou contigo e tu não...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Quando o que há é só o agora...
Como existir no esquecimento?
Fugindo com o vento sem ter onde pousar?
Sandro Paschoal Nogueira
E vinha vindo a noite por entre os pinheiros...
E vinha a sonhar...
E perguntava-me ...
Por que te devo amar?
Porque há vida...
A doer com as mágoas...
A rolar as lágrimas...
Por que andas de repente...
Entre idas e voltas...
Dos que esperam a luz...
Em densas trevas...
No vácuo mudo...
De um desolado coração...
De quem não espera...
A sua compaixão...
Do esquecimento inviolável...
E olvida, como quem está já morto…
E, interrogando o destino...
Sente desconforto...
Verdade...
Qual delas?
Que estão além das cousas transitórias. ..
Correr do tempo onde o amor se perde...
Para onde vais...
Sem eu poder ficar?
Sandro Paschoal Nogueira
Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.
Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.
Começamos a morrer quando já poucos sentem a nossa falta, porque os que nos amavam já partiram, levando com eles um pedaço de nós.
Começamos a morrer quando nos olhamos no espelho e já não nos reconhecemos mais, mas sobretudo quando deixamos de nos sentir amados, quando se riem dos nossos sonhos mais básicos, inclusive banais, e tudo à nossa volta se torna imenso, vazio, denso e insignificante.
- O Rei está Nu -
Ser pai realmente não é uma tarefa fácil e parece assustadora, principalmente para os pais de primeira viagem, ou para os menos modernos. Deitar e rolar (literalmente), esta expressão nunca caiu tão bem na criação dos filhos. Uma tarefa delegada por anos as mães, e supervisionadas de longe pelos pais. Com o passar dos tempos, os pais desceram dos seus pedestais e renderam se aos encantos de seus ``pimpolhos´´, Mas esta atitude não é tudo, apesar de ser o primeiro passo. No mundo criativo e instigante de uma criança, a brincadeira é uma forma de conhecerem, experimentarem e entenderem o mundo, e ao participarem deste processo lúdico, os pais assumem a função de moldadores desses desenvolvimentos. Fortalecendo os vínculos afetivos, criando segurança e ajudando de forma saudável o amadurecimento do cérebro. Quando alguém disse: `` Não basta ser pai, tem que participar´´, ele reabriu uma maravilhosa discussão sobre o assunto. Quando se diz participar, é no sentido total da palavra, primeiro desprenda se de certos preconceitos, pois quando você sentar para brincar com seus filhos, saiba que você será tele transportado para o mundo deles, e lá nesse mundo, todas as possibilidades são possíveis. No mundo encantado das crianças, o que mais se destacam são os sonhos, fantasias e criatividade sem limites, já sinceridade é uma lei, e pensando nesta sinceridade lembrei-me do conto de fadas, O rei esta nu, escrito pelo dinamarquês Hans Cristian Andersen e publicado em 1837. Conta se que um bandido se fazendo passar por um alfaiate de terras distantes, foi contratado por um rei muito vaidoso para fazer uma roupa mais bela e cara que existisse. O bandido Disse ao rei que apenas as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam enxergar as suas roupas. Baús cheios de fios de ouro e seda logo chegaram para a confecção das roupas. Fingindo, o falso alfaiate passava dias no seu tear tecendo fios invisíveis. E todos falavam o quanto às roupas estava deslumbrante, com medo de serem chamados de estúpidos. O rei cansado de esperar fez uma visita para o alfaiate, juntou todos os seus ministros e foram ver as tão demoradas roupas. O falso alfaiate mostrou ao rei sua mesa de trabalho vazia, o rei com uma cara de espante não viu nada, e com medo que seus súditos o achassem idiota, vaidosamente exclamou: ``Maravilhosas vestes! Você fez um trabalho magnífico, todos os ministros o parabenizaram. Chegou o grande dia do desfile para a apresentação da roupa do rei. A única pessoa a desmascarar a farsa foi uma criança: `` O rei está nu!´´. O grito é acompanhado por todo cortejo, o rei se esconde suspeitando que a afirmação seja verdadeira, mas o orgulho fala mais alto e continua o seu desfile sorridente e orgulhoso completamente nu. O titulo deste artigo expressa a sinceridade e a sensibilidades das crianças. Nos anos 70 e 80 os pais que começavam a cuidar de seus filhos, levando pra passear, trocando fraldas, eram chamados de ``papai-galinha. ´ ´Era o começo da quebra de preconceitos e assim tirando um pedaço da grande responsabilidade dos ombros das mães. Então cabe a você fazer seu dever de casa, aprenda o nome do desenho favorito dele, tente decorar os nomes das bonecas da sua filha ou o nome da princesa preferida dela. Deite role, participe desse mundo tão maravilhoso e gratificante que é o mundo imaginário e tão real dos seus filhos. (Collares. - Esta é uma obra de ficção)
Para meu Pai...
Hoje comemoramos seu dia...
Data muito especial!
Quero dizer que você foi muito importante e especial em minha vida! Pois, com você aprendi a valorizar tudo que nos cerca e acreditar na importância do amor e da felicidade.
Com você aprendi a dizer sim para a vida e me permitir ir rumo ao novo.
Por isso, receba minhas orações e permaneça na luz que vem do céu, onde tudo é graça, paz e perfeição. Permaneça na mesma Luz que envolve os Anjos de Deus.
Obrigada pela oportunidade de ser sua filha!
Ser pai é estar perto, mas acima de tudo, é ser presente onde estiver.
É atender o chamado, mas também saber a hora de dizer não, visando apenas o bem.
Ser pai é saber ouvir e também ser voz ativa, sempre com amor.
Ser pai é amar, cuidar, prover, ensinar...
É fazer tudo, sem esperar nada em troca.
Ser pai é ser verdadeiro, até na hora de admitir suas imperfeições, mas é se esforçar para deixar marcas positivas, exemplos, motivos para se ter orgulho e dizer: EU QUERIA SER COMO ELE!
FELIZ DIA DOS PAIS!
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