Esqueci de Mim

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Preciso encontrar a verdadeira força que há dentro de mim. pois o caminho é longo, haverá ainda muitas batalhas a serem vencidas.

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


Prestes a infartar

Prestes a infartar,
perdi o foco.

Você o arrancou de mim.
Delicadamente me chamou —
e agora não consigo desviar o olhar.

Meu coração grita, acelerado:
“Por favor… me dê mais.”

Eu o mantenho na coleira
e digo:

“Você não vai aguentar.”

Prestes a infartar,
à beira do precipício
não consigo me afastar.
Pular também não é uma opção.

Então respiro fundo,
controlando as batidas,
porque sei:

um passo em falso
e volto
para o abismo.

“Quantas vezes me vi perdido no espaço de mim mesmo, a ponto de imaginar-me sem razão.”
— Os`Cálmi

Só não fuja de mim...


Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...


Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.


Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.


Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...


Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.


Apenas fique.
E não fuja de mim!

A minha verdade


Enquanto houver verdade,
haverá em mim
um grito que não se cala.


Pois aqui habita
uma sabedoria única,
um sentimento inigualável.


Onde a destreza
provoca incertezas
e busca, no íntimo, a soberba.


O que se quer
é o que se vê,
não se inventa.


Apenas se compreende,
de certa maneira,
e não se explica.


A vida insiste
e, por ora,
é o que chega.


Nem há busca,
nem desespero;
por vezes, apenas exagero.


Ou talvez, esperança,
o que causa anseio.
E, no momento, é o que vejo.


Busco prazer
na simplicidade do acaso,
no milagre do amanhecer.


Em cada história
eu me encontro,
mas no amor, eu me perco.


Novamente,
como matemática básica,
não tem erro.


Essa sou eu:
não guardo segredos,
sou sempre do mesmo jeito.

Em Seus Braços


Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.


Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.


Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.


Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.


Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.


Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.


Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.


Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.


Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.

SOBRE MIM:
By: Harley Kernner

Sou, o criador do meu próprio pseudônimo, "Harley Kernner", um arquiteto de poesia, sóbrio dos seus próprios sentimentos, esculpo palavras nas pedras duras da solidão, com a maestria de quem constrói um universo de poesias decorando sonhos futuros. E assim sinto-me alicerçado em cada linhas, e versos, que se transforma em colunas que sustenta o peso das minhas emoções, fazendo-me um escrito particular, mergulhado nas fundações da alma, onde a arquitetura das palavras se torna morada para o meu coração sensível, a amar.

Aos meus quais centenários, ainda compartilho um amor voluntário, uma escolha da simplicidade de minha alma, que durante todos esses anos, enamoro, meu próprio coração, o qual às vezes senti-se sozinho, num ambiente cheio de corações femininos, e encantadores, onde os aditivos químicos naturais ou artificiais, não encanta o meu espírito de amar, mas ainda assim meus olhos desenham uma história de amor, com ausências de palavras não ditas, mas sentidas.
Em cada canto do meu olhar, vejo páginas em brancos, esperando ser preenchida, por uma inspiração de amor e vida, onde cada linhas sejam ocupadas por simples revelação de um leigo poeta, que desenha com humildes versos, como raios de sol atravessando a névoa da inspiração, e capturando a essência de um corpo aquecedor despretensioso, que me faça encontrar a magia que transcende a simplicidade das palavras descritas no olhar.

Nas poesias descubro o verdadeiro sentido da arquitetura da poesia, onde palavras são como vigas que sustentam as emoções, cada versos, e estrofes são portas e janelas para um universo de sensações. Navegar por minhas páginas escritas, é como explorar construções literárias, onde a beleza é a própria arquitetura da alma, e a mulher ainda é única adjutora de Adão, generalizado.

Como um arquiteto das emoções, me aventuro nas páginas futuras de um romance, onde construirei mundos, onde as palavras são entrelaçadas com personagens apaixonadas, ainda que seja um livro de um só capítulo, e de uma história única, mesmo assim serei um escritor particular, de um romance clássico, nas trilhas de amor, e suspense

Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Poeta Sem Livros

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

⁠“Trago em mim a chama da redenção e a cicatriz do erro, numa eterna dança entre o céu e o abismo.”

"Pensar me trouxe conflitos… mas nunca vergonha de mim mesmo."

"Desacreditaram de mim. Eu falhei. E mesmo assim, tô mais longe que eles."

“Depende da companhia, eu posso ser o tédio ou a melhor versão de mim.”

⁠Mesmo se um milhão de pessoas sorrissem para mim enquanto eu sei que Deus está descontente comigo, eu não estaria feliz.

⁠"Sem mim nada podeis fazer!" absoluta, positivamente nada! Nele todas as coisas vivem e se movem, bem como têm o seu ser; Ele não é somente a verdadeira primeira causa, contendo todo o arcabouço da criação, mas também o princípio interno, sustentador e ativo, na verdade, o único agente no universo. Os espíritos criados necessitam de que Ele lhes comunique uma fagulha da sua natureza ativa e de movimentos próprios. Mas de modo mais especial, "vós nada podeis fazer" de reto, de sábio, de bom, sem a agência direta e imediata da Primeira Causa.

John Wesley
BURTNER, Robert W.; CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. Rio de Janeiro: Editora Metodista, 1960.
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⁠Não sou ninguém, não tenho nada e não posso nada. Pois quando estou vazio de mim mesmo, então sei com certeza que nem amigos, nem inimigos, nem qualquer criatura podem me impedir de ser tomado de toda a plenitude de Deus.

John Wesley
POTTS, J. M. Seleção das cartas de João Wesley. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1991.

Nota: Carta para a mãe (agosto de 1733).

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⁠Como que Jesus morreu por mim se eu nem havia nascido?

Cristo, na cruz, pagou o preço de sangue o valor dos nossos pecados; Ele não precisava esperar você nascer para fazer isso, assim como a Lei áurea assinada pela princesa Izabel serviu para os negros ainda não nascidos.

⁠Temo mais a mim mesmo do que os perigos desse mundo caído e das potestades do mundo tenebroso; por isso ó Deus, rogo-Te que me livre de mim mesmo.

Longe de mim querer causar medos,e espantos.
Não souberam me domesticar,
Continuo com meu faro apurado,e finlig afiado.