Esqueci de Mim
Enquanto andava pelas ruas cinzas da cidade, as pessoas passavam por mim como se fossem flechas, rápidas e implacáveis. Seus rostos eram borrões, expressões perdidas no turbilhão do dia a dia. Eu, porém, estava em outra dimensão. Não era uma dimensão fantasiosa, com dragões ou castelos flutuantes, mas um espaço interno, silencioso e profundo, onde meus pensamentos vagavam livres, descolados da realidade imediata.
O ritmo frenético da cidade, o barulho constante dos carros e o apito distante de uma sirene, eram apenas um murmúrio distante, um fundo sonoro para a sinfonia silenciosa da minha mente. Recordações, sonhos, planos futuros – tudo se misturava em um fluxo contínuo, um rio de consciência que me carregava para longe do asfalto e das pessoas-flecha.
Vi uma mulher com um casaco vermelho vibrante, uma mancha de cor em meio à monotonia cinza. Por um instante, nossa visão se cruzou. Ela não era uma flecha, mas um ponto de luz, um pequeno desvio no fluxo constante. Senti uma pontada de conexão, um breve momento de humanidade compartilhada, antes que ela desaparecesse na multidão, voltando a ser mais uma flecha no fluxo.
Continuei andando, absorto em meus pensamentos, até chegar a um pequeno parque. Ali, o ritmo desacelerou. As pessoas caminhavam mais lentamente, algumas sentadas em bancos, outras alimentando os pombos. Ainda sentia a distância, a sensação de estar em outra dimensão, mas a cidade parecia menos ameaçadora, menos frenética. O parque era uma ilha de calma em meio ao caos.
Sentei-me em um banco, observando as folhas caírem das árvores. A cidade das flechas ainda estava lá, ao meu redor, mas dentro de mim, a outra dimensão permanecia, um refúgio tranquilo em meio à agitação do mundo exterior. E, naquele momento, percebi que talvez essa fosse a única maneira de sobreviver à cidade das flechas: mantendo um pedaço de mim em outra dimensão, um lugar onde a paz podia existir, mesmo que apenas dentro de mim.
A transição de adolescente para adulto em mim, além da incompatibilidade, é árdua, é pesada, é intensa, é desmotivadora e ao mesmo tempo é esperançosa. São muitos opostos em constante atrito!
Sem forças para aguentar o peso da sua frustração e distância se respingando em mim. Delegar suas obrigações psicológicas a quem você nunca buscou saber se já estava quase no limite ou nele, jamais servirá como ocultação da culpa que você carregará de sua ausência.
Vonucci, Mark 2023.
Hoje pela manhã acordei com uma nítida expressão dita a mim por uma anjinha em um sonho.Disse elazinha para mim, por favor me dê flores coloridas, perfumes suaves e notícias boas e engraçadas....e elazinha continuou, preciso tanto disto por que nosso mundo está a um passo de explodir com tantas notícias tristes, tantas maldades bizarras do ser humano para ele mesmo, com atitudes de barbares que acreditávamos terem sido extintas à centenas de anos atras ....mas não, o feio, o dodói e as bobagens, nunca morem para sempre......que pena que o mundo insista em ser e seja assim. E com estas palavras idéias vou encarar a vida mas com o pedido e pensamento da anjinha ecoando na minha cabeça e tentar resgatar o que ainda há de feliz.
Desculpem me os mestres vanguardistas do mundo inteiro mas é muito mais fácil para mim como profissional da arte , caracterizar como o bom e próspero jardim da arte contemporânea de hoje um dos caprichosos, limpos e criativos trabalhos de um dos tantos artesãos que em semelhantes plataformas vários artistas consagrados do passado já beberam em diversas épocas e bebem até hoje.Do que aceitar e reconstruir clássicos conceitos de materialidades por instalações, luzes, motores, sons mecânicos e imagens copiadas e retocadas por photoshop como obras de arte de valor artístico significativo, estético, conceitual e semelhante.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
Viver muitas vezes para mim é o desafio diário de passar a perceber, outros maiores e melhores ensinamentos das coisas bem simples que passam por nós o tempo todo mas quase insignificantemente. As entre linhas que espelham a face nítida da alma.
Arte pra mim é a invenção, a criação o dialogo das criaturas iluminadas que por sensibilidade mais se aproximam do milagre da vida e das maravilhas de Deus.
Sereias, belas e doceis sereias, cantam melodias de amor para mim mas nunca não vem nas areias, me convidam sempre para dentro do mar. Conjugar o verbo amar, já sabendo que o amor é o maior dos oceanos.
A vida é muito curta, eu sei e todos de mim sabemos disto e com isto meus pensamentos entram sem serem convidados incomodando em meu sonho e me acordam no melhor momento do sono, me empurram acelerado desnorteado cavaleando para a hiper-atividade criativa em uma corrida do sem fim.
Uma opção bem difícil para mim mas ninguém me disse que seria fácil, viver de politicas de arte e culturais heterogêneas sem o apoio da maquina publica por não ter e não ser filiado a partido politico menor algum. Meu partido é atemporal por convicção e trabalhos, o meu Brasil e todo o nosso povo brasileiro, sua identidade, sua diversidade e cada vez mais sua soberania e cidadania cultural enquanto nação continental livre pelas diferenças.
Minha alma chora bem alto e fico constrangido dentro de mim mesmo, mais de mil vezes toda vez que me deparo com as vitimas inocentes da sombra, crueldade e imbecilidade anti-humana proferida a vida por loucos e insanos que jamais deveriam ter nascidos. Pergunto sempre a natureza, nestes casos, até quando vai se permitir, errar.
Sorrio para mim mesmo todas as vezes que me atropelo pelo otimismo diante das palavras mudas egoístas que a vida por suas jornadas difíceis, não vai me dizer.
As vezes eu sinto muita pena de, eu ser eu pois me interessaria e enamorava fácil, fácil por mim mesmo.
Respeito a vontade e a liberdade inalienável de cada um de se posicionar junto a mim como um estranho mas na verdade em essência todos que participam comigo desta jornada dimensional conhecida como vida, são e os tenho como amigos e alguns um pouco mais como amigos irmãos. Quão bom viver em abundancia a amizade e nunca ter inimigos.
A caricatura de mim mesmo redesenho em personagens a cada passo. A vida é pouco séria para eu poder ser e ter uma só identidade.
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