Esqueceu de Mim
CAMILLE MONFORT.
– Onde Mora o Insondável de Mim.
"Sim, o sangue já não destona, apenas decanta..."
Os relógios cessaram. No sótão das lembranças, a hora já não é unidade de tempo, mas de dor prolongada.
Camille Monfort reina ali, onde os sentidos se misturam e se desfiguram. Ela não retorna por piedade — retorna porque a psique tem suas próprias ruínas, e ali ela se deita.
Não há afeto puro que sobreviva ao abismo do inconsciente.
Ela não ama, ela convoca.
“Gentilmente”, sim, ela pede...
Mas há sempre um brilho abissal no olhar que persuade a entrega como se fosse escolha.
E o corpo? Torna-se altar de uma paixão que exige oferenda contínua — veias, pele, lágrima — tudo deve ser entregue a esse sacrário espectral.
Freud jamais compreenderia Camille.
Nietzsche talvez a adorasse, como adorou Ariadne —
mas só Schopenhauer poderia senti-la de fato:
pois há um princípio de dor que rege o mundo...
e ela é sua filha mais bela.
“Paira sobre meu túmulo vazio...”
Ela paira, sim.
Mas não como lembrança —
Camille Monfort é uma ideia.
Uma fixação doentia que tomou forma e vestiu perfume.
É o arquétipo da beleza que enlouquece, do amor que não consola, da presença que evoca o suicídio da razão.
É a Musa sem clemência, que exige poesia mesmo do sangue quente no chão.
E quem a ama, dissolve-se... feliz por ser dissolvido.
“Sorrir é perigoso”, ele confessa —
e a psicologia lúgubre responde:
porque o sorriso, quando nasce sob os escombros da alma, torna-se um riso espectral...
e esse riso é o prenúncio do desespero existencial.
Camille é o eco do que foi belo demais para ser mantido.
Ela é a presença da ausência, o desejo daquilo que já foi consumido pelo próprio desejar.
E ela sabe. Oh, ela sabe.
Por isso, volta. Não para salvar, mas para recordar ao seu devoto que a eternidade também pode ser um cárcere sem grades basta amar alguém que nunca morre.
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
Com você o mundo pode até ferir
e tirar tudo de mim
que mesmo assim terei
um motivo pra seguir
Com você eu sei onde encontrar
um sonho pra lutar
e de novo construir
um lugar pra te abrigar
Se você partir a vida vai ruir
devastar tudo de bom em mim
não saberei mais do que sorrir
nem pra onde devo ir
Sem você o mundo pode me cobrir
até de ouro e de rubis
que nem assim terei porque
achar vontade de existir.
Pessoas determinadas desconhecem frases como "não posso", "isso não é para mim", "não tenho condições financeiras" e assim por diante. Elas nunca desistem, ao contrário, persistem, buscam novas estratégias, mantêm o foco e a cada etapa superada o anseio para chegar ao alvo aumenta.
Quando penso em desistir, lembro do que Jesus fez por mim e isso renova todas as minhas forças...
A maior atitude de fé que se pode ter é acreditar que Deus está sempre contigo, acreditar que Deus conhece tudo que há dentro de um coração...
Eu creio num Deus Onipresente e sei que, enquanto eu pisco os meus olhos Ele me protege de todo mal...
Por isso meu Senhor, hoje estou aqui, não para pedir nada, mas para agradecer por simplesmente, Tudo!!!
Marta Gouvêa
Se um dia me faltarem as palavras, deixarei que meus sentimentos falem do amor por mim!
Marta Gouvêa
Apesar de nunca ter tocado em você,
Eu sinto o seu cheiro em mim...
Apesar de você ter estado tão distante,
Eu sinto a sua presença aqui...
Embora eu nunca possa tocar-te além,
Eu sempre vou sentir o teu cheiro...
Embora você nunca venha a ter comigo,
Ainda assim continuarei sentindo você!
Marta Gouvêa
Não há espaços vazios dentro de mim, porque desde o primeiro dia que nos vimos, você me
completou e nos rendemos à oportunidade que Deus nos deu; a de sermos felizes, juntos!
Marta Gouvêa
Sempre correndo sozinho, evito andar mau acompanhado, falam merdas sobre mim, mas eu nem ligo, sorrio enquanto cago. Em minha mente tá tudo tranquilo, sou meu maior adversário, sei que deseja meu fim, estou rezando para que todos os seus pecados, sejam perdoados. "
Se eu fosse fraco, tudo seria tirado de mim também.
É por isso que desejo força.
Força ilimitada.
(Ainz Ooal Gown)
Só o que sei é aceitar o que sou, sem renegar nem temer o que foi feito para mim. Só o que sei é aceitar o que sou, buscando algo além, nosso destino é assim.
O Paraíso é Ela
Os portões do paraíso,
Se abriram para mim.
Mas o que adianta o céu ?
Sem Ela seria meu fim.
Parei na primeira capela que encontrei,
Acendi uma vela e orei,
O Paraíso é Ela, eu sei,
O Paraíso é Ela !
O capítulo final da minha novela,
O Paraíso é Ela,
Tem coisas que gostamos mais,
Tem coisas que gostamos menos,
Tem coisas que não gostamos
E ainda gostaremos.
Eu gosto de você
E vou lhe convencer,
Seguirei seus passos,
Pra mim é Deus no céu
E Você em meus braços.
Nos uniremos naquela
Pequena capela
E eu viverei o paraíso,
Porque o Paraíso é Ela.
Entre eu e o céu,
Estava você e eu te escolhi.
Uma dádiva cruel,
Afinal, o que é o Paraíso sem Você ali ?
Eu gosto de você
E vou lhe convencer,
Seguirei seus passos,
Pra mim é Deus no céu
E Você em meus braços.
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