Escritor
Uma coisa é pegar frases prontas, versáteis e rimá-las, falando sobre o que não entende numa sinfonia.
Outra coisa é transformar sentimentos enraizados, pensamentos bagunçados, numa bela poesia...
Na primeira nos encantamos pela brincadeira com as palavras, ficamos na beira com as ondas nos nossos pés a tocar.
Já na segunda mergulhamos a fundo, adentramos no oculto e podemos sentir o que o escritor sentia e queria nos passar...
Se a Vida Der-te Pedras, Não Apresente-se Com Orgulho, Mostre Que Não Se Medra, e Torne a Ti, Um Pedregulho
Espero meu transtorno submergir
como um oceano nervoso em meus punhos.
Pego a caneta e me enfio em absurdos.
É tão desinteressante ser além do esperado,
mas essa magia não me deixa esvair.
Então o farol vem até mim; e eu digo adeus.
As minhas palavras mais do que tudo, declaram em gritos a confusão que existe dentro de mim.
Enquanto escrevo, até entendo, pois entrego-me de corpo e alma ao sentimento presente. No dia seguinte por sua vez me faço de leitor para tentar entender, pois um novo sentimento já ergueu-se em mim.
Talvez a chave para interpretar o que digo, não seja apenas lê o que escrevo, mas se entregar ao sentimento que senti.
O tempo cicatriza
mas não faz esquecer.
O tempo passa
mas não faz voltar.
O tempo é um maldito
e um anjo salvador.
Quando ele te mata;
ele te salva.
Entendimentos
todo meu miserável
desgaste, como
se tudo fosse facil.
As vezes eu quero
criar memórias,
mas lembro que ja fui
muito machucada.
As vezes eu gosto
de estar sozinha.
As vezes acho que
tenho entendimentos,
na familia mas nem
sempre quero me
reencontrar.
As vezes, tenho um
sorriso lindo no rosto,
mas é só uma
personalidade para imprecionar
todos a minha volta.
A tristeza me tem
por completo.
As vezes acho que
estou 100% curada.
mas ainda sinto que
não estou 100%
curada.
As vezes sou agitada,
mas quando fecho
meus olhos, sinto lágrimas
escorrendo pelo meu
miserável rosto.
eu era como uma rosa
de jardim.
bonita, charmosa
e admirável de se ver.
não como as outras,
me indispensável de
se ver, me sentir.
Acredito que todos nós em algum momento já tenhamos sido vítimas de um caráter defraudado. Pessoas injúrias, egoístas, grosseiras que não se importam com o seu próximo, demonstram como é a natureza má da humanidade desvinculada do Criador. Sei que há possibilidade de serem fruto do meio em que viveram, podendo ter adquirido tal personalidade e má conduta. Mas penso que nem sempre essa resposta é favorável!
Livro: Servir, o maior dos desafios
Certamente, lembramo-nos de momentos em que gostaríamos de aniquilar de nossos pensamentos. Seria importante se tirássemos bom proveito dessas experiências nada boas de condutas más de pessoas em que havíamos dado a credibilidade da confiança.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Devemos confiar no próximo, sabendo que jamais tornaremo-nos conhecedores antecipados de sua futura conduta? Talvez você responda que não, ou fique sem uma resposta pronta. Eu acredito que sim, que devemos confiar, mas sem fazer do próximo, homens fracos e mortais, o nosso braço, pois Deus nos criou para vivermos em sociedade e desfrutarmos de relacionamentos interpessoais, pois a base para qualquer relacionamento é a confiança.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Imagine ou lembre-se de alguém que não deposita confiança em ninguém. Elas são em grande parte omissas, possuem o espírito do medo, acham-se cautelosas, mas são verdadeiras vítimas do temor do homem. Não precisamos temer a inescrupulância de uma pequena parcela da humanidade que se deixou possuir pelo egoísmo. Não quero dizer que devemos agir como se tais não existissem. Porém, precisamos cumprir o chamado do mestre, de amar o nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22:39). Que mandamento precioso! Como seria bom se todos conhecessem na prática o que Jesus nos deixou.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Carta rasgada
Lembro perfeitamente desse dia.
O dia que destruiu o meu coração.
Rasgando aquela carta e os pedaços no chão.
Poderia ter dito não.
Mas preferiu fazer aquela humilhação.
Me xingou, encarou.
E o meu mundo derrubou.
Sentir aqueles olhares de julgamento, de questionamento, era a pior sensação.
Perguntei a mim mesmo.
O que eu faço aqui?
Devo sair?
Deixe-me voltar, para o meu devido lugar.
Se eu voltar, levarei essa carta rasgada para de ti lembrar.
Porque lá no fundo eu ainda gosto de você, mais ninguém precisa saber.
Sentimento
Alguém pode me ajudar a encontrar um lugar?
Não sei o que sinto ou onde fico.
Sentir muita coisa é bom?
Esta tudo misturado, sentimentos são complicados.
Estou perdido nesse mar não sei onde me encontrar.
Cada sentimento tem uma reação.
Se é positivo ou não.
Parece tudo errado, porque está embaralhado..
Me salvem desta confusão sentimental.
Pois estou me sentindo mal.
Socorro
O mundo está adoecendo, gente morrendo, pessoas sofrendo.
E pergunto o que esta acontecendo?
O perigo mora em todo local.
Sim vamos nos preocupar e não normalizar.
Pais levam seus filhos com medo de não voltar.
Crianças tem medo de estudar e algo ruim acontecer.
Professores não sabe o que enfrentará amanhã.
Cidadãos pedem socorro, na esperança que acabe.
Como podemos fazer isso terminar e a angústia parar?
Será que o dinheiro a segurança pode comprar?
Os problemas vão encerrar?
Estamos seguros em qualquer lugar?
Férias
Na praia, em casa ou em qualquer lugar você pode aproveitar.
Mas se está dizendo que não tem nada para fazer, aqui vão sugestões para você.
Pode visitar um parque ou museu, também pode aproveitar para ler um bom livro.
Mas se não pode passear, outras coisas vou recomendar.
Que tal desconectar do celular?
Criar um hobby e “brincar”
Aprender um esporte.
Curtir com a família.
Cantar, dançar...
Férias são para relaxar, a mente e o corpo descansar.
E assim, depois de um tempo, muitas coisas relembrar.
Ausência
O que é ausente aos olhos, também se ausenta no coração?
Quem não é visto, não é lembrado?
Pergunte isso a uma criança e verá a simplicidade em sua resposta. A falta de algo ou alguém que nos faz sorrir apenas por existir.
Por vezes a ausência nos faz ter lembranças com rancor, ou até com tristeza, angústia ou dor...
Ahhhh mas para uma criança é muito fácil de resolver, tão simples que no olhar mais puro e entre sorrisos ela volta a pergunta: Porque não se faz presente você?
Manter-se vivo numa música, uma mensagem, uma foto, uma bobagem, uma conversa, um abraço, um perfume, um sorriso, uma comida preferida, uma dança, um penteado, uma mania, uma fruta, um lugar, um olhar....
E se contudo a ausência prevalecer, não se deixe abater, dê sempre o seu melhor, pois aquele que nunca se ausenta te ama sem você entender!
Confiança
A confiança é como construir uma casa, existe todo um processo.
Analisar o local é como conhecer alguém, andar ao redor, sentir o terreno é como a primeira conversa uma apresentação inicial, com cautela e paciência ainda incerto, medo e insegurança se iniciam o andamento da planta.
A fundação é muito importante pois será a base para erguer este projeto. A construção começa aos poucos nada de acelerar o tempo, pois ele é crucial e tudo dever ser minuciosamente estruturado.
Começa então tomar forma, damos espaço a criatividade, e vamos nos enchendo de esperança, alegria e desejo.
Porém como toda construção imprevistos acontecem e nos vemos por vezes perdidos, tendo que mudar uma coisa e outra, faz parte acredite confiar é se lançar ao novo e não temos garantia de nada pelo contrário aprendemos com o erro e seguimos para próximas etapas. Uma vez que iniciada dentro de ti a transformação passa ser visível aos olhos, enaltecendo seu valor, seu caráter, sua luz... Construindo assim o maior e melhor projeto, agora com a certeza do inabalável a confiança que exala de dentro vai de encontro ao que é confiável...Acredite, construa confiante.
Incertezas
Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.
Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.
Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.
Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.
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