Escrita
A história não é feita apenas de grandes batalhas ou tratados — é escrita por pessoas que ousaram existir de forma intransigente. Hammurabi, há quatro mil anos, compreendeu que a justiça precisava ser escrita para ser real, mesmo que imperfeita. Aristóteles, séculos depois, desafiou o mundo a pensar, a questionar, a não aceitar verdades prontas. Joana d'Arc, com dezenove anos, provou que a coragem não pede permissão — ela simplesmente age, mesmo quando a fogueira a espera. Rosa Parks, cansada, recusou-se a ceder o assento e desencadeou uma revolução sentada. Angela Davis, presa e perseguida, transformou a cela em púlpito e o silêncio em denúncia. Miriam Makeba, exilada, cantou a África para o mundo e fez do palco um ato político. O que une essas vidas tão distantes? A recusa em ser invisível. Cada um, à sua maneira, disse "eu existo" em voz alta — e o eco ainda ressoa
"A história é escrita pelos vencedores, mas o futuro é financiado pelos trilionários. A questão não é mais quem nos governa, mas quem nos subsidia."
"Mantenha o foco, Isaque Ramon: sua história está sendo escrita por você e revisada por Deus, e o final é de abundância extraordinária."
"Cada pessoa é uma obra escrita pelas mãos de Deus. Antes de lançar uma ofensa, lembre-se que você está diante de alguém que o Criador amou primeiro. Nunca maltrate quem Deus escolheu para amar."
"A marca de Isaque Ramon é escrita com caráter, não com arrogância. No fim das contas, o que fica é o que fomos para os outros, não o que acumulamos para nós."
"A morte não é o fim da história, mas o momento em que ela deixa de ser escrita por nós para ser lida por todos os que nos amaram."
Além das rimas
Certa vez, perguntaram-me por que eu quase não usava rimas em minha escrita. Então, pensei em uma resposta plausível:
A vida é linda, amiga. Mas, se você não tem a essência de enxergá-la, mesmo quando ela não se apresenta de forma explícita no agora, então me desculpe, querida… você ainda não chegou lá.
Esta semana começa como uma página em branco diante de nós, pronta para ser escrita com determinação, coragem e propósito. Cada amanhecer é um lembrete de que o tempo não volta, e que o que fazemos hoje molda não apenas o nosso amanhã, mas a história que deixaremos para trás. Por isso, precisamos manter o foco — não como algo temporário, mas como um compromisso inabalável com aquilo que acreditamos.
A constância é o que transforma esforços isolados em resultados grandiosos. Não basta apenas dar o nosso melhor em um dia; é preciso dar o nosso melhor todos os dias, mesmo quando o cansaço tenta nos convencer a parar. Lembre-se: grandes vitórias são construídas nos bastidores, no silêncio de quem persiste quando ninguém está olhando.
Essa semana será a melhor da nossa vida não porque algo mágico vai acontecer por acaso, mas porque vamos decidir que será. Vamos acordar todos os dias com clareza sobre onde queremos chegar e agir como se o nosso futuro dependesse exclusivamente das escolhas que fizermos agora — porque ele realmente depende.
As dificuldades vão aparecer, mas elas não serão barreiras; serão degraus. Cada desafio será combustível para provar a nós mesmos que somos maiores do que qualquer obstáculo. Não importa o que ficou para trás ou o que ainda não conquistamos, o que importa é que, a partir de hoje, estamos comprometidos com uma versão melhor de nós mesmos.
Portanto, mantenha o olhar firme no objetivo, o coração cheio de gratidão e a disciplina como alicerce. Porque quando foco e constância se encontram, nada é capaz de impedir o nosso crescimento. E, ao final dessa semana, quando olharmos para trás, veremos que ela foi — sem dúvida — o marco de uma nova e incrível fase da nossa história.
Escrita jorra como sangue de feridas abertas, curando o escritor enquanto infecta leitores com verdades que queimam como ácido na pele.
Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.
No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.
Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.
És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!
Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.
Buquês da Aldrago
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita
desde o dia que te vi
sem fantasia.
Tudo em poesia
diária foi convertida,
o dia que eu quiser
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.
Se este assunto
não for tocado,
por ninguém será
nem aventado,
o eu não nasceu
para ser domado.
(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para
ser academia nata).
A escrita foi o primeiro lugar onde consegui existir sem precisar me explicar.
Muito antes dos livros, dos projetos, das entrevistas, da comunicação profissional ou da construção pública da minha trajetória, existia apenas uma menina tentando encontrar uma forma silenciosa de permanecer inteira dentro de si mesma.
Eu comecei a escrever muito cedo.
Tão cedo que, durante muito tempo, nem percebi que aquilo tinha nome.
Enquanto algumas crianças aprendiam a falar sobre o que sentiam, eu observava.
Observava os silêncios das pessoas.
Os desconfortos escondidos atrás de respostas rápidas.
As mudanças sutis de comportamento.
Os olhares cansados.
As emoções interrompidas no meio da frase.
Desde pequena, eu sentia o mundo de forma intensa demais para caber apenas na superfície das conversas comuns.
E talvez tenha sido exatamente por isso que a escrita apareceu tão cedo na minha vida.
Ela não surgiu como escolha estética.
Surgiu como necessidade emocional.
Escrever era a maneira que eu encontrava de organizar aquilo que ainda não sabia explicar.
Enquanto o mundo seguia rápido do lado de fora, eu escrevia para desacelerar o que acontecia dentro de mim.
E naquele espaço silencioso entre pensamento e palavra, algo começava lentamente a fazer sentido.
A escrita foi o primeiro lugar onde não precisei simplificar minha percepção para caber no ritmo das outras pessoas.
Porque existem experiências humanas que não conseguem nascer completamente na fala.
Alguns sentimentos precisam de pausa.
Precisam de tempo.
Precisam atravessar silêncio antes de virarem linguagem.
E foi escrevendo que comecei a entender algo que me acompanha até hoje:
nem toda comunicação acontece através da voz.
Algumas das conexões mais profundas da vida acontecem quando alguém finalmente encontra palavras para sentimentos que carregou sozinho por anos.
Talvez por isso eu nunca tenha conseguido escrever de maneira superficial.
Para mim, palavras nunca foram apenas ferramentas.
Elas sempre carregaram presença.
Cada frase que escrevo nasce primeiro da observação humana.
Da escuta.
Da tentativa de compreender aquilo que geralmente passa despercebido nas pessoas.
Porque eu sempre senti que existiam dores muito silenciosas escondidas dentro de pessoas aparentemente funcionais.
Existiam mulheres cansadas sendo chamadas apenas de fortes.
Existiam crianças tentando sobreviver emocionalmente enquanto ainda aprendiam a existir socialmente.
Existiam pessoas sorrindo em ambientes onde já estavam emocionalmente ausentes há muito tempo.
E sem perceber, fui transformando tudo isso em escrita.
Não para produzir efeito.
Mas porque era a única maneira honesta que encontrei de permanecer conectada ao mundo sem me afastar de mim mesma.
A escrita se tornou meu espaço de tradução interna.
Ali eu conseguia transformar excesso em clareza.
Confusão em percepção.
Silêncio em linguagem.
E durante muito tempo, meus cadernos guardaram partes minhas que eu ainda não conseguia mostrar para ninguém.
Ideias soltas.
Perguntas difíceis.
Reflexões inacabadas.
Medos que eu ainda não compreendia totalmente.
Observações sobre pessoas que talvez nem imaginassem o quanto revelavam através dos pequenos detalhes.
Hoje entendo que comecei a escrever antes mesmo de saber exatamente quem eu era.
E talvez tenha sido justamente a escrita que me ajudou a construir essa resposta ao longo dos anos.
Porque escrever nunca foi apenas sobre produzir textos.
Foi sobre aprender a existir emocionalmente sem me abandonar no processo.
Foi sobre encontrar uma forma legítima de comunicação em um mundo que muitas vezes exige rapidez de pessoas profundamente sensíveis.
Talvez por isso meus livros nunca tenham sido apenas projetos editoriais.
Cada obra carrega experiências emocionais que passaram primeiro por dentro de mim antes de chegarem até o leitor.
Cada texto nasce de algo que precisei observar, sentir, compreender ou sobreviver emocionalmente de alguma forma.
Porque eu nunca consegui escrever apenas para informar.
Eu escrevo para tentar alcançar lugares humanos que normalmente permanecem sem linguagem.
O cansaço que ninguém valida.
A solidão escondida dentro da funcionalidade.
As perguntas silenciosas que as pessoas fazem para si mesmas durante a madrugada.
O medo de não ser compreendido.
A exaustão de precisar parecer forte o tempo inteiro.
E talvez tenha sido exatamente aí que descobri o verdadeiro poder da escrita.
Palavras não servem apenas para transmitir ideias.
Às vezes, elas devolvem reconhecimento emocional para alguém.
Às vezes uma pessoa lê uma frase e sente, pela primeira vez em muito tempo:
“alguém finalmente conseguiu traduzir isso.”
E sinceramente… existem poucas formas de conexão humana tão profundas quanto essa.
Com o tempo, percebi que escrever não diminuía a complexidade da vida.
Mas me ajudava a atravessá-la sem endurecer emocionalmente.
Porque a escrita não exige perfeição.
Ela exige verdade.
E verdade emocional talvez seja uma das coisas mais raras da nossa época.
Hoje, olhando para tudo o que construí, consigo perceber que muito antes da profissão existir, a escrita já estava lá.
Silenciosa.
Discreta.
Paciente.
Me esperando crescer até entender que ela nunca era apenas um talento.
Era linguagem da alma.
Era percepção organizada em humanidade.
Era a forma mais honesta que encontrei de tocar o mundo sem precisar gritar para ser ouvida.
No fim, percebi algo que mudou completamente minha relação com as palavras:
eu nunca escrevi apenas para publicar livros.
Eu escrevi para deixar partes minhas respirarem fora de mim.
E talvez seja isso que um texto verdadeiramente humano faça.
Ele atravessa o silêncio de alguém
e sussurra, com delicadeza:
“você não foi o único a sentir tudo isso.”
Quer eu escreva ou desenhe...
Pois escrita são fonemas
O dito é parte da prosa...
Bem como os dizeres são expostos o desenho causa indignação...
Ou...
É uma expressão de irá e ironia
Num fato fatídico a irônica resenha.
No fardo ser rejeito ou expurgo.
Diante das letras a desatino.
A soberba falácia torna se ato de arte...
O artísta é um ator deu uma história dramática.
A Bíblia diz que somos “carta de Cristo, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo” (2 Coríntios 3:3).
Há dias em que não dá para escrever palavras,
mas o céu lê atitudes, fidelidade, perseverança.
miriam leal
A Verdade é objetiva e inteligível, está escrita na estrutura do ser e da realidade. A Verdade culmina na contemplação do Bem, mas para vê-la exige-nos uma ordenação intelectual e uma purificação moral, pois Ela não é uma simples criação do intelecto humano; mas a descoberta da ordem eterna.
Leia mais, sinta a escrita
Fale menos, deixe implícito.
Não conte tudo de você
Mistério faz querer saber.
Pare de pensar demais
Só sente e deixa fluir.
Cada passo teu ressoa como feitiço, dissolvendo as margens do que sou.
Tento manter-me na escrita — mas as letras tremem, hesitam, falham.
O balanço hipnótico dos teus quadris desarma meu verbo, dispersa minhas rimas.
É um balé blasfemo que me despe da razão.
