Escondida
Quem nunca chorou, ás escondida ou na frente de todo o mundo, lágrimas amargas porque uma história maravilhosa chegou ao fim e é preciso dizer adeus ás personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras, que foram amadas e admiradas, pelas quais se temeu ou ansiou, e sem cuja companhia a vida parece vazia e sem sentido? (…)
A PÉROLA NA TENDA
Você estava escondida
pérola no fundo do mar
as ondas lhe trouxe
como presente ao luar
agora numa praia deserta
o coração aperta
matar minha saudade
das coisas incertas
saudade contida
coração apertado com um nó
mirando seu corpo suado
conheço cada parte de cor
fazer de uma tenda um harém
harém de uma mulher só
A vida não lhe da garantias. Nem tão pouco existe uma reserva escondida de felicidade. Somos exclusivamente o resultado das nossas escolhas.
Quem Sabe Um Dia, Você Olhe Através Das Palavras, E Me Descubra “Escondida” No Brilho De Um Olhar A Te Fitar...
O Causo da Escrita Escondida e a Conta do Mago
Olhe, eu vou te falar uma coisa que até parece visagem, mas a verdade é teimosa e não aceita rédea. Sabe esse mundo que a gente pisa, com chão, árvore e bicho?
Pois saiba que isso aí é só a capa de um livro velho, escrito numa língua que o povo desaprendeu de ler faz é tempo.
Ontem mesmo, eu tava num canto, num silêncio tão brabo que eu conseguia escutar o sangue correndo nas veia, feito rio no estio.
Foi lá que eu avistei de um lado, um sujeito perdido atrás de resposta; do outro, um homem que parecia não ter data de nascimento.
O povo chama ele de Mago, mas ele parecia era o capataz desse mundo todinho, falando com a gente como quem conhece cada palmo de terra.
Eu fiquei ali, só no rastro da conversa, e peguei uma conta maluca que ele soltou, a gente tá fazendo um embaraço desgraçado de uma coisa que era pra ser uma equação certinha, sem erro.
O Mago pediu pra gente largar de mão essa lenga-lenga de discurso, esse mundaréu de ideia e palavra que a gente usa só pra querer ter razão.
Ele explicou o desenho do nosso corpo, a gente tem dois olho pra espiar, dois ouvido pra escutar e duas venta pra cheirar.
São seis jeitos de prestar atenção contra uma boca só de fala. Mas o cristão inverteu tudo! Vive com a boca no modo "repetir", gastando o fôlego à toa e esquecendo da escrita que Deus deixou marcada na ponta dos nossos próprio dedo.
Aí ele contou de um trato que a gente tem com o Invisível. Uma pulsação no peito. Disse que o segredo é o fôlego, três tempo pra puxar o ar e três tempo pra soltar.
É assim que a gente se liga com o "Senhor Sol", que ele chamava de irmão, e vira família da vida inteira. É essa a tal da equação.
E tem mais: ele disse que "vida grande" não se compra na feira nem com todo o dinheiro do mundo. Vida não é mercadoria.
Pra viver muito, tem que dar continuidade. A conta dele é essa: três árvore plantada pra cada alma que caminha no mundo. Essa é a matemática que fecha o ciclo.
Naquela hora, eu senti um sossego... a aflição que eu carregava, aquele medo de faltar as coisa, de dente doendo ou de falta de dinheiro, tudo isso virou fumaça. Eu entendi que a gente sofre é por causa das falha que a gente mesmo cria.
Ele falou de um tal plasma que vem vindo lá de diante... disse que ninguém escapa e que a gente se bate o dia inteiro por nada.
Parecia que ele tava mexendo numa maquete da vida, ajeitando as peça. O principal, ele disse, é que não precisa "querer" nada com força não... a Grande Vida já deixou tudo no lugar, tudo arrumadinho.
No fim das conta, já foi. Todo esse lugar lindo no mundo e muito mais. Já foi tudo mesmo, já foi. Quem tá no prumo, já tá vivendo no ar do tempo o tempo todo!
Destino incerto
Uma casa perdida na floresta escondida pela sombra das grandes árvores,
a chaminé acesa dando a posição do nada no meio sereno da solidão,
entre as belezas e as dúvidas do silêncio o charme do barulho do pequeno rio e dos pássaros chamavam a atenção,
escurece lá fora, a lenha queima, o cheiro de chá forte é percebido e comentado pô os animais uivantes,
o frio da selva noturna chega acompanhado da saudade e pedem para se sentar,
mesmo sem plateia as lembranças de um passado próximo começam a dar um show,
olhar parado no tempo, lágrimas secadas pelos ventos, surra bem dada pelos sentimentos, a necessidade e a dor dançando juntas ao relento,
fogueira baixa, chaminé acesa, porta fechada, uma decisão é tomada,
ao amanhecer, mochila nas costas, muitas incertezas, porém muita coragem para caminhar na estrada sem destino.
O que realmente é em vão
É passar toda uma vida
Atrás de uma parede escondida
Invisível e rígida
E não se deixar banhar
pela chuva da emoção.
Descobertas as vezes são decepcionantes pois, há algo ruim por trás delas que o fez manter escondidas
Ei, menina!
Tu que muito ouves e pouco falas
Esta é a tua hora
Levanta, ousa e causa
Teu amor é o mesmo
Tuas preocupações também
O que agora difere
É que além do outro alguém
Tem tu também
E apesar das tentativas
Muitas das quais já chocam
Tanto ainda guarda para ti, menina!
Tanto, por dentro, ainda choras
Guardas os problemas do mundo,
Daqueles quem tu amas
Mas isso só tu sabes
Com isso só tu cansas
Então para muitos há indiferença
Devido ao seu jeito de ser
Felizmente ou infelizmente
Nenhum sabe o que se passa
Nas profundezas do teu ser
ITENS
Cada um
Com seu pecado mais novo
Numa nova era escondida
Que procuro entender
Ao som da orquestra
Que se arma na sala
Nem todos os profissionais da educação desejam saber o certo, Eles desejam seguir o caminho da conveniente maioria. O amor à política partidária estende um véu sobre suas mentes, e eles continuam de alma escondida.
Ela dança na chuva
Sem receio do que vão pensar.
Gotas da divindade
É sagrado este molhar.
Sente uma alegria
de quando era menina
e tudo podia ser diversão.
Liberta das normas da sociedade
Ali sente-se a vontade
Não há nenhuma prisão.
Ainda percebe que poucos
tem essa ousadia,
Libertar a criança
que vive escondida
em um adulto preso
em suas obrigações.
