Esconde
Mãos de cinza, pés de barro, um corpo frágil.
No peito, um coração que esconde uma relíquia guardada, talvez o amor.
Um tesouro que não se perde, um fogo que arde sempre, mesmo na mais fria das noites, mesmo na dor do abandono.
A vida pode quebrar, pode machucar,
porém o amor resiste, não se desfaz.
É a chama que ilumina, é a força que me faz um refúgio seguro, um porto no mar cheio de conflitos.
(Saul Beleza/Leni Freitas)
O homem que esconde a própria loucura é melhor que o que esconde a própria sabedoria.
Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.
A tosquia, um ato que pode parecer cruel à primeira vista, mas que esconde uma intenção profunda de cura e renovação. É um processo necessário, muitas vezes realizado por uma força externa que, embora rígida, busca o bem-estar da ovelha.
Assim como a ovelha, nós também passamos por momentos difíceis, onde somos "tosquiados" e perdemos algo que nos era familiar. É um processo doloroso, mas que nos limpa e nos renova.
A nudez temporária que se segue à tosquia é um símbolo do desapego, do abandono do que nos cobria e nos dava conforto. É um momento de vulnerabilidade, onde nos sentimos expostos e inseguros.
Mas é justamente nesse momento de desapego que encontramos a oportunidade de crescer e nos renovar. É quando aprendemos a confiar, mesmo quando sentimos frio ou insegurança. É quando descobrimos que a verdadeira força vem de dentro, e que a nossa essência permanece intacta, mesmo quando tudo o que nos cobria é removido.
A tosquia, portanto, é um lembrete de que os momentos difíceis são oportunidades para nos desapegar do que não nos serve mais e nos renovar. É um convite para confiar no processo, mesmo quando não entendemos o que está acontecendo. É um chamado para encontrar a força em nossa vulnerabilidade e emergir mais fortes, mais leves e mais renovados.
Tosquia
Renovar para desapegar
Por Marcio Melo
FELICIDADE
Numa casinha distante,
Pertinho da serra
A felicidade se esconde,
Numa casinha distante
Onde corre um arroio
Sussurrando com o vento,
Colorindo com a mata
Escorregando na cascata
Brincando de cachoeiras,
A felicidade se banha,
A felicidade mergulha
Na calmaria do vale
E se embala com o cantar dos pássaros
Numa rede de algodão estampado
Sob uma casinha de taipa
Que sustenta a montanha...
Ah, este meu gatinho,
Da uma unhada
E esconde a unha.
Na sua timidez o seu carinho,
Conquistou o meu coração,
E quando mia
É só pOeSiA.
😻
Quem se esconde atrás da mentira,
acaba deixando o rastro no chão.
A palavra pode até enganar,
mas o olhar sempre entrega a intenção.
Mentir para descobrir é tropeço,
é cavar buraco no próprio terreno.
Porque a verdade, cedo ou tarde,
bate à porta sem pedir terreno.
E quem pensa que mente por esperteza,
não percebe que mente a si mesmo primeiro.
A mentira pode até abrir uma porta,
mas nunca leva a um destino verdadeiro.
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.
O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.
Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.
O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.
Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.
Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.
A felicidade está no básico essencial!!!
O excesso de qualquer coisa esconde grandes escassez interna: como a necessidade de conexão, autoestima ou significado, é crucial evitar preencher esse vazio com excessos (trabalho, consumo, prazeres efêmeros). Dra Ana Beatriz
O problema da supervalorização é que ela sempre esconde uma profunda falta de conteúdo.
Carlos Alberto Blanc
